sexta-feira, 2 de novembro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Entre as cizânias e os tropeços, os desabafos de um expiado. (Segunda e última parte)

Aparecido Raimundo de Souza

CONTINUAREMOS, HOJE, COMO DITO NO texto do dia 30 de outubro p. p, a analisar o que vomitou Fernando Haddad e saiu publicado nos jornais de maior circulação país a fora, logo após tomar conhecimento do seu maciço abatimento perante as urnas.

Seguiu o Infeliz se vangloriando:

“FUI MINISTRO DA EDUCAÇÃO NO GOVERNO DO EX-PRESIDENTE LULA, INVESTI EM TODOS OS NÍVEIS DE ENSINO, DA CRECHE À POS GRADUAÇÃO. CONSTRUÍ ESCOLAS TÉCNICAS E NOVAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS. CRIEI O PROUNI E O FIES SEM FIADOR, PARA JOVENS QUE NÃO PODIAM ARCAR COM AS MNSALIDADES DAS FACULDADES PRIVADAS”.

Não adiantava mais nada, como de fato não surtiu o efeito, desejado, nesta altura da corrida dos jumentos desenfreados ao palácio penico do mundo, dizer que fora ministro da Educação do ex-presidente Lula.  Deveria ter trazido estes feitos quando estava em campanha percorrendo os Estados brasileiros à cata de votos e de eleitores desmemoriados. Se realmente tivesse sido um bom ministro e preservasse a Educação (não pelo cargo), por aquelas pessoas que o elegeram para tal “auto carguinho”... convenhamos, ser ministro da educação no brazzil não é posto para ser ocupado por qualquer borra-botas, quem sabe tivesse ganhado a auspiciosa competição.

Ao invés disto, somente se dedicou o Buriti-do-brejo a falar mal de seu adverso numa tentativa vã e incoerente de enlamear seu nome. No que deu? Tomou na tarraqueta direitinho. Ademais, qualquer que tenha sido o “empreguinho”, pelo fato de estar ligado ao ex-presidente Lula, de pronto queimava (como queimou) a sua campanha junto à população. Após o pleito, chegamos à conclusão que, apesar da maior parte da massa falida (a raia miúda) ser burra e desmemoriada, não esqueceu que o PT (Partido dos Trambiqueiros) de Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, acordou em tempo de não deixá-lo se abancar na cadeira da Ocupação Maior, a Presidência.

E foi em frente o Alquebrado destilando veneno aos borbotões:

“TUDO ISSO FIZ SEM TIRAR A VAGA DE NINGUÉM. PELO CONTRÁRIO: NUNCA TANTOS BRASILEIROS DE TODAS AS CORES E CLASSES SOCIAIS TIVERAM TANTO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR”.


Realmente o senhor Haddad não tirou a vaga de ninguém. Em compensação, não deu vaga a ninguém. Quanto a esses brasileiros de todas as cores e classes sociais (que cores, que classes sociais?!) certamente o espertalhão fazia alusão dos palhaços e bufões. Somos, em verdade, caríssimos amados, um bando de Girafales e Arrelias orbitando em torno deste cidadão e de outros crápulas que vestem as camisas imundas do PT e empunham as suas bandeiras malditas.  As classes sociais existentes são apenas duas: a dos pobres e fodidos e a dos ricos e abastados.

Os ricos e abastados, não precisam de ensino superior. Eles compram os diplomas, fazem belos canudos e enfiam em seus respectivos rabos. Ao contrario dos pobres, que tomam no cu e, por não terem fiadores, não se formam, não pegam o mesmo “canudo” exatamente por estarem amarrados ao PROUNI E AO FIES. Bandeiras malditas? Pera lá: O PT só tem uma bandeira. Não amados, o PT tem várias bandeiras. A da corrupção, a do descaramento, a da putaria, a dos salafrários, a dos enganadores, dos trombadinhas... apenas para citarmos algumas. O rol é imenso.

