Aparecido Raimundo de Souza
A
obra de Herbert Viana fez tanto sucesso que mexeu com os brios desse e de
outros cafajestes. Bolinou de tal forma na ferida, que devido ao enorme sucesso
alcançado pela poesia e logicamente pelo talento do autor, o grupo chegou a ser
o mais pedido e executado em todas as rádios. De repente, do nada, a música
desapareceu das paradas como por encanto. As emissoras de rádio deixaram de
tocar, as redes sociais da época (levadas pela febre do dinheiro sujo e
enlameado), foram proibidas (entre aspas), de executar a referida obra prima,
que num estranho piscar de olhos, caiu rapidamente no esquecimento.
Em
nosso país falido a coisa funciona assim. Enquanto a porra do dinheiro falar
mais alto, nenhum Google, ou You tube, ou outra merda existente bailando nas
redes sociais, nenhuma delas terá coragem suficiente de manter no ar, sem
censura, uma mídia, sem borrar pernas abaixo. O dinheiro, a grana, a bufunfa,
as verdinhas, o faz me rir, sempre estará na frente, não importando o número de
pessoas que estejam lincados vivenciando um momento que a nosso ver, deveria,
acima de tudo, ser respeitado. Resumindo esse papo, antes de entrar no texto,
todos, a meu ver, os charlatões e embusteiros os vermes e os ratos “por detrás
das máscaras”, esses impostores que não tem coragem de dar as caras, segue
abaixo o texto que escrevi, na íntegra.
Texto publicado em julho de 1995 na “Revista Talismã Gold”, página 34, do exemplar de número 8:
“Estão
processando, por calúnia, injúria e difamação, o músico Herbert Viana, pela
magnífica “Luiz Inácio (300 picaretas”). A nosso ver, isso é uma verdadeira
ignominia das mais torpes e objetas. Em primeiro lugar o Sr. Luiz Inácio, (como
os demais citados), deveriam se sentir orgulhosos por verem os seus nomes
estampados numa melodia de sucesso. Afinal de contas, convenhamos, pousos são
os que conseguem um ato heroico dessa envergadura. Chega, inclusive, a ser exótico. Vejam, por
exemplo, quantas personalidades de projeção, não só nacionais, como
internacionais, (sem querer me desfazer dos envolvidos com os Paralamas do
Sucesso), existem espalhadas por esse mundo de Deus à fora.
Mas,
nem por isso, essas celebridades galgaram o ponto mais alto de alguém as
reverenciarem através de uma obra com requintes dessa estirpe. Quem de nós,
(humildes e desconhecidos), não sentiria prazer em ser cortejado e aclamado com
todas as honras e méritos através de uma simples canção? Costumamos
caracterizar que somente os pacóvios e trouxas não veriam com bons olhos essa
grandiosa façanha. Das duas, uma: ou temem que a sociedade, ao tomar
conhecimento dessas venerações, lhes alcunhem de demagogos, ou o passado de
cada um exterioriza promiscuidades relevantes que deixariam muitíssimo a
desejar e, portanto, em vista desses fenômenos insatisfatórios, nada nesse
passado deve ser molestado ou tocado.
O procurador–sectarista da câmara dos
deputados, o boca aberta Bonifácio de Andrade (PTB-MG), obstacula que a aludida
música atenta frontalmente contra a moral dos mais soberbos representantes da
cúpula nacional. Por conta disso, sem saída, o “cu pula”.
Nesse
momento, uma indagação deveria ser esclarecida: será que a composição do Sr.
Herbert Viana ofenderia, de igual forma, também os bons costumes? Em passo adiante, vale ressaltar, o fato de
que ninguém se levantou (nessa mesma casa), com coragem e bravura suficientes,
para dizer, se opor ou gritar, a plenos pulmões que as atitudes de certos
parlamentares magoam. Não só magoam, lesam, ultrajam e fazem profundamente mal
não só a imagem de toda a cidadania, como atacam, a duros golpes, a dignidade e
a moral do país perante as outras potencias mundiais.
Na
esteira desses acontecimentos, não se nega que o Sr. Herbert Viana fez o que
gostaríamos de fazer: mostrar que o sistema está errado. Trazer a público a
indignação geral em clamor uníssono daqueles indivíduos, cidadãos do bem, de
caráter e vergonha na cara. Com uma ingênua poesia, esse compositor brilhante e
de méritos indiscutíveis, tratou minudentemente de um assunto complexo e
reservado. Ofereceu para nosso entretenimento uma peça rara e de peso,
regulamentando algumas das muitas barbáries que acontecem nos escalões
putrefatados do Governo Federal.
A
música, em si, foi tão eficaz que suscitou uma série de ocorrências opostas à
pretensão esperada. Por ser altamente dissidente e censuradora, não demorou
para bulir em cheio na ferida de muita gente. De igual forma, confundiu as
noções do contraditório, melindrando uma grande e expressiva porção de “seres
viventes” que não fazem outra coisa no dia a dia, a não ser se esforçarem com
mórbida tenacidade para levar o Brasil ao pandemônio geral, ou ao caos
total. Vejamos, agora, os versos
gravados por essa famosa banda de rock, que nos foram presenteados no exato
momento em que atravessamos os difíceis caminhos de um histórico tempo de
mudanças:
‘...Luiz Inácio falou... Luiz Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo é propina, é jetom
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita agente pra pegar na saída
Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali desse discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Por um par de sapatos, por um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns coronéis, vocês venceram outra vez
O Congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
E se eu fosse dizer nomes a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão...’.
