sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Procura-se um candidato disposto a corrigir estas discrepâncias


Alcides dos Santos Ribeiro

As incoerências do Brasil atual: temos condenados em segunda instância presos e outros em liberdade. Não dá para entender qual a lógica já que a lei é clara!  Temos condenados pela Lei da Ficha Limpa que estão presos e também concorrendo como candidatos, outros exercendo seus mandatos na Câmara. 

Recentemente tivemos uma lei aprovada para o retorno do voto impresso e que não será cumprida nesta eleição, mas ninguém explica onde fica o cumprimento da lei. E o que realmente acontece? Nós brasileiros vemos e nos calamos ao presenciar condenados disputando a próxima eleição e exercendo seus mandatos.

A lei proíbe que se indexe qualquer coisa ao salário mínimo, mas ao salário máximo do judiciário, está indexado o salário de todos os políticos, tanto em âmbito federal, como estadual e municipal. 

O sistema da operação Lava Jato vem prendendo diversos corruptos e corruptores, fraudadores que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos, das estatais e fundos de pensões. Uns continuam presos, outros já gozam a liberdade. Mas não ressarciram os prejuízos causados ao erário público.

Para fazer justiça a mais de duzentos milhões de brasileiros que dependem dos serviços públicos como a saúde, a previdência, a segurança pública e serviços sociais, nossa justiça nem precisaria prender ninguém. Bastaria que fosse confiscado todo patrimônio interno e do exterior dos envolvidos. Nossa justiça deveria exonerá-los do serviço público para sempre, sem qualquer possibilidade de retorno. Infelizmente, em nossa política isso não acontece.

Os trabalhadores da iniciativa privada negociam seus salários com os patrões, já no serviço público são os empregados do povo que ditam seus salários que através de conchavos os que ganham mais, solicitam seus aumentos, aos que ganham menos, estes aprovam porque seus salários estão linkados aos que ganham mais. Isto é legislar em causa própria!

O sistema de equidade existente no Brasil está totalmente equivocado. É rígido e forte contra os pequenos, mas brando e amável para os políticos e funcionários públicos do judiciário. Explicando melhor: o povo trabalhador é preso quando comete delitos e demitidos por justa causa de seus empregos e perdem seus direitos, mas os desembargadores e juízes são regiamente aposentados compulsoriamente, com todos os seus direitos respeitados.

O Brasil continua a dar aumentos salariais generosos para quem está no pico da pirâmide salarial. E não pense que acontece apenas no Judiciário. O efeito dos aumentos salariais para elite política acontece em cascata, fazendo com que as outras esferas como o Executivo e Legislativo também recebam o mesmo percentual do aumento concedido ao judiciário. Para a classe média, os pobres e miseráveis, é concedido apenas uma reposição inflacionária, com um índice que não condiz com a realidade. E fica a pergunta: somos todos iguais perante a Lei? 

Os tribunais de Contas, nas três esferas de governo são indicados pelos governantes. Só no Brasil mesmo que os criminosos indicam quem será o seu juiz.

Somos obrigados por lei a acolher os imigrantes da Venezuela, mas nada fazemos para combater a causa no país vizinho. Pelo contrário, assistimos passivamente todo ato desumano do ditador venezuelano. 

Quando se fala em reformas, poucos representantes competentes olham para o lado dos mais fracos, acovardando-se diante das elites brasileiras, majestosamente remuneradas com recursos públicos. É tempo de refletir, combater e agir. Estas deveriam ser as primeiras reformas. O povo brasileiro precisa lutar e correr atrás dos seus direitos antes que seja tarde.
Título e Texto: Alcides dos Santos Ribeiro, Campo Grande – MS, 24-8-2018
Presidente da
Federação das Associações dos Aposentados de Mato Grosso do Sul
067 9983 8267

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