domingo, 17 de maio de 2020

Esquerda imatura e o futuro do Rio de Janeiro

Clovis Almeida

Na última sexta, 15 de maio, a esquerda festiva carioca recebeu a bomba de que o Deputado Federal Marcelo Freixo (PSOL) desistiu de sua candidatura a Prefeito do Rio de Janeiro. Segundo Freixo, não há maturidade entre os partidos de esquerda para a composição de uma frente única da vertente ideológica para concorrer ao pleito eleitoral. Bom, que não há maturidade na esquerda carioca, já sabemos há muito tempo e para isso, basta ver os projetos absurdos que eles apresentam na Câmara Municipal.


Fortalecendo a velha máxima de que a esquerda só se une na cadeia, veremos um cenário onde eles estarão fragmentados nas urnas. PSOL, sem Freixo, deverá buscar outra candidatura, já que não pode ficar sem candidato próprio, sob risco de ver diminuir seu número de vereadores. O atual vereador Renato Cinco é um nome que já tinha se colocado dentro das disputas internas. PSB é um partido perdido no meio deste tabuleiro, assim como o PT, que pensava em lançar o vice de Freixo. Por fim, temos o PDT, com a candidatura da Deputada Estadual Martha Rocha.

Esta sim é uma figura que poderá crescer no vácuo de Freixo. Mulher, delegada da Polícia Civil, com carreira ilibada e bem mais palatável para o centro do que o menino rabugento do PSOL, Martha deverá procurar alianças que fortaleçam sua candidatura e alinhar seu discurso com os anseios da sociedade. Mas será que ela está disposta a isso tudo?

Por enquanto a eleição vai polarizando entre o bispo que finge cuidar das pessoas, enquanto na verdade cuida dos seus aliados e o ex-Prefeito Eduardo Paes, que vem com um grande movimento de “Que saudade do meu ex”. Caso o cenário se mantenha assim, Crivella deve largar com algo entre 10 e 15%, enquanto Paes desponta como favorito. Mas não devemos ignorar o fato de que o atual Prefeito dispõe da máquina da Prefeitura e todo seu orçamento bilionário, da Record e da Igreja Universal, para fazer sua campanha eleitoral.

Não me espantaria se Paes ganhar, novamente, no primeiro turno, com um discurso de renovação da esperança em ser carioca, mas Crivella promete ser uma bela pedra no sapato dos adversários. Os demais candidatos? Ah, a esquerda? Esses ninguém sabe, ninguém viu. Continuam mais perdidos que cego em tiroteio.
Título, Imagem e Texto: Clovis Almeida, historiador e um entusiasta da política carioca, Diáriodo Rio, 16-5-2020

2 comentários:

  1. Não sei não, mas esta recuada repentina do Freixo cheira a perda de poder para esconder suas mutretas. Se fazendo de morto para tentar passar despercebido. Tipo, ‘vai que me esquecem e desistem de me prender’. Hehehe
    Circe

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