Tatiane Melchior Stefanello Hodson
Roupa suja lavada nas redes sociais é um sinal de
imaturidade, falta de classe e vontade de aparecer. Mesmo no Brasil, o país das
fofocas online
Usar sua influência digital
para detonar alguém da família é uma irresponsabilidade, principalmente se a
pessoa é um enteado candidato a presidente.
Ao reclamar de Flávio em praça
pública sobre picuinhas e desentendimentos que mais parecem fofoca de colegial
"ele foi ríspido", "me apunhalou", "me tratou com
desrespeito e me humilhou", ela demonstra que não é confiável nem sabe
jogar o jogo político. Seu ego falou mais alto.
A relevância política de
Michelle é proveniente da sua associação com a família Bolsonaro. Sozinha e sem
o apoio deles, ela não tem a mínima relevância. Sorry!
Outras ex-primeira-damas
tentaram subir em importância política.
Nem Hillary Clinton conseguiu
sair da sombra de Bill, apesar de ser advogada, diplomata e "secretary of
state" de Obama.
Michelle Obama, advogada e
autora, depois de ser a primeira-dama, só tem relevância nas fofocas e memes
digitais, de que seria na verdade uma trans, e ganhou o fofo apelido de
"big Mike".
Michelle Bolsonaro, ex-vendedora e secretária, deveria manter seus pés no chão como ex-primeira-dama.
Ótimo se tem cargo em partido
político (líder do PL Mulher), mas sua lealdade maior deveria ser com o legado
pessoal e político de seu marido, pois a sua imagem sempre será associada a
Jair Bolsonaro.
Mesmo discordando de Flávio na
escolha de candidatos ou alianças, a prioridade da esposa de Bolsonaro deveria
ser ajudar a eleger Flávio – o candidato que seu marido escolheu para continuar
o seu legado político.
Ajudar, e não atrapalhar!
Uma ex-primeira-dama deveria
prezar por manter a boca fechada sobre a sua própria família, a menos que seja
para contribuir em algo positivo. Reparem o que Melania Trump falou nas redes
sociais durante a presidência de Biden. Nada. Jamais abriu a boca para reclamar
ou fazer fofoquinhas. E pode apostar que ela é alvo de muita coisa ruim.
Todo mundo que esteve ou está
próximo ao poder vira alvo, de alguma maneira. Esse é o preço a pagar pela fama
e poder.
Uma boa primeira-dama e,
depois ex-primeira-dama, é uma figura discreta, ponderada, leal ao marido e à
família dele.
Michelle tinha até ontem uma
boa imagem frente ao público. Foi uma primeira-dama que trabalhou bem. Nada
excepcional, mas não comprometeu o trabalho do marido, o que já é ótimo. Temos
o exemplo da ridícula Janja para comparar.
Mas com essas declarações
infelizes, Michelle manchou sua reputação, provavelmente para sempre. Não
adianta ela tentar emendar agora, jurando lealdade à família Bolsonaro.
Não sei se ela fez as
declarações seguindo instruções de outros, mas o que parece, é que ela tem
pretensões políticas futuras. E quis mostrar a Flávio que tem força política e
não poderá ser "manipulada".
Sinto lhe dizer, mas o tiro
saiu pela culatra.
Além de atrapalhar a eleição
de Flávio (que certamente foi a intenção dela ou de seus
"assessores"), Michelle a partir de agora não terá mais a confiança
da família, portanto sua futura carreira política teria que ser como oposição à
família Bolsonaro.
Como isso iria funcionar? Ela
vai se divorciar de Jair? Aliás, coitado de Jair. Mais um desgosto pra lista de
um homem já cheio de problemas.
Título e Texto: Tatiane Melchior Stefanello Hodson, Facebook, 25-6-2026, 22h16
Relacionados:25-6-2026: Oeste sem filtro – Mendonça determina transferência de Vorcaro para a Papudinha + Família de M associada ao PCC + Itamaraty ataca Flávio
O que eu disse sobre as bets
Bolsonaro pode ser solto, mas voltar ao jogo é outra história…
O Brasil é um regime socialista de autoritarismo crescente
"Tem que ser muito pilantra para escrever uma manchete dessa!"
