sexta-feira, 23 de agosto de 2019

E lá está o circo montado

Helena Matos

22 de agosto de 2019: Marcelo “profundamente sensibilizado pela tragédia ambiental” na Amazônia: “O Presidente da República, como qualquer cidadão do Mundo, não pode ficar indiferente a estes incêndios que continuam a devastar um ‘pulmão’ do planeta”.

23 de julho: Marcelo recusa responder a questões sobre os fogos [em Portugal].

P.S.: Na manifestação que vai ter lugar em Lisboa por causa dos incêndios na Amazônia podem fazer um minuto de silêncio pelos mortos de Pedrogão? Ou para eles serem recordados tinha de o governo ser outro?
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-8-2019

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[Aparecido rasga o verbo] Sem noção

Aparecido Raimundo de Souza

BIDÓIA DE OLIVEIRA, assim que se vê dentro do consultório de seu médico e após o especialista ter olhado toda a bateria de exames que ele mandara fazer pergunta:
- E aí, meu caro doutor. Acha que tenho alguma chance de viver, pelos menos até os cem anos? Estou com setenta e oito...  Qual é o seu diagnóstico?
O clínico levanta os olhos do caderno com os resultados de Bidóia e questiona, antes de dar a palavra final:
- Seu Bidóia, o senhor fuma?

O paciente balança a cabeça negativamente.
- Como o senhor está vendo aí, nunca pus cigarro na boca. Odeio. A fumaça me irrita, sobremaneira me aperreia os olhos.
- Bebe?
- Só água.
- Nunca ingeriu um golinho de cerveja?
- Nem pensar...
- Um vinhozinho bem gelado?

- Desde que me entendo por gente. Aliás, detesto vinho.
- Se nunca bebeu seu Bidóia, como pode abominar algo jamais provado?
- Sabe o que é? O cheiro da garrafa me faz mal. À rolha, meu caro doutor, a rolha, então... 
- Não sei o que essas duas coisas têm a ver com o que argui.  A sua alimentação?
- O que tem ela?
- Come carne branca, vermelha?
- Só humana...
- Não entendi. Acaso tenho um paciente canibal?

Bidóia ensaia um meio sorriso a essa observação. Em tom baixo, de forma que só o interlocutor ouça o que esclarecerá, manda bala:
- Carne de mijo. Amo de paixão uma “piriquita”.
- Tem namorada, seu Bidóia?
- Não.
- E como faz quando quer se aliviar do estresse se não dispõe de um cobertor de orelha?
- Parto para o cinco contra um... Diante de uma fotografia dessas jovens que se deixam clicar sem vestimentas.

- Não vejo graça nisso. Seu Bidóia, entenda. Nada como uma danadinha ao vivo e a cores. Aliás, nesse mundo conturbado, coisa alguma que o senhor possa imaginar substitui uma fêmea fogosa na cama. Faço referência, logicamente, aquela bem safada, que deixa a gente ouvindo hinos celestiais sem ter um aparelho de som ligado por perto.
- Qual o quê! Mulher dá trabalho, doutor. É chata, pegajosa, começa a exigir coisas, dinheiro, compra isso, compra aquilo, paga isso, paga aquilo... Sem falar que se a gente garrar a “amaciar” todo dia, acaba engravidando.

- Faz parte, meu amigo. É a vida. Existe preservativo. Use. Dessa forma segura, não terá como arranjar uma barriga indesejada, ou doença que o leve mais cedo para a cidade dos pés juntos.
- Pode até ser. Mas estou fora. Prefiro, de fato, um cinco contra um. Quanto ao preservativo, tentei. Porém, não aprovei. Nem ele!
- O senhor usou preservativo e não aprovou? Nem ele? Ele quem?!

Charada (993)

Qual é a
capital europeia
cujo nome junta
um mestre religioso,
dito iluminado,
e uma doença grave?

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Onyx: europeus usam discurso ambiental como barreira ao Brasil

Ministro diz que governo tem se esforçado no combate ao desmatamento

Daniel Mello

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni [foto], disse hoje (22) que países europeus usam o discurso ambientalista como forma de estabelecer barreiras à produção brasileira. “Nós não podemos ser ingênuos. Os europeus usam questão do meio ambiente por duas razões: a primeira, para confrontar os princípios capitalistas. Porque desde que caiu o Muro de Berlim e fracassou a União Soviética, uma das vertentes para as quais a esquerda europeia migrou foi a questão do meio ambiente. E a outra coisa, para estabelecer barreias ao crescimento e ao comércio brasileiro de bens e serviços”, disse após participar de evento organizado pelo grupo Voto.