Do
quanto se vê, temos aí exposta, a visão sumária da produção artística onde não
encontramos subsídios sólidos que possam ou venham ferir e assustar os nobres e
distintos deputados e parlamentares ou quaisquer outros nomes mencionados na
“Luiz Inácio (300 picaretas)”. Pelo menos ao ponto de se dar início a uma
batalha improcedente contra o compositor Herbert Viana por calúnia, injúria e
difamação. Entendemos que esse tríplice aspecto atrelado às sanções previstas
no Código Penal reside exatamente no oposto, ou seja, naquelas figuras
eminentes que o querem acionar judicialmente.
Em conclusão, se a carapuça serviu para as cabeças de alguns, é sinal que a melodia não fala em utopias. Sem sombra de dúvidas, retrata com fidelidade o pensamento comunitário de muitos, patenteando as verdades nuas e cruas, como se fosse um retrato bem vivo de nossa pátria. Ora, se aqueles que realmente ambicionam passar o país a limpo se lançam à essa tarefa de peito aberto, não se enquadram, de nenhuma forma, no contexto ou nos meandros dessa primazia de música evidentemente têm a consciência tranquila e estão cientes de que representam, da melhor forma os interesses de todos os brasileiros.”
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Pequiá, ES, 9-6-2026
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O texto de Aparecido Raimundo de Souza, ‘Eles, outra vez’, publicado aqui na ‘Cão que Fuma’ em 9 de junho de 2026, conforme podemos ver acima. Na foto da página (em rodapé) percebemos que o artigo saiu originariamente na ‘Revista Talismã Gold’ nº 8, ‘exemplar que circulou nos idos de julho de 1995, em Vitória, no Espírito Santo, onde essa revista se fazia numa publicação mensal bastante disputada pelos leitores capixabas. Num primeiro momento, quem lê o texto, pensa que ele, Aparecido, está a favor de Lula, o que descarto, de cara, e o faço terminantemente, uma vez que Aparecido odeia essa figura ‘nojentinhofogosa’ e asquerosmoscaifora conforme podem ser verificados em seus inúmeros escritos publicados nesta conceituada publicação de nosso amigo o senhor Jim Pereira. Aparecido tem verdadeira ojeriza a essa figura ‘abestalhafodadelógica’ ou traduzindo, uma pessoa nojenta e indecente, tanto que o Aparecido se refere a esse traste, ora carinhosamente como ‘Mula’, ora como ‘Fula’, e, em outros pratos que nos provocam vômitos pulmonacunares, seguidos de gases de botijoõens ferruginalisados, como ‘Gula’, ‘Pula’, ‘Sula’ e ‘Mula’ entre outros nomes ‘xinxindorépisóficos’, como bem diria o escritor Robert Walser, o mesmo autor das palavras que bailei acima, e que ele Robert, em seu tempo e em seu louco pensar seriam traduzidas aos pés das letras, letrinhas e letraços, como ‘estranhas, esquisitas, profanas e asquerosas’. Para quem quiser conhecer mais sobre palavras de uso incomum, sugiro ler os livros de Walser, onde um amontoado (amontouadouro) de palavras que ele inventava e os escritores da sua época, o achavam estupidamente deselegante, sem pé nem cabeça, ou desfocadas de uma realidade pra lá de ‘brutálica’. Voltando aos ‘300 picaretados’, Aparecido deixa claro que ‘o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, ‘já naquela época era visto como um ladrão safado e pilantra declarado do povo brasileiro. Embora passados onze anos, a pergunta que ficou no ar, sem resposta foi a seguinte: o que mudou desde então? Como ninguém tem colhões e coragem de se declarar, nós mesmos cantamos a resposta. Nada! Infelizmente, nada’. Em outro pedaço Aparecido aponta que ‘estão processando o músico Herbert Viana ‘por calúnia, injúria e difamação, pela magnífica ‘Luiz Inácio (300 picaretas’”). A nosso ver, isso é uma verdadeira ignominia das mais torpes e abjetas. Em primeiro lugar o Sr. Luiz Inácio, (como os demais citados), deveriam se sentir orgulhosos por verem os seus nomes estampados numa melodia de sucesso. Afinal de contas, convenhamos, pousos são os que conseguem um ato heroico dessa envergadura. Chega, inclusive, a ser exótico. Vejam, por exemplo, quantas personalidades de projeção, não só nacionais, como internacionais, (sem querer me desfazer dos envolvidos com os Paralamas do Sucesso), existem espalhadas por esse mundo de Deus à fora’. Aparecido, sinaliza tão somente a obra de Herbert Viana pela composição da música, como também pela poesia, jamais para falar bem ou engrandecer os colhões do famigerado Cula. A música é linda, fala dos ladrões, dos trezentos picaretas, entre eles, está ‘implícitacitado’ (de novo, lembrando Robert Valser, o presidiariodente. Espero ter esclarecido aos amados leitores da ‘Cão que Fuma’ que o Aparecido deitou palavras elogiosas não a esse crápula que todos sabemos, não passa de um ‘fedegojumentoso’ representante do ‘PT’, ou ‘Partido dos Trambiqueiros’. Ele deixou claro e elevou a poesia e a música mágica do nosso querido ‘Paralamas do Sucesso’. Nada a ver com o ‘Peste Toupeira’, ou com o ‘Peido Tormentoso’.
ResponderExcluirCarina Bratt, de Nova Venécia, no ES