24-6-2026: Oeste sem filtro – Oposição pede investigação sobre gastança de Lula com propaganda + Gilmar defende extradição de Zambelli + Michelle critica Flavio, mas endossa candidatura

Juntando tudo que vi e ouvi desse entrevero da Michelle com o Flavio, considero:
ResponderExcluirFatos
. Flavio pediu para a Damares uma reunião com as mulheres do PL porque não via entrada com a presidente.
. Michelle sentiu-se diminuída e partiu para a ignorância trazendo como pano de fundo um assunto de mais de seis meses atrás, aproveitando para dizer o que não teve coragem de falar ao Flavio na época.
. Flavio se desculpou (mais uma vez, já tinha feito isso lá atrás) se foi mal interpretado e assumiu a postura de estadista chamando todos ao diálogo e oferecendo portas abertas.
. Michelle faz cara fingida de paisagem e diz que está tudo normal.
Conclusão
- Michelle sem o sobrenome é uma esposa dedicada que aprendeu a falar bem em cultos evangélicos. Politicamente despreparada para ser vereadora.
- Flavio Bolsonaro (não dá para tirar o sobrenome) será o próximo Presidente do Brasil se o Sistema finalmente tomar juízo e entender que não pode descuidar da galinha senão os ovos desaparecem.
O erro de tratar a crise de Michelle como novela de família
ResponderExcluirEnquanto a família se expõe em praça pública, o aparato do Estado segue operando contra a oposição, reforçando a sensação de que o adversário já não precisa nem trabalhar
A direita virou novela nas redes. Michelle Bolsonaro foi a público acusar Flávio de humilhação e desrespeito, e a reação imediata de muita gente foi tratar o episódio como mais um conflito de bastidor, uma briga doméstica com efeitos eleitorais. Mas esse é justamente o erro de leitura. O caso é pior do que parece, porque revela algo muito mais profundo do que uma simples rusga familiar.
Antes de qualquer julgamento sobre Michelle ou Flávio, é preciso lembrar o que muita gente parece ter esquecido: o Brasil vive um estado de exceção. O líder inconteste da direita segue impedido de concorrer, isolado e praticamente sem voz. Esse vácuo não surgiu por acaso. Ele foi produzido. E é exatamente esse silenciamento que ajuda a explicar por que conflitos assim ganham espaço.
Fosse Jair o candidato, com comando pleno do movimento e capacidade de arbitrar pessoalmente seus sucessores, nada disso teria explodido dessa forma. O problema, portanto, não começa no vídeo de Michelle. O vídeo é sintoma. Sintoma de uma direita obrigada a lidar com a ausência forçada do seu principal líder e, ao mesmo tempo, tentada a disputar internamente o espaço que ele deixou.
Isso não significa absolver ninguém. Existe, sim, um conflito pelo espólio político de Bolsonaro. E ele é péssimo para o movimento. Não apenas em termos eleitorais, mas sobretudo em termos estratégicos. Porque estamos diante de uma eleição em que um dos lados segue censurado, perseguido e enquadrado pelo aparato estatal. O foco da oposição deveria ser um só: denunciar, todos os dias, o estado de censura e perseguição política no Brasil. Esse deveria ser o eixo.
Em vez disso, o que se vê é a troca desse eixo por uma guerra pública de espaço, ressentimento e vaidade. E aí entra o erro de Michelle. Levar esse conflito para o Instagram, em vídeo, em praça pública, não fortalece a causa. Só fortalece o regime. Prejudica Flávio, desgasta a própria Michelle e oferece à militância adversária o melhor presente possível: a substituição do debate sobre o estado de exceção por uma novela interna da oposição.
Esse é o ponto que quase ninguém quer dizer em voz alta. O adversário já tem à sua disposição máquina estatal, blindagem institucional e militância de redação. Quando a própria direita passa a trabalhar para ampliar sua desordem interna, o regime apenas agradece. A oposição deixa de denunciar o problema central e passa a legitimar, colocando o foco apenas nas eleições e a disputa interna pelas candidaturas, um jogo que já entra desigual desde a origem.