Segundo o ministro essa estratégia já foi usada no passado e as informações sobre a floresta usadas pelos países estrangeiros são exageradas. “Desmata, sim, mas não no nível e no índice que é dito. Além do que nós vamos esquecer que durante os anos 1980, 1990 e 2000 a febre aftosa foi usada como mecanismo de proteção para o mundo para evitar exportações de carne e grãos brasileiros?”, questionou.

“O Brasil cuida e muito bem do seu meio ambiente”, enfatizou. De acordo com Lorenzoni, os órgãos competentes têm se esforçado para conter o desmatamento. “A Polícia Federal, o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], todos estão cumprindo com o seu papel. Não há país no mundo que tenha a cobertura vegetal e florestal que o Brasil tem”, afirmou.

Imagens de satélite

Hoje, o Ibama publicou edital para o chamamento público de empresas especializadas no fornecimento diário por imagens de satélites de alta resolução espacial para geração de alertas diários de indícios de desmatamento.

O documento diz que a medida justifica-se pela “busca de uma solução viável e operacional para atuação mais eficiente, eficaz, efetiva e com maior celeridade na gestão das ações de fiscalização ambiental no combate ao desmatamento ilegal e exploração florestal seletiva ilegal na região Amazônica”.
Título e Texto: Daniel Mello; Edição: Narjara CarvalhoAgência Brasil, 22-8-2019
Marcação de Texto: JP

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Protesto no Rio pede veto integral à Lei de Abuso de Autoridade

Vinícius Lisboa

Um ato no Rio de Janeiro, reuniu, hoje (22), associações de juízes, promotores e policiais para pedir o veto integral do presidente Jair Bolsonaro à Lei do Abuso de Autoridade, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada. O ato foi convocado pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), e realizado em frente ao Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O texto elenca cerca de 30 condutas que passam a ser tipificadas como crime, passíveis de detenção, entre elas, pedir a instauração de inquérito contra pessoa mesmo sem indícios da prática de crime, estender investigação de forma injustificada e decretar medida de privação de liberdade de forma expressamente contrária às situações previstas em lei.

O projeto aprovado divide opiniões no meio jurídico. Associações de magistrados e promotores são contrárias, mas o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil é favorável.

O juiz federal Eduardo André, primeiro-secretário da Associação dos Juízes Federais do Brasil, argumentou que cada categoria presente na manifestação teria sua atuação inibida por ao menos um artigo da lei, que ele afirma ter sido votada sem a discussão adequada.

"Esse projeto estava parado há dois anos e não há nenhum sentido em ser votado em regime de urgência, sem nenhuma discussão e nenhuma transparência com a sociedade", criticou.

A presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro, Renata Gil, disse que o projeto prejudica o combate ao crime e traz critérios subjetivos, que podem criminalizar o trabalho dos juízes. Renata GIl disse que a categoria não é contra modernizar a legislação sobre o tema, mas defendeu que casos de abuso de autoridade são a exceção, e não a regra no Judiciário.

"Fere de morte a independência judicial em um momento de enfrentamento às organizações criminosas e ao crime organizado, especialmente no estado do Rio de Janeiro".

Os milhões da igualdade de gênero

Telmo Azevedo Fernandes

A atual causa pela igualdade de gênero (IG) poderá ser neofascista, imbecilizar muito boa gente e servir de trampolim a feministas para posições de poder ou influência. Mas, de forma mais prosaica, é também uma indústria instalada para sacar dinheiro aos contribuintes em benefício dos seus propagandistas.


Vejamos:

De forma rápida (e por isso longe de ser exaustiva) são facilmente contabilizados 13 milhões de euros de projetos aprovados no Portugal 2020 que, de forma mais ou menos direta, têm por objetivo a promoção da IG. Tipicamente estas iniciativas têm taxas de apoio de 85%, o que significa que em cada 100€ gastos em fantochada, 85€ são retirados do bolso de contribuintes sem a sua autorização prévia.

Algumas das justificações aduzidas para aplicar estes 13 milhões de euros são coisas como  a “formação de públicos estratégicos”, a “melhoria das competências na área de igualdade de género”; “promover o associativismo e mobilização jovem pela IG”; “participar na transformação da sociedade”; “contribuir para uma Europa mais inteligente”; “celebração de identidades LGBT” ou a “produção do primeiro guião de boas práticas na temática da IG”.

Usam-se também descrições originais com utilização de caracteres próprios de lobotomizados como o “@”: “capacitação de técnic@s de intervenção”; “sensibilização de estudantes universitári@s”; “angariação de voluntári@s”.

