domingo, 11 de dezembro de 2016

[Aparecido rasga o verbo] O mal que nunca foi embora

Aparecido Raimundo de Souza


A ex-presidentijumenta Dilma Roubousset (sete nas contas dela, todavia os analistas políticos de plantão dizem, à boca miúda, que foi mais de quinhentos mil, e não apenas sete), não importa, parece ter saído definitivamente de cena. Sumiu nossa Dilma. Foi pra casa do Carvalho. Pro inferno, talvez? Ledo engano. O câncer, meus amados, continua minando o pobre e combalido Brasil. A cada dia, essa malignidade sem cura se alastra, se aprofunda, vagarosamente, sem ruído, caminha na calada da noite, avança, sem que a medicina lhe ferre com a cura definitiva.

Por trás dos panos, sob os tapetes sem manchas da linda e gloriosa Brasília do arquiteto Oscar Niemeyer, a frentista (petista, o certo é petista, sempre escrevo errado) continua firme e forte. E pior, vivendo às nossas custas. Imaginem, senhoras e senhores, que a ex-jumenta, digo ex-presidentijumenta, perdão, de novo, pela gafe, afastada do frontishospício do País desde maio deste ano, segue normalmente sua vidinha de bosta, de rica mimada, desfrutando de todos os benefícios dos serviços que mantinha quando estava no podrer (não confundam com poder). 

Ao seu redor, abundam como bundas sujas,  se multiplicam como pombos em nossos telhados, as mordomias de oito servidores públicos, a saber, quatro para atividades de segurança e apoio pessoal (consolo para as horas de tédio e solidão. Afinal todo ex-chefe de estado sofre de paralisia cerebral irreversível), dois motoristas e dois assessores, além, dos veículos zero bala com a logomarca da nossa republiqueta salpicada de merda e lama. Já não mencionando o avião da FAB (cuja sigla se traduz por FRANQUIADORES DE ARROMBAMENTOS AO BRASIL), pronto, abastecido, com toda tripulação para levar a figura busfótica, ou merdófica de Brasília para visitar seus parentes em Porto Alegre, a criadagem, composta dos eternos “cheira cu” que seguem grudados nela como aqueles vermes parasitoides sugadores acastelados nas bundas dos elefantes, como Renan Galheiros à cadeira do Senado ou Michel Temer às calcinhas de sua sensacionalista esposa Marcela.  Imaginem a cena da nossa ex:

 “- Dona Dilma, a senhora quer que a acompanhe até o banheiro? Está na hora da sua cagada matinal”.
ou...
“- Dona Dilma, vamos ao shopping? Dizem que tem umas “loja de grifes famosa” vendendo calcinhas de sacola de lixo ao valor de R$ 1.99. E como a senhora é ex, pode pedir desconto”.

Não importam, aqui, os benefícios confortáveis  elencados e destinados a essa mineira de Belo Horizonte (e agora cidadã honorária por indicação do abestado Chico Vigilante ou seria Circulante?), onde veio ao mundo aos 14 de dezembro de 1947. A pergunta é: quem está pagando as contas (em dia, rigorosamente em dia) da guerrilheira mais querida de Lula? Errou feio quem pensou ser a nobre e esplendorosa Presidência da República. Saibam senhoras e senhores, quem arca com todas essas despesas extras, somos nós, os eternos Otários, os Manés Miseráveis, os Zés dos Anzóis viventes nas sarjetas das ruas, praças, casebres e coretos na linha fronteiriça entre o Oiapoque (extremo norte do estado do Amapá) à Casa de Mãe Joana (ou Casa da luz Vermelha) nas terras fétidas do Planalto Central.

A presidência, meus caros não paga nada. Esse nome pomposo (na verdade um saco de gatos pretos, de unhas e dentes afiados, pior que os bichanos na mira do juiz Sergio Moro) é uma casa estranha. Um curral de porcos que só abre suas portas para a entrada. Grosso modo, é como bunda de veado bicha boiolado. A coisa só “enfia pra dentro”. Sair “pra fora”, jamais.

Enquanto o povo brasileiro dá um duro desgraçado, para, final do mês, receber um salário de filho da puta, os eternos “mamadores dos nossos bolsos” (e aqui não me refiro somente a bostóficólica figura da Dilma Roubousset, igualmente aos demais vagabundos iguais a ela, ou pior) continuam belos e folgados, usurpando nossos sonhos, arrancando nossas ilusões, esbulhando nossos bolsos, fodendo nosso suor, atravancando nosso dia a dia.


Este é o Brasil que nos legaram. Esta é a nação que vamos deixar como “futuro” para nossos filhos. Se vivemos ásperos tempos, agora, usque aos trancos e barrancos, como se manterão vivos nossos consanguíneos que hoje vivem sobre nossas expensas e cuidados?

Muitas Dilmas e Vilmas, muitos ex-cafajestes, chantagistas e salafrários virão por ai.  Sinceramente, não vislumbro, no horizonte de nuvens pesadas a minha frente, tempos de bons ventos, de mudanças radicais, de transformações que vinguem, de variações sérias e objetivas, notadamente nas linhas políticas.

O que me devolve a visão de futuro, ao olhar para o infinito distante, é um medo mórbido, uma espécie de síndrome de lutas vencidas, de esforços empregados em vão. Funebridades que me assolam constantemente. Degradações, destruições e deteriorizações  se aproximando numa velocidade espantosa, como um meteorito descontrolado vindo de algum lugar do espaço em rota de colisão com o planeta. Oxalá eu consiga, antes de partir desta para a via dos justos, um quadro menos desolador e caótico. A podridão, a sujeira, a ganância dos nossos parlamentares, dos nossos representantes, meus senhores, minhas senhoras, me levam, às vezes, a pensar num Brasil mais destroçado e faminto que os sobreviventes da recente catástrofe acontecida em Mariana.

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COMO? SE PRETENDO CALAR A BOCA? SIM, MEUS AMADOS, QUANDO MORRER...
Título, Imagens e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, 63 anos, jornalista, 10-12-2016

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