sexta-feira, 5 de maio de 2017

Cuidadinho com o cão

Nuno Costa Santos

Há dois tipos de pessoas: as que gostam mais de cães e as que gostam mais de gatos. Pertenço ao primeiro grupo (também há as que gostam mais de esquilos, mas a crônica é curta).

Bill, foto: JP
Cresci entre cães, muitos deles daquela raça que apareceu recentemente nas notícias por causa de um triste acontecimento ocorrido na freguesia da Gafanha da Encarnação, Ílhavo.

Convivi com muita canzoada – de cães de fila de São Miguel a bracos alemães passando por rottweilers e dobermans.

Já vi de tudo, de animais mansos a feras, de alimárias amigas a espécimes raivosos, sem aparente motivo. Daí que tenha dificuldade em embarcar em confortáveis generalizações do gênero “os bichos são todos bons e os donos são maus” e vice-versa.

No meu amor pela bicharada, admito que mantenho uma certa vigilância em relação à possibilidade de variação súbita de humores dos seus temperamentos caninos. Não é o “cuidado com o cão”. É o “cuidadinho com o cão”.

Já teve custos, a postura. No ano passado, recebi uma crítica quando afastei com vigor o meu filho pequeno de um daqueles cães-miniatura que, nas esplanadas da cidade, ladram muito, estacionados junto aos sapatos das donas.

O que vão pensar os defensores dos animais, perguntaram-me. Não respondi. Limitei-me a abanar a cauda, mas com o meu filho ao colo.
Título e Texto: Nuno Costa Santos, Sábado, 5-5-2017

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3 comentários:

  1. Prezado Nuno, tenho um grande Ex-Colega e Amigo da VARIG, com seu nome, ele é Português e mora na Ilha do Governador no Rio.
    Então, Nuno, não somos nós que cuidamos dos cães,"são eles que cuidam de nós", somente os alimentamos e outros cuidados, mas na verdade o que fazem por nós é muito mais!
    Claro, exageros existem, e nenhum extremo é saudável!
    Ter um cão, se dedicar e amá-lo, não quer dizer que não amamos Humanos, ou que somos problemáticos, por A ou B, simplesmente é compartilhar um sentimento, fiel, sincero e duradouro até que a morte nos separe.
    Ame e seja Amado!
    Um Abraço,
    Heitor Volkart

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  2. Tenho vários e a todos trato, como se fossem da família. Aliás, são.
    Alguns, pesam mais que diversos de meus consanguíneos mais chegados.

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  3. ANTES DO MEU COMENTÁRIO, QUERO ESCREVER QUE:
    EU TENHO UM CÃO.
    Deixando de lado as hipocrisias, "PET" é um egoísmo pessoal nosso, da maioria, de 99% dos humanos.
    Psicologicamente falando uma forma de ser dominante.
    Tenho um pátio grande, uma casinha com colchão grande, um sofá somente para o cachorro, mas vejo sua tristeza ao ver os outros cães livres nas ruas.
    Nós modificamos os cães geneticamente, não diferente com os gatos.
    Nesse ponto os gatos não conseguem viver em cativeiro, trancá-los dentro de casas e apartamentos, é criminosos.
    Eles não são diferentes dos pássaros engaiolados.
    Nós é que queremos aprisioná-los.
    O cão, o gato, o porquinho da índia, a tartaruga, enfim todos querem um "pet".
    Talvez uma raça alienígena superior nos quisessem como "pet".
    Apesar de cuidarmos de suas saúde, matarmos suas fomes, darmos abrigo e carinho, tolhemos suas liberdades.
    Sair ao passeio com coleira para sua proteção ou proteção dos outros, é justo?
    Creio, em verdade, que isso é uma bondade hipócrita para satisfazer nosso egos.
    Não importa o propósito, que pode ser desde científico, securitário ou afetuoso.
    Tolhemos suas liberdades "in natura".
    Isso tudo não é democracia nem liberdade pela qual lutamos.
    É degradante como nós humanos modificamos a biodiversidade para nossos propósitos, desrespeitando as leis naturais.
    Infelizmente tenho que manter meu cão preso em meu pátio, comigo, não sobreviveria mais nas ruas.
    O bom da história toda de ter um "pet" é que ele não entende os porquês.
    Se entendessem nos odiariam.
    Adoro cães, mas sou hipócrita com eles, talvez sejamos seus seus últimos recursos.
    Podem xingar, mas é como penso.
    fui

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