Há quem se proponha realizar a “promoção da IG através das artes com crianças e jovens”, o que só por si levanta algumas questões pouco agradáveis de cogitar…

Shopping Center Massamá de cara nova, falta pouco!

O Shopping Center Massamá está ultimando a organização e decoração do NOVO espaço exterior. Pela azáfama, imagino que a inauguração será muito em breve!



 Lembre como era:

Governo abre estudos para privatizar Correios e mais oito estatais

Empresas federais foram incluídas no Plano Nacional de Desestatização

Pedro Rafael Vilela e Wellton Máximo

Nove empresas federais serão incluídas no Plano Nacional de Desestatização (PND), anunciaram nesta quarta-feira (21) os ministros chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. O governo abriu estudos ou atualizou normas para que os Correios e mais oito companhias da União sejam privatizadas (total ou parcialmente) ou firmem parcerias com a iniciativa privada.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A decisão ocorreu depois da 10ª reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil. O secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, e a secretária especial do PPI, Martha Seillier, também participaram do anúncio.

Além dos Correios, o governo decidiu abrir estudos para privatizar a Telebrás, o Porto de Santos, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Também foram abertos processos de desestatização da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF), da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) e da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

O Conselho do PPI também aprovou a nova modelagem para a concessão da Lotex, serviço de Loteria Instantânea Exclusiva, e a venda de 20 milhões de ações excedentes da União no Banco do Brasil, volume que pode render até R$ 1 bilhão à União sem prejudicar o controle do governo sobre o banco estatal.

Com as decisões de hoje, sobe para 18 o número de ativos federais (empresas, ações e serviços) incluídos no PPI. Na última reunião, em maio, o governo tinha aberto estudos para privatizar a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb).

MP da Liberdade Econômica alterou código civil e fundos de investimento

Agência Senado

Além de mudanças em regras trabalhistas — como a manutenção da restrição de trabalho aos domingos — e medidas de desburocratização, a Medida Provisória 881/2019, conhecida como MP da Liberdade Econômica promoveu várias outras alterações, entre elas, mudanças no Código Civil e em regras dos fundos de investimento. O texto foi aprovado nesta quarta-feira (21) pelo Senado e ainda precisa passar pela sanção presidencial.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O texto aprovado considera abuso do poder regulatório ações do governo como favorecer grupo econômico ou profissional na regulação, criando reserva de mercado; redigir enunciados que impeçam a entrada de novos competidores no mercado; e exigir especificação técnica que não seja necessária para atingir o fim desejado; entre outras.

A MP também enumera direitos do empreendedor, seja empresa ou pessoa física. Entre eles está o de definir livremente os preços. Essa liberdade se restringe a mercados não regulados e tem exceções como situações em que o preço de produtos e de serviços seja usado para reduzir o valor de tributo. Também não valerá para confrontar a legislação da defesa da concorrência, os direitos do consumidor e as situações previstas em lei federal.

Outro direito previsto na MP é desenvolver, executar, operar ou comercializar novas modalidades de produtos e de serviços quando as normas infralegais se tornarem desatualizadas por força de desenvolvimento tecnológico consolidado internacionalmente. O texto traz, ainda, a garantia de que não será exigida pela administração pública direta ou indireta, nenhuma certidão sem previsão expressa em lei.

Para o senador Carlos Viana (PSD-MG), o Brasil precisa dizer àqueles que querem gerar trabalho, que eles são bem-vindos para que o país possa reencontrar o caminho do crescimento.

— É hora do nosso país começar a encarar com coragem os novos tempos, para que a gente possa gerar empregos para os 13 milhões de brasileiros que estão nas filas todos os meses à espera de trabalho. Esse é o nosso dever aqui, é o que o povo espera de nós senadores — afirmou o senador.

Proteção
O texto aprovado altera o Código Civil para estabelecer que a pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores. Além disso, prevê que a autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos. Essas garantias foram incluídas pelo Congresso. O texto original da MP já trazia mudanças nas regras de desconsideração da personalidade jurídica, previstas em lei.

O que o ódio causa

Com a Greta no veleiro e o Haddad condenado, os jornalistas portugueses descobriram que a Amazônia arde

Helena Matos

Foi condenado por corrupção Fernando Haddad, o candidato apoiado quase oficialmente por Portugal nas presidenciais brasileiras. O assunto é por cá tratado discretissimamente até porque os jornais portugueses descobriram que a Amazônia arde. Demoraram anos a descobri-lo é certo, mas a verdade é que este ano chegaram a essa conclusão. Com mais algum tempo e uma mudança política na Bolívia até descobrirão coisas ainda mais chocantes como as que estão a acontecer na reserva Tipnis.

