terça-feira, 28 de agosto de 2018

Bolsonaro e os cães

Aileda de Mattos Oliveira

Escancararam-se os canis. Os cães agem e reagem de acordo com o caráter de seus donos, dizem os cinófilos. As matilhas, adestradas no esquema predador da ‘lavagem cerebral” de velhos conhecidos assassinos de opositores nos sangrentos paredões de Cuba, puseram à mostra os caninos avantajados e tentaram abocanhar a vítima, aparentemente, indefesa, lá no meio da arena que parecia aumentar de diâmetro, à medida que os latidos dos perros tentavam intimidar a presa. Um circo romano, à moda tupiniquim!


Os ganidos são sempre os mesmos: em conjunto, repetidos, barulhentos, daí qualquer chicote verbal faz esses animais recolherem-se à sua estúpida insignificância. Foi o que aconteceu.

Bolsonaro, desde que ingressou na vida pública, está sendo “lavado e escovado”, como diria o velhaco Odorico Paraguaçu, ao enfrentar os traidores, os canalhas, os ratos da “Nova República”, na verdade, degradado e corrompido cortiço republicano.

A experiência que vem adquirindo desde o seu ingresso no abjeto Congresso, revestiu-o de couraça, de blindagem, para enfrentar os mais repulsivos grupos no Brasil: o político e o jornalístico, este representado por uma considerável parcela de sátrapas, “os olhos e ouvidos do rei”. Enquanto na Pérsia, sua função era a de denunciarem ao rei a corrupção no governo, como vivemos sob o império da inversão de valores, a função desses sátrapas modernos, é “fecharem os olhos e os ouvidos” para esconderem a corrupção, no governo, praticada pelo rei”.

Chamar essas matilhas de máfia, de pocilga, de vermes, de répteis, de pústulas são qualificações reiterativas, porque não existem mais palavras nem expressões adequadas para designar seres tão venais quanto os que se dizem nossos representantes e os que se dizem nossos formadores de opinião.

O “Roda Viva”, uma cirandinha de comprometidos cortesãos da corte fidelista, mais as instituições desmoralizadas como o STF, que agem ao arrepio da lei, desde que suas irresponsáveis ações agradem ao presidiário que lhes doou o emprego, nada mais fazem do que comprovar que o governo militar errou de maneira ingênua, ao ter laivos de sentimentalismo ao considerar que lugar de brasileiro é no Brasil.

O comunista, o esquerdista são apátridas. A venerável pátria-mãe deles é a ideologia pagã, que lhes vem abrindo as portas, cada vez mais largas, para aconchegar-se ao poder e ao dinheiro público.

Erraram, portanto, os presidentes militares ao permitir que essa cambada de inúteis, ainda permanecesse entre os brasileiros sadios, patriotas, e viesse a ocupar o governo e instituísse uma República de Ratazanas. Erraram ao permitir que, um dia, viesse a conduzir um reles programinha de perguntas repetitivas e mal-intencionadas, numa tentativa malsucedida de emparedar o único candidato à presidência, verdadeiramente devotado ao Brasil, verdadeiramente incorruptível. Erraram ao permitir, também, que o infame e degenerado José Dirceu continuasse a agir contra o país que ele e seu partido desagregaram pela corrosiva ideologia. No enfeixe desses erros, gerou-se um Judiciário conivente e acovardado.

Quiseram repetir a notável façanha de Caxias: pacificar os adversários. Mas, esqueceram-se de que os participantes das lutas, na época do “Duque de Ferro”, não sofriam da doença ideológica.
Os tempos eram outros, eram tempos de ideais. Na nossa triste atualidade, não há sequer ideias, mas apenas um objetivo: o poder. E com ele, o erário.

Ano de eleição! Os canis abriram as portinholas para pôr em atuação a sua matilha particular, cada qual conchavada ao governo, como a chamada “Grande Mídia”, instituição que há muito deixou a imparcialidade jornalística, para ser o centro de locupletação com o que há de mais pútrido: o reino do lulopetismo.

Bolsonaro vencerá! Vencerá para que voltemos a nos sentir em casa, num Brasil limpo, varrido, saneado, livre de governos comandados pela esquerda, livre das tais “comunidades” urbanas que fizeram de refém um governador incompetente, portanto, inútil, eterno subalterno de Cabral.

Se o Rio de Janeiro acabou, o Brasil já não existe como país de respeito. É um grandalhão latino, sem personalidade, o “País de todos”, como dizia a propaganda da desequilibrada e criminosa Dilma, candidata à imunidade parlamentar por Minas Gerais, ainda devendo à Justiça, outra instituição alheia aos problemas de interesse da nação.

Que as forças de Bolsonaro sejam redobradas para que ele possa pôr, definitivamente, as matilhas vadias nos seus canis de lesas-pátrias, longe do Brasil Família, distante do Brasil-Cívico, a quilômetros do Brasil-Educação, encerradas nas páginas trevosas que a história reservou para os indivíduos traidores, desclassificados, como esses que somente visam à derrocada do país. Que sejam derrotados pela própria miséria interior!

O Brasil se revivificará pela força e união dos brasileiros de bem, patriotas, e se deixarem de lado o individualismo, este sim, o nosso grande adversário. Que o Alto nos inspire!
Título e Texto: Aileda de Mattos Oliveira, 27-8-2018
(Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES)

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