sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Desemprego recorde e popularidade de Bolsonaro em alta: como?

Rodrigo Constantino 

É a economia, estúpido! Ao menos disse o assessor de Bill Clinton, e desde então virou um mantra em eleições. Quase tudo se resume ao estado da economia, pensam os democratas. Por mais que exista clara influência do quadro econômico nas eleições, não creio nessa ligação tão direta. Há mais do que pão, e o materialismo excessivo da esquerda esbarra em outros valores populares. 

A reabertura de comércio e serviços levou ao aumento do desemprego no Brasil, que bateu recorde e chegou a 13,8% no trimestre encerrado em julho. Isso ocorre pois o desemprego é medido com base em quantas pessoas estão procurando trabalho sem encontrá-lo, e agora há mais gente em busca de oportunidade com o fim dos isolamentos radicais. É a maior marca da série histórica, que calcula a desocupação oficial do país e teve início em 2012. 

Isso representa 13,1 milhões de pessoas na fila do emprego, segundo dados do IBGE. Os "analistas" da mídia atribuem a popularidade crescente de Bolsonaro 100% ao auxílio emergencial, mas a taxa de desemprego bateu recorde. Não era para o desempregado estar contra o governo federal, pela lógica materialista da turma? Não bate... 

O que explica a aparente contradição, em minha opinião, é o fato de boa parte do povo saber que o desemprego não é culpa do presidente, e sim daqueles que pregaram uma paralisação sem precedentes das atividades econômicas. Fizeram isso em nome da ciência, é verdade, mas sem o devido respaldo científico. E fizeram de forma oportunista, atacando Bolsonaro como obscurantista anticiência, insensível e até sociopata ou genocida.

Mas era justamente o presidente quem alertava que o aspecto econômico tinha que entrar no debate, enquanto seus oponentes falavam em focar na saúde apenas, deixando a economia para depois. Chegaram a apontar "interesses de especuladores" como motivo da preocupação com a economia.

O povo, em suma, entende que Bolsonaro esteve ao seu lado desde o começo, sem explorar politicamente a pandemia, sem bancar o salvador milagroso de vidas, tentando apenas encontrar algum equilíbrio entre os cuidados necessários com o covid e a impossibilidade de ficar trancado em casa num país como o Brasil, em que muitos precisam sair a cada dia para garantir o jantar da noite. Quem estava sendo mesmo insensível nessa história?" 

Título e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 1-10-2020, 8h59

Um comentário:

  1. Sei não, sei não... mas tenho a impressão de que com a nomeação de Kassio Nunes, a popularidade de Jair Bolsonaro regrediu dez por cento, no barato...

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