Encontro de Fernando Haddad com Antônio Costa, primeiro-ministro de Portugal, em Lisboa. Foto: Ricardo Stuckert, 23 de janeiro de 2019
Dado o estremecimento de alma que vai nas redações portuguesas com os incêndios na Amazônia imagine-se o que não seria se as autoridades brasileiras mandassem os automobilistas para uma estrada onde morreriam vários queimados ou se falhassem no seu socorro às populações. Quanto às afirmações sem provas de Bolsonaro sobre a origem criminosa dos incêndios realmente causam estranheza. É tão estranho quanto achar-se que os incêndios estão a ser ateados para prejudicar os resultados eleitorais do PS.

P.S.: Apenas para lembrar que a petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! está quase nas 20 mil assinaturas. Já se sabe que o despacho não muda nada, não vai implicar com nada e que só pessoas muito mal intencionadas afirmam o contrário, mas mesmo assim votemos pela sua suspensão.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 21-8-2019


Charada (992)


Romeu e Julieta olharam-se
ao longe e começaram a correr,
um em direção ao outro, para se
abraçarem. Se Romeu alcançou
Julieta depois de percorrer 2/3
da distância que os separava,
qual a distância percorrida
por Julieta?

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

No ônibus da ponte, um aviso para futuros sequestradores

Vamos falar sobre as leis no Chile, o sequestro na Ponte Rio-Niterói e o trabalho do BOPE, mobilidade urbana e mais!


Título e Vídeo: Alexandre Garcia, 21-8-2019

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“Em que país vocês vivem, pelo amor de Deus?!”


A @isabelebenito  desabafou e rebateu comentários da internet que criticaram a ação da polícia no caso do sequestro no ônibus na Ponte Rio-Niterói. Veja:


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Sequestrador do ônibus na ponte Rio-Niterói foi abatido

A ponte Rio-Niterói foi liberada às 10h30 desta terça-feira (20), após quatro horas interditada devido o sequestro de um ônibus com 35 reféns, que terminou com a morte do sequestrador por um atirador de elite do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).



O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, compareceu ao local, após o término da ação policial, para parabenizar os agentes envolvidos nas negociações que terminaram com todos os reféns liberados sem ferimentos.

Witzel informou que houve rápida mobilização da polícia para que houvesse o mínimo de transtorno possível para a população - a ponte Rio-Niterói ficou interditada durante toda a ação.

Em contato com os familiares do sequestrador, o governador informou que todos pediram desculpa à sociedade e aos reféns. Witzel também afirmou que a mãe do homem está muito abalada e assim como os reféns, a família do sequestrador será atendida pela Secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa Com Deficiência.

O Superintendente Vasque da Polícia Federal Rodoviária, o General Figueiredo da Polícia Militar do Rio, e o Comandante do Bope, Coronel Nunes, foram todos parabenizados pelo governador, que defendeu a ação da polícia e voltou a defender o uso de fuzis em ações militares em comunidades do Rio de Janeiro.

Os policiais que participaram da ação serão promovidos por bravura.

Câmera escondida: brinquedo assassino


Congresso reúne-se hoje para discutir e votar a LDO 2020

Deputados e senadores também vão analisar vetos presidenciais

Ralph Machado

O Congresso Nacional reúne-se, às 11h30, para discutir e votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. A pauta traz ainda proposta que altera regras de funcionamento da Comissão Mista de Orçamento (CMO) devido à recente constitucionalização das emendas impositivas de bancada.


Antes, deputados e senadores terão de votar 14 vetos que trancam os trabalhos da sessão conjunta. Entre eles estão os relacionados às regras para fiscalização de benefícios previdenciários (Veto 22), ao funcionamento das agências reguladoras (Veto 23) e às novas normas para proteção de dados pessoais (Veto 24).

A proposta para a LDO (PLN 5/19) foi aprovada no último dia 8 pela Comissão de Orçamento. O parecer do relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), traz várias alterações em relação ao texto original do Poder Executivo, como a criação de um anexo com metas e prioridades para o governo Bolsonaro no próximo ano.

Cacá Leão incluiu a possibilidade de reajustes salariais para os servidores civis, mas a decisão caberá ao Poder Executivo, que só previa alterações nas remunerações das Forças Armadas. O relator também incluiu na proposta a proibição de aumentos em qualquer auxílio pago a servidor (alimentação, moradia e creche).

Para o salário mínimo, Cacá Leão manteve a proposta original do Poder Executivo, de reajuste para R$ 1.040 em 2020, sem ganhos reais. Em relação ao valor atual (R$ 998), o aumento nominal será de 4,2%, mesma variação prevista pelo governo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) neste ano.