Não parou ai o Esbodegado. Continuou montado no lombo da sua vã ganância:

“FUI TAMBÉM PREFEITO DA MAIOR METÓPOLE DA AMÉRICA DO SUL E GOVERNEI PARA TODOS OS PAULISTANOS, COM MEDIDAS INOVADORAS E INTERNACIONALMENTE RECONHECIDAS EM GESTÃO, MOBILIDADE URBANA E RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS. POSSO E VOU FAZER MUITO MAIS”.  

De fato, o senhor Haddad foi prefeito da maior metrópole da América do Sul. Todavia, não perfeito. Demais imperfeito. Falho e defeituoso. Governou para si mesmo, para seus asseclas e companheiros de partido. Jamais para “todos os paulistanos”. Se assim fosse, perguntaríamos nesta hora: cadê as medidas reconhecidas em gestão? Onde foram parar as mobilidades urbanas e pior, em que cemitério de periferia restaram enterrados o respeito aos direitos humanos?! 

Calma lá, senhor Haddad. O senhor pode. Claro que pode. E fará muito mais, com certeza. Mas atente para um pormenorzinho lindo de morrer. O senhor pode, o senhor fará, quem sabe, oxalá, nos ou dos quintos do inferno, daqui a breves quatro anos, ou quem sabe oito... de repente, o nobre, nesse interregno de tempo, aprenda a lutar contra moinhos de ventos, como o Cervantes, personagem de Dom Quixote. Ou seria o contrario?! As manchas foram tantas...

As alfinetadas voaram para todos os cantos, contundentes:

“MEU ADVERSÁRIO, AO CONTRÁRIO, É UM POLÍTICO PROFISSIONAL. NADA TENHO CONTRA OS QUE FAZEM DA POLÍTICA A SUA PROFISSÃO, MAS REPUDIO QUEM A USA COMO FERRAMENTA DE ENRIQUECIMENTO PESSOAL E PLATAFORMA DE DISSEMINAÇÃO DO ÓDIO CONTRA ADVERSÁRIOS, ESPECIALMENTE MULHERES, NEGROS E AS MINORIAS”.

Queremos crer, senhor Haddad, e cremos, que estas suas palavras fogem àquilo que o senhor até neste ponto de sua escrita vinha pregando. Ora, seu adversário é um político profissional? O senhor não? Se os seus atos todos como prefeito da maior metrópole da América do Sul, entrelaçados a função anterior, a de ministrinho da Educação não pautaram em torno de um político profissional, devemos entender que o senhor foi um armador, perdão, um AMADOR?

O óbvio está posto. Quem não é profissional, é curioso, iniciante, aquele que exerce uma atividade sem remuneração. Acaso o senhor foi ministro, prefeito, governador, motorista do PT, amigo de Lula, lavador de chão do tritripleis, trupes, sem ganhar nada? Abriu mão das suas remunerações? Duvidamos! E desafiamos o senhor a nos provar que não sendo um político “profissa”, portanto, amador, não fez uso da ferramenta, ou das ferramentas da carpintaria do Poder, para se enriquecer. O senhor é pobre? Mora em favela? Em casa alugada? Em bairro condizente com seus ganhos de político NÃO PROFISSIONAL?  

Possui um carrinho antigo? Um fusquinha, ao menos? Se utiliza no seu dia a dia, para ir e vir dos serviços do metrô, ou dos buzus lotados? O senhor fala de boca cheia da disseminação do ódio contra adversários, especialmente mulheres, negros e as minorias. Mas repare: se pegarmos todas as suas falas nos programas dos amaldiçoados e abomináveis horários políticos gratuitos (vamos rir... por menção a esses gratuitos... kikikikikiki) o senhor não fez outra coisa senão atacar frontalmente seu rival. Por que não usou seu vasto e camuscoso leque de reconhecimentos como ministro e governador da maior metrópole da América do sul ao invés de jogar merda em seu concorrente??!!        

