terça-feira, 6 de setembro de 2016

Fundo de Pensão - um convite ao roubo

Alberto José

Ilustração: Diogo
No Brasil há mais de trezentos Fundos de Pensão com recursos de aproximadamente R$ 730 bilhões para garantir a aposentadoria de cerca de setecentos mil beneficiários, entre titulares e dependentes. Como a Previdência Social não consegue atualizar os salários dos trabalhadores que se aposentam, com o aval do governo foram criados os Fundos de Pensão para garantir ao trabalhador uma renda equivalente ao salário real quando ele atingisse o momento da aposentadoria.

Um dos primeiros casos de desvio de recursos ocorreu no Fundo de Pensão dos Ferroviários. Dirigentes que estavam envolvidos, depois entraram na política através de partido populista e conquistaram foro privilegiado. Vários políticos e seus cúmplices descobriram que, devido ao pouco controle e fiscalização pífia, era mais fácil e produtivo assaltar um