O texto prevê para 2020 um déficit primário de R$ 124,1 bilhões para o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). A meta fiscal deste ano é de um déficit de R$ 139 bilhões. Desde 2014, as contas do governo federal estão no vermelho, e o texto prevê que essa situação perdure até 2022.

Relatorias setoriais
Também na pauta, o Projeto de Resolução do Congresso Nacional (PRN) 3/19 altera as regras de funcionamento da CMO para adequá-las às emendas impositivas de bancada após a Emenda Constitucional 100 e para ajustar as práticas adotadas pelo colegiado, que são regulamentadas pela Resolução do Congresso Nacional 1/06.

Charada (991)

Qual o
nome
masculino
que podemos obter
juntando os seguintes
elementos químicos:
Lítio, Bário,
Níquel e Oxigênio?

terça-feira, 20 de agosto de 2019

[Livros & Leituras] Resgatando os condenados

Jordan B. Peterson

(...)

Antes de ajudar alguém, você deveria descobrir por que essa pessoa está com problemas. Você não deveria simplesmente presumir que ela é uma nobre vítima de exploração e circunstâncias injustas. Essa é a explicação mais improvável, e não o contrário. Em minha experiência – clínica e de outras áreas – isso nunca foi simples assim. Além do mais, se você comprar a história de que tudo de terrível aconteceu do nada, sem a responsabilidade pessoal por parte da vítima, você nega a essa pessoa toda sua capacidade de ação no passado (e, por implicação, no presente e no futuro também). Dessa maneira, você a despe de todo o poder.

É muito mais provável que tal indivíduo apenas tenha decidido recusar o caminho para o topo por causa de sua dificuldade. Talvez essa devesse ser a suposição padrão ao se encontrarem situações assim. Isso é árduo demais, você pode pensar. Talvez você esteja certo. Talvez seja um passo muito grande. Mas observe que o fracasso é fácil de compreender. Não é necessária explicação alguma para sua existência. Do mesmo modo, medo, ódio, vício, promiscuidade, traição e trapaça não exigem nenhuma explicação.

Não é a existência do vício, ou a indulgência com ele, que requer uma explicação. O vício é fácil. O fracasso, também. É mais fácil não carregar um fardo. É mais fácil não pensar, não fazer e não se importar. É mais fácil deixar para amanhã o que precisa ser feito hoje e afogar os próximos meses e anos nos prazeres baratos do hoje. Como o infame pai do clã dos Simpsons diz, imediatamente antes de engolir uma jarra de maionese com vodca: “Isso é um problema para o Homer do Futuro. Amigo, não invejo aquele cara!”

Como posso saber que seu sofrimento não é um pedido para que eu sacrifique meus recursos só para que você possa momentaneamente impedir o inevitável? Talvez você nem se importe mais com o colapso iminente, mas ainda não queira admitir. Talvez minha ajuda não retifique nada – não possa retificar nada – porém, mantém essa conscientização tão terrível e pessoal temporariamente afastada. Talvez sua miséria seja uma exigência imposta a mim para que eu falhe também, de modo que a distância que você tão dolorosamente sente existir entre nós possa ser reduzida enquanto você se degenera e afunda.

A Infindável Teoria da Conspiração

Denis MacEoin
            
Tentar acabar com uma suposição irracional, principalmente quando ela estiver firmemente enraizada pelos proponentes com explicações racionais é algo virtualmente impossível. Qualquer informação que não corresponda à narrativa social, política ou étnica abraçada pelos teóricos da conspiração é ipso facto falsa. Cientistas sociais descreveram tais teorias como tendo uma "qualidade autovedante" que as torna "particularmente imunes à contestação".
Deborah Lipstadt, Antisemitism Here and Now, 2019 pp 7-8

As mentiras sobre o Estado de Israel são amplificadas no Ocidente por meio dos "grandes meios de comunicação", tais como: The New York Times, The New Yorker, BBC, The Guardian, MSNBC, e CNN. As igrejas entram na dança e obviamente as Nações Unidas, bem como as assim chamadas organizações de direitos humanos onde sem dúvida vale tudo: The Rockefeller Brothers Fund, Anistia Internacional e Human Rights Watch.


Com que frequência temos a oportunidade de testemunhar comentários sobre a situação em Gaza, na Cisjordânia e em Israel elaborados com tal ímpeto, com ardor mesmo, cujo propósito é destacar para os leitores os "fatos" acerca de Israel? Eles costumam narrar mentiras que envergonhariam uma legião de fraudadores, trapaceiros e teóricos da conspiração.