Vamos mais à frente:

“ELE PROMETE COMBATER A VIOLÊNCIA ARMANDO A POPULAÇÃO, COMO SE IGNORASSE O FATO DE QUE O BRASIL (PARA NÓS BRAZZIL) É O PAÍS COM MAIOR NÚMERO DE MORTES POR ARMAS DE FOGO EM TODO O MUNDO. SÃO 43 MIL MORTOS A CADA ANO”.

Perguntaríamos agora, depois do caso consumado: o que o senhor faria para que o país deixasse de ter 43 mil mortos a cada ano? Levaria a população fustigada pela violência para morar em redor de seu humilde lar do “Programa minha casa minha vida?”. De novo, por que não usou desses argumentos em seu programa de governo? O senhor tinha tudo para ganhar as eleições. Veja só. Amigo do ex-presidente. Era um ex-presidente pra lá, ex-presidente pra cá, ex-presidente pra aculá... foram tantos os ex-presidentes que o petista acabou ex-merda.

Ah, mais fácil jogar bosta no ventilador do “outro”. Até porque, nos desculpe a sinceridade, o senhor nem ninguém, tem colhões para diminuir esta estatística de 43 mil mortos. Desde que nela não se inclua a sua família e, claro, a galera fudiosa do PT.

O senhor Haddad disse ainda, em conclusão:

“NO CAMPO DA ÉTICA, O QUE SE CONFIRMOU, A PARTIR DA REPORTAGEM PUBLICADA POR ESTA FOLHA (MESMO JORNAL QUE PUBLICOU SEU TEXTO), É QUE SUA CAMPANHA (A DE BOLSONARO) INSTALOU UMA VERDADEIRA FÁBRICA DE MENTIRAS, IRRIGADA COM DINHEIRO DE CAIXA 2, PARA TENTAR FRAUDAR A ELEIÇÃO COM BASE NO DISPARO EM MASSA DE FAKE NEWS CONTRA MIM E MINHA FAMÍLIA”.

E termina sua crônica malgréstica corroborando que:

“NÃO HÁ ESPAÇO NEM TEMPO PARA INDECISÕES. ISENTAR-SE DE TAMANHO COMPROMISSO É ABRIR MÃO DE TODOS OS AVANÇOS CIVILIZATÓRIOS E DIZER “SIM” À BARBÁRIE”.

No campo da ética, o que se instalou ilustríssimo senhor Haddad (e aqui nos permita, usarmos palavras suas), foi somente uma desética (ou falta de ética e de hombridade). Sobretudo de compromisso com seus “paulistanos” e não só com eles, com todo o povo brasileiro. Estivemos o tempo todo de cara, de frente, olhos nos olhos, com uma verdadeira fábrica de mentiras e lorotas, patranhas e contos da carochinha, dos tipos dos irmãos Grimm e Lewis Carroll.  Lembra o senhor foi prefeito, foi ministro... fez (segundo suas palavras) coisas maravilhosas... só não chegou a ir à lua. Optou deixar a nave de lado e cair matando nos costados do seu Inimigo... 

De promessas imbecis e sem fundamentos vivemos o tempo todo. Que promessas? As suas, senhor Haddad. Ponha as mãos na consciência. O senhor ainda tem consciência? Muito bem! Usasse (repetindo, de novo), seus dons de político Amador, já que não é Profissional, para ganhar o Nobel, não o da Paz, o da decência, do bom comedimento, da justeza, do alinho, da dignidade, da honradez e da pudicícia. Fácil, pois não? Todavia, nesta porra toda de campanha, ao final da peleja acirrada uma vitória. Aliás, várias vitórias. Em meio desta enxurrada de folguedos e disparates, desalinhos e imoralidades, saímos vencedores. Como? Simples assim! Reflita: o PT ficou a ver barquinhos em alto mar. Proceloso, por sinal.


