quarta-feira, 7 de junho de 2017

Rafael Marques de Morais homenageado pelo National Endowment For Democracy

Lusa/Maka Angola

O ativista angolano Rafael Marques de Morais é homenageado amanhã (7 de junho), em Washington, pela sua luta contra a corrupção, numa cerimónia do National Endowment for Democracy, em que discursa o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Paul Ryan.

“O Rafael representa o espírito deste prémio. Trabalhou como jornalista de investigação durante muitos anos, expondo as práticas corruptas do governo em Angola e partilhando com os seus concidadãos e com o mundo o custo da corrupção em Angola”, disse à Lusa o presidente da organização, Carl Gershman.

O responsável disse que o portal de Rafael Marques na Internet, Maka Angola, “é um líder do jornalismo de investigação, conhecido pelas suas importantes notícias e análises”, e que “apesar do assédio constante e de ter sido preso várias vezes, Rafael continua a expor a corrupção e os abusos dos direitos humanos em Angola”.

“Continua implacavelmente optimista e concentrado numa abordagem estratégica que maximize a eficiência das suas ações”, explicou Gershman à Lusa.

O jornalista é um dos cinco homenageados que vão receber o “Prémio Democracia”, que distingue também Khalil Parsa, do Afeganistão, ativista dos direitos humanos que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em que foi baleado seis vezes; Claudia Escobar, uma juíza da Guatemala que denunciou um caso de corrupção envolvendo o presidente do país e um líder parlamentar; Cynthia Gabriel, fundadora de uma organização anticorrupção na Malásia; e Denys Bihus, que lidera um grupo de jornalistas de investigação na Ucrânia.

Além de Paul Ryan, discursam também na cerimónia a líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e entregam os prémios os congressistas Karen Bass, Peter Roskam, Ed Royce, Mario Diaz-Balart e Norma Torres.

Antes da cerimónia, Rafael Marques e os outros homenageados participam num evento dedicado ao tema “Contabilizar o custo: o impacto da corrupção no crescimento da democracia e estabilidade”, que conta com a participação do senador Ben Cardin.

“Em todo o mundo, indivíduos e organizações corajosas estão a pedir aos seus governos e representantes que sejam responsabilizados. Os movimentos de cidadãos estão a crescer e a exigir transparência e boa governação, frequentemente em resposta ao trabalho corajoso destes cinco homenageados, que arriscaram as suas carreiras, a sua liberdade e as suas vidas para denunciar a corrupção e as suas terríveis consequências”, afirmou o presidente da organização.

O National Endowment for Democracy foi criado há 34 anos para promover instituições democráticas em todo o mundo, e está hoje presente em 90 países.
Título, Imagem e Texto: Maka Angola, 6-6-2017

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