Parece às vezes que não há limites em se tratando das modernas fantasias antissemitas sobre o Estado judeu de Israel que arrebatam aquelas calúnias mais antigas segundo as quais os judeus controlam as questões globais, como por exemplo na impostura totalmente fraudulenta dos Protocolos dos Sábios de Sião. Hoje somos levados a crer que são as crianças muçulmanas palestinas que são assassinadas pelos desprezíveis sionistas e que o governo de Israel trabalha de mãos dadas com uma rede global de cristãos e banqueiros judeus, políticos e chefões da mídia.

Marinho: reforma da Previdência pode recuperar confiança na economia

Secretário chamou de “catástrofe” resultado do PIB nos últimos 4 anos

Kelly Oliveira

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho [foto], disse hoje (20) que a reforma da Previdência é necessária para recuperar a confiança na economia do país e assim, haver retomada do crescimento. Ele chamou de “catástrofe” o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços do país, abaixo de 1% nos últimos 4 anos.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

“Não será a reforma do sistema previdenciário que vai gerar emprego, renda e oportunidades no Brasil. Mas alguma coisa se quebrou nesse país que foi a confiança das pessoas e isso temos a obrigação como sociedade de remontarmos. Essa confiança é essencial para a previsibilidade, a segurança jurídica”, disse, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

“Acredito que o Brasil está em um momento de inflexão. Temos muitos problemas, muitas diferenças, muitas desavenças até. Mas, certamente, há uma situação que nos une que é o desejo de melhorar o país”, argumentou.

Marinho afirmou que não há registro anterior de tanta demora para a retomada do crescimento econômico do país, mesmo quando houve a quebra da bolsa de Nova York de 1929, problemas da década de 80 ou cíclicos da economia mundial que afetaram o país. “Há quatro anos estamos crescendo a menos de 1%. Não existe registro na nossa histórica econômica dos últimos 100 anos de uma catástrofe dessa proporção”, enfatizou.

Cidadão que tiver queixa sobre empréstimo consignado deve procurar o Portal do Consumidor

Ouvidoria do Ministério da Economia orienta registrar reclamação no órgão que pode instaurar processo contra financeiras


A Ouvidoria do Ministério da Economia está orientando os aposentados e pensionistas do INSS que porventura tenham alguma queixa sobre descontos indevidos no contracheque ou empréstimo realizado, sem a devida anuência, para que procurem o portal consumidor.gov.br. Isso é necessário porque as reclamações que vêm sendo feitas diretamente na Ouvidoria da Economia dizem respeito a relações de consumo, sobre as quais nem o INSS nem a Ouvidoria tem ingerência.

Segundo o ouvidor da Economia, Carlos Augusto Moreira, pelo Portal do Consumidor o cidadão terá comunicação efetiva com as instituições financeiras. O canal é um serviço público gratuito que permite contato direto entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. “Caso o cidadão não consiga resolver o problema pelo portal, ele pode procurar o Procon em segunda instância”, esclarece Carlos Augusto.

Prevenção a abusos
Além disso, o INSS firmou recentemente cooperação técnica com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para atuar de forma preventiva, impedindo práticas abusivas das empresas.

A fé

Nelson Teixeira

Fé é ter consciência de que existe uma ordem cósmica que na sua sincronicidade conspira de forma inexorável para que cada um de nós acenda a luz interior que iluminará todo o espaço que preenchemos.

Quando se tem fé tudo fica mais sereno e tranquilo, os pensamentos dissipam a negatividade e clareiam os caminhos para que as soluções das atribulações da vida sejam mais fáceis de serem resolvidas.

A conexão com Deus eleva a condição vibratória e uma energia positiva invade a Alma, sempre trazendo o equilibro e a paz interior.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 20-8-2019

[Aparecido rasga o verbo] Diferentes formas de encarar a dor

Aparecido Raimundo de Souza

O EDUCADOR, COMO UM ETERNO PROFESSOR, tem por norma, por objetivo, civilizar, colocar no caminho correto a dor. Dispô-la diplomaticamente em excelente patamar. Talvez, dessa forma, a maldita não faça as pessoas passarem por maus bocados. O Congelador, noutro trilho, enregelado como sempre, só tem ideias congelantes na cabeça. Não quer saber de graça. Vive para esfriar, refrescar, refrigerar. O Aspirador não fica atrás. É viciado em cheirar. Ama se embebedar da catinga da dor. E o faz com sofreguidão, com ânsia descomedida. Sorve as mazelas da infeliz por dentro, como se ela fosse uma nuvem gigantesca de poeira e fuligem. Em linha paralela, o Computador, com toda tecnologia de ponta a seu favor, para se livrar do estresse, computa. Sem uma puta por perto. Longe das obrigações do Lenhador, que mete o machado e deixa a dor em petição de misérias.