Lula não foi anistiado e não subirá a rampa do urinol palácio do “pranarto” e necessitará engolir seu mais novo presidente, Bolsonaro, além de digerir Sérgio Moro como ministro. Não é cômico? Um cara que roubou tanto meteu a mão com força... tinha apartamento, sítio, enfim... sugeriríamos que os Dezenove Dedos de São Bernardo, lesse com carinho o Charles Perrault e se colocasse na pele da “Bela adormecida”, desculpem pela gafe, do “Belo adormecido”. É o que lhe resta de consolo. Quanto a nós (a plebe sofrida e pisoteada) ficaremos no gozo eterno, como aquele personagem de Gabriel Garcia Marques, relembrando, remoendo, triturando, ruminando as nossas memórias, notadamente “daqueles e daquelas” que ficaram meio do caminho. Agora pretéritos, graças a Deus: Os nossos e as nossas kikikikikiki... “putas tristes”.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Vila Velha, no Espírito Santo. 2-11-2018

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4 comentários:

  1. Dentro das dificuldades dos professores em lecionar existe uma que se destaca assombrosamente:
    "-Estamos num país onde 80% dos alunos gostam mais das festas de formatura do que estudar!"
    Talvez isto explique porque alguns professores dediquem seu tempo fazendo militância dentro das instituições de ensino.
    Pessoalmente não desgosto do Haddad. Acho até que ele é a única coisa que se salva no PT por ser um homem graduado, educado, no geral de bom nível. Não entendi até agora o que ele está fazendo no partido dos petralhas. Enfim... pagou o preço por isto.

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    1. Bom dia caro Anônimo das 20:02 do dia 3 de novembro. Prazer tê-lo por aqui. Desculpe discordar do prezado. Estamos num país onde mais de 80% dos alunos gostam de farrear, de promover badernas, e perturbar a vida e a paz de uma minoria de alunos que realmente leva a escola a sério. De uma sala com 60 alunos, por exemplo, somente 5 deles levam os ensinamentos a ferro e a fogo. Apenas 5 tem realmente vontade de aprender alguma coisa e deixar a escuridão pra trás. O resto... com relação ao senhor Haddad, nada tenho contra. Apenas acho que fez a escolha errada, no momento errado. Seguiu por uma trilha que o levou a lugar nenhum. Estive com ele, pessoalmente, trocamos fotos e figurinhas e percebi, apesar de ter se dado mal nas urnas, uma paixão doentia pelo seu líder Luiz Inácio. Essas paixões avassaladoras cegam, fazem das pessoas escravas e não deixam as criaturas verem novos horizontes. Uma lástima, por sinal. Aparecido Raimundo de Souza, de Linhares no Espírito Santo ES.

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  2. Fala-se muito em estudo e educação para jovens brasileiros, porém basta efetuarmos pagamentos no comercio com notas de dinheiro e não com cartões-debito, para saber in-loco, que eles não conseguem sequer dar o troco por não saber contas matemáticas.

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    1. Bom dia Anônimo das 20:08 do dia 3 de novembro. Não é só ao efetuarmos pagamentos em nosso cotidiano que vemos a burrice perlicamente estampada seguida de uma infinidade de asnidades gróssias de nossos jovens. Em todos os lugares a coisa se deteriorou. Virou rotina os "vei", os "ta ligado", os "ai manu", e outras patacoadas linguísticas que nos ferem os ouvidos. Estou quase surdo, em face dessas briafias. Não sou e nem quero ser a palmatória do mundo. Apesar de ler muito, de escrever muito, escrevo errado, falo errado, dou as minhas mancadas. Todavia, procuro me ilustrar para evitar certas biachias da língua pátria, como "menas vezes", "nos vai de quê?", "eu vo i" etc.etc. Sem mais, agradecer penhoradamente a sua participação no meu espaço. Volte sempre. Aparecido Raimundo de Souza, de Linhares, no Espírito Santo ES.

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