domingo, 18 de setembro de 2016

É uma tristeza, é o que é

Vitor Cunha
Ultimamente, não consigo escrever um texto bom no Blasfémias. Digo-o com toda a sinceridade. Os imbecis que nos governam, os toscos que os apoiam, o rol de idiotas chapados com formação académica que os aclamam e os média, que os tratam sem insultarem as respectivas mães – culpadas, certamente, por amamentarem estas criaturas até ao doutoramento -, geram uma tristeza tão contagiosa, açambarcadora e deprimente que suga qualquer hipótese de humor sobre toda a tragédia que é o Portugal do século XXI.

Nestas alturas, só regressando ao país real, longe do Porto, longe de Lisboa – ou a 30 km, que já é suficiente para arejar -, posso encontrar o português honrado, aquele que não aparece a comentar esta corja toda com paninhos quentes relativistas, o filtro descrito por Taleb no artigo “The Intellectual Yet Idiot”. No país real também há ladrões, também há putas, também há violadores: só não são é aceites e justificados perante a comunidade como pertencendo ao rol da gente de honra.

Para já, esses estão calados. Se continuarem a ser provocados, com ameaças ao espólio de décadas de árduo trabalho, a honra virá ao de cima. É que, se o pai da Mariana Mortágua podia disparar uns tiros a inocentes e ainda assim ser condecorado por Sampaio, estes acabarão condecorados pela comunidade real. E, para que conste, Mariana, essa motorizada é sul-coreana, sua burra, não é norte-coreana. É de uma empresa de capitalistas daqueles que empregam uma dezena de milhar de pessoas. É uma motorizada fabricada por um dos teus alvos a abater, abécula.
Título, Imgem e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 18-9-2016

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