Não podemos nos esquecer do Buzinador. Esse trombeteiro inveterado fonfona intermitentemente nos ouvidos da dor, deixando-a com os ouvidos em pandarecos, quase às raias de uma loucura totalmente insana. E o que falaríamos do Diagramador? Pouca coisa. O Diagramador diagrama a dor. Grafica. Dá-lhe ares de publicidade. Idêntica brecha, o Encanador. Embora não seja polícia nem tenha parentesco na civil, tampouco na militar, canaliza, encaminha a dor para uma cela de delegacia de periferia. O Batalhador, incansável, luta tenaz e ferozmente contra a dor. Peleja, desesperadamente com todas as armas que possui. Quer vencê-la a qualquer custo. Na maioria das vezes, perde a contenda. O Liquidificador, em caminho oposto, a torna líquida. Derrete, liquesce, dissolve. Mas não acaba com a danada.

O Abanador, ora, o Abanador se traveste de leque e, como tal, chacoalha a dor, abana, agita. A dor, como é do saber geral, sente calor. Um pouco acima que os seres humanos. O Esmolador é mais preguiçoso. Sem nada para fazer na vida, mendiga, piranganda e pede. Implora para a dor não ir embora. Vejam que sem vergonha! O Triturador, não fica atrás, nem se deixa levar pelas conversas moles do Esmolador.  Como um abestalhado, se debate, quer despedaçar, macerar, machucar, quebrar, retalhar a dor. Geralmente a deixa em frangalhos, a mercê de um amontoado de resíduos.  O Aparador, mais calmo e sereno, afunila, aplaina, desbasta, segura a dor quando ela está na iminência de cair.  Quem sabe, dessa forma ela (não vindo abaixo), não doa tanto nos costados dos viventes. O Embromador, primo do Aparador, sem alternativa alguma, brinca, moteja, troça, bigodeia, trambica barra, engrupa. Dito de outra forma escarnece com a dor. De repente, surge em cena o Espanador, irmão do Aspirador, saído não se sabe de onde e, sem que ninguém espere por esse gesto, retira o pó acumulado, limpa, espalha, insufla e bafeja para que a infeliz vá parar nos quintos do inferno.

Charada (990)

Benjamim
é mais alto que
Valentim.
Joaquim
é mais baixo que
Benjamim.
Então,
Valentim
é o mais alto dos três.

A última afirmação
é verdadeira ou falsa?

[Para que servem as borboletas?] A teologia da modernidade: “Sola Fides”...

Valdemar Habitzreuter

Na esteira da Reforma protestante, a fé em si basta para estreitar-nos e comunicar-nos com Deus. As boas obras são os frutos dessa fé. Teólogos modernos ensejam uma virada teológica mais liberal contrapondo-se à tradição cristã do culto a um Deus eminentemente transcendente. Estaria a Igreja do Papa Francisco sinalizando para esta nova tendência teológica?

O “sola fides” (só pela fé) é o que fundamentaria essa virada teológica. Os teólogos Karl Barth e Rudolf Bultmann, por exemplo, se colocam nessa linha... Outro teólogo, Dietrich Bonhoeffer, amplia ainda mais essa teologia, opondo-se ao sectarismo religioso donde se originam muitos conflitos. Neste sentido, a hegemonia da fé unificaria todas as religiões em uma só Igreja confidente.

Assim, nessa perspectiva, nasce uma nova teologia que está angariando adeptos e se afirmando na modernidade. Grosso modo, essa nova teologia dispensa as religiões. Portanto, a fé não necessariamente está atrelada a uma religião; isto é, a religião não é condição para a fé, ela está acima de qualquer religião.

Afirmam os novos teólogos que o homem moderno saiu da menoridade em que se encontrava, sentindo-se protegido e acompanhado pelo zelo doutrinário de autoridades que, supostamente, detinham verdades religiosas pela interpretação das Sagradas Escrituras. Não mais, afirmam; o homem moderno tornou-se adulto e é sua própria autoridade no que diz respeito à fé em Deus, e como relacionar-se com ele. Sua razão lhe diz que a fé não se pauta em transcendentalismo incompreensível e intangível, mas foca-se no centro do homem e do seu mundo.

É na existência que sua fé vê Deus no mundo com o qual se relaciona. Deus não opera do mundo transcendental, não se coloca no sobrenatural, ele pertence ao mundo natural onde acontece a existência humana.

Deus é considerado como vontade de viver imanente à vida neste mundo. Deus e mundo são inseparáveis, perfazem uma única realidade. Cristo representa essa realidade única. Realizar Cristo pela fé é unir a realidade de Deus e a do mundo. Significa realizar autenticamente nossa existência.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

João 6:47-56 – Presbítero Vitor Grando


Nenhum ser humano pode se esquivar de responder à mais profunda das questões existenciais: para onde iremos nós?

Você pode escolher como Pedro, ou pode escolher como Judas.

As nossas escolhas perante o mistério de Cristo reverberam sobre nossas próprias vidas e também sobre toda a sociedade

Lembro de Solzhenitsyn que, depois de 50 anos de estudos sobre a Revolução Russa, resumiu todo o desastre soviético na seguinte sentença: “Os homens se esqueceram de Deus; por isso, tudo aconteceu”.
Vitor Grando


Somos uma Igreja Cristã Reformada implantada no bairro Imperial de São Cristóvão (Rio de Janeiro) tendo como objetivo cultuar a Deus e servi-Lo em Espírito e verdade.

Girão convida cidadãos a participarem de manifestação pelo combate à corrupção

Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) [foto] convidou, em Plenário, nesta segunda-feira (19), os cidadãos para participarem da manifestação a favor da Operação Lava Jato, que acontecerá dia 25 de agosto por todo o país.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O parlamentar afirmou que os principais pontos reivindicados serão o fim do foro privilegiado, o veto integral ao projeto sobre abuso de autoridade e a instalação da CPI dos Tribunais Superiores.

— É importante que a população vá para as ruas, não é para defender governo, é para defender o país, pautas nacionais. Isso que é importante, pautas nacionais.
Título e Texto: Agência Senado, 19-8-2019


Charada (989)

Os e
presidentes da
República Portuguesa
tinham a mesma mãe
e o mesmo pai,
mas não eram irmãos.
Como isso foi possível?

domingo, 18 de agosto de 2019

Não se deixe pautar, presidente Bolsonaro!

Homem filma a própria morte

[Pensando alto] A vergonha alheia

Pedro Frederico Caldas

O canalha é sempre cordial, um ameno, um amoral e costuma ter uma fluorescente aura de simpatia.
Nelson Rodrigues

Quando você sente vergonha não pelos seus atos mas pelos atos alheios, ou no lugar de quem deveria ter sentido mas não sentiu, isso se chama vergonha alheia.

Amigos sempre me perguntam se Lula será condenado.

Eu me treinei, os outros me treinaram e a vida me treinou para o exercício da advocacia. O Direito foi o meu mundo por décadas. Estudei, li e observei bastante para isso, mas não somente para isso, sempre atento às palavras de um grande jurista cuja advertência ou conselho se traduz numa frase de atilado alcance: “Quem somente sabe direito, nem direito sabe”.

Há um outro jurista que adverte que “o momento crucial do direito é o da interpretação da norma”, apontamento de suma importância para advogados, juízes e promotores.
               
Como trabalha o advogado? O cliente expõe uma situação, relata os fatos e quer uma solução. O advogado examina todos os fatos narrados ou documentados e tenta enquadrá-los em uma ou em um conjunto de normas e emite uma opinião.
               
Acontece que a profissão do advogado é de uma contenciosidade enorme. Nas outras profissões não há um colega dispendendo esforços em sentido contrário, enquanto na advocacia há sempre alguém do outro lado trabalhando no mesmo caso, para a parte contrária, com o objetivo oposto ao seu. Tentará extrair dos mesmos fatos uma conclusão diversa da sua para obter uma vitória que seria o oposto daquilo que você busca.
               
Não conheço os detalhes do “caso Lula”, melhor dizendo, dos “casos Lula”, eis que o homem responde a inúmeros inquéritos, ou processos criminais.
               
No caso do apartamento, a sua defesa cinge-se ao fato de não haver documento probatório de que a propriedade do imóvel é dele. Todo mundo sabe que a propriedade de imóveis se prova por uma escritura levada a registro público. Assim, se tal documento não existe o imóvel não está em seu patrimônio, vale dizer que qualquer gasto ou investimento feito pela empresa construtora foi desembolso em proveito dela própria, pois em nome dela remanesce o apartamento, segundo a ótica da defesa de Lula.
               
Mas as coisas não são simples assim. Nem sempre o formalismo jurídico prepondera, principalmente em se tratando, como se trata, de atos que, a juízo do Ministério Público, têm a aparência normal de direito para encobrir atos contrários ao direito.