Após decisão histórica dos Estados Unidos, líder do partido Chega! acusa autoridades portuguesas de minimizar a presença das facções brasileiras na Europa
Timeline
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ventura afirmou que tanto Portugal quanto o Brasil vêm permitindo a expansão das atividades das organizações criminosas, que hoje operam além do narcotráfico e mantêm redes ligadas à lavagem de dinheiro, assassinatos por encomenda e outras atividades ilícitas transnacionais. Segundo ele, a hesitação das autoridades europeias tem favorecido o avanço dessas estruturas criminosas dentro do continente.
As organizações narcotraficantes do Comando Vermelho ou do PCC devem ser consideradas terroristas. Os países que não fazem nada tornam-se cúmplices dos bandidos. Portugal já está a pagar um preço elevado! pic.twitter.com/2DUYsiw5wE
— André Ventura (@AndreCVentura) June 7, 2026
A manifestação ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos oficializarem a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e que entrou em vigor em 5 de junho. A decisão amplia instrumentos de combate financeiro, cooperação internacional e aplicação de sanções contra indivíduos, empresas e estruturas ligadas às facções.
Ventura criticou diretamente a posição do governo português, que até o momento rejeita seguir o modelo adotado por Washington. A justificativa oficial apresentada por Lisboa é que existe uma distinção jurídica entre terrorismo e crime organizado: enquanto o terrorismo teria motivação ideológica ou política, organizações como PCC e CV seriam estruturas voltadas principalmente ao lucro obtido por atividades criminosas.
O posicionamento do líder do Chega, no entanto, reflete uma crescente preocupação dentro da direita europeia com a expansão internacional das facções brasileiras. Nos últimos anos, investigações policiais em diversos países apontaram conexões entre organizações criminosas sediadas no Brasil e operações de tráfico internacional de drogas que utilizam portos portugueses como porta de entrada para o mercado europeu.
A discussão também ganhou relevância após autoridades americanas afirmarem que o PCC e o Comando Vermelho ultrapassaram há muito tempo as fronteiras brasileiras, atuando em diversos países e mantendo redes internacionais de influência criminosa. Para Washington, o alcance transnacional e a capacidade de intimidação dessas organizações justificam o enquadramento como grupos terroristas.
Embora o governo português
ainda descarte alterar sua legislação nesse sentido, a pressão política cresce
à medida que a presença das facções brasileiras passa a ocupar espaço cada vez
maior no debate sobre segurança pública e imigração na Europa. A proposta de
Ventura sinaliza que a classificação adotada pelos Estados Unidos poderá se
tornar um tema relevante nas próximas disputas políticas portuguesas.
Título, Imagem e Texto: Redação, Timeline, 8-6-2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-