quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Os milhões da igualdade de gênero

Telmo Azevedo Fernandes

A atual causa pela igualdade de gênero (IG) poderá ser neofascista, imbecilizar muito boa gente e servir de trampolim a feministas para posições de poder ou influência. Mas, de forma mais prosaica, é também uma indústria instalada para sacar dinheiro aos contribuintes em benefício dos seus propagandistas.


Vejamos:

De forma rápida (e por isso longe de ser exaustiva) são facilmente contabilizados 13 milhões de euros de projetos aprovados no Portugal 2020 que, de forma mais ou menos direta, têm por objetivo a promoção da IG. Tipicamente estas iniciativas têm taxas de apoio de 85%, o que significa que em cada 100€ gastos em fantochada, 85€ são retirados do bolso de contribuintes sem a sua autorização prévia.

Algumas das justificações aduzidas para aplicar estes 13 milhões de euros são coisas como  a “formação de públicos estratégicos”, a “melhoria das competências na área de igualdade de género”; “promover o associativismo e mobilização jovem pela IG”; “participar na transformação da sociedade”; “contribuir para uma Europa mais inteligente”; “celebração de identidades LGBT” ou a “produção do primeiro guião de boas práticas na temática da IG”.

Usam-se também descrições originais com utilização de caracteres próprios de lobotomizados como o “@”: “capacitação de técnic@s de intervenção”; “sensibilização de estudantes universitári@s”; “angariação de voluntári@s”.

Há quem se proponha realizar a “promoção da IG através das artes com crianças e jovens”, o que só por si levanta algumas questões pouco agradáveis de cogitar…

Alguns promotores curiosos são uma associação de municípios com um programa “pelas vítimas de desigualdade de género”, uma associação de “mães e pais” pela “liberdade de identidade de gênero” ou uma associação de proprietários de uma urbanização que quer “despoletar alterações cognitivas e comportamentais” relativas à temática da IG.

Mas nesta campanha também se encontram diversas Caritas Diocesanas, Santas Casas da Misericórdia e outros Centros de inspiração cristã.

Enfim, de tudo um pouco e quanto mais pateta for a amalgama de objetivos e instituições, melhor.

Uma das mais conhecidas do público que se dedica à área da IG é a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta. De 2016 até hoje já recebeu mais de 250.000€ de dinheiro dos contribuintes para os seus projetos.

Outra, a MDM – Movimento Democrático de Mulheres tem dezenas de dirigentes e titulares dos seus órgãos sociais que são membros do PCP/CDU e exercem (ou exerceram) funções como deputadas à Assembleia da República, presidentes e vereadoras de Câmaras Municipais, deputadas municipais, dirigentes da CGTP. Funciona, portanto, como se tratasse do grupo das mulheres comunistas do partido.

O MDM é solidário com mulheres venezuelanas e apelou em maio deste ano à intervenção do Governo de António Costa para desbloquear 1.547.322.175,89 dólares retidos no Novo Banco pertencentes à “República Bolivariana da Venezuela”.

Mas o MDM também é solidário com os membros do seu próprio Conselho Nacional. Uma técnica da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e eleita na Assembleia Municipal do Seixal pelo PCP/CDU, naturalmente, foi contratada em 2018 pela Associação em regime de adjudicação direta por 1.400€/mês para execução de serviços de apoio. De igual modo, esta mesma militante do PCP/CDU beneficiou adicionalmente, entre 2017 e 2018, de dois contratos públicos no valor de 61.200€ adjudicados pela ex-atriz e deputada agora presidente da Câmara Municipal de Almada (ex “feudo” comunista), para prestação de “serviços relacionados com a administração pública, a defesa e a segurança social”.

Já a AKTO – Associação para a Promoção dos Direitos Humanos e Democracia foi constituída em junho de 2015 por duas familiares (suponho que irmãs, dado os mesmos apelidos) e logo em setembro de 2016 sacou ao Portugal 2020 68.500€ de subsídios e em outubro de 2017 mais 48.500€. Passados dois meses, em janeiro de 2018, mais 130.000€ de dinheiro dos contribuintes foi desviado para a Akto. Sem surpresa, pelo menos uma das duas fundadoras da instituição foi candidata pelas listas do Bloco de Esquerda nas últimas eleições legislativas.

E é assim que se fazem as coisas.

São centenas de projetos e iniciativas do gênero do gênero e o que está descrito acima apenas uma gota de água no oceano.

Tudo, aparentemente, regular e legal. Quanto à ética e moral, cada um fará a avaliação consoante os padrões porque rege a sua vida.

As causas da igualdade de gênero e do feminismo de hoje são urbanas, elitistas, podres e cheiram mal.

E desiguais, diga-se, pois percorrendo a muito longa lista de projetos apenas detectei um único cuja preferência do beneficiário incide no gênero masculino, menos representado. Poderá eventualmente escapar a ser considerado masculinidade tóxica apenas pelo facto de se tratar de uma tarefa para vendedor em loja de produtos agrícolas na Charneca Ribatejana.

Nota: todos os dados referidos podem ser consultados em fontes públicas de acesso gratuito e irrestrito, à distância de um click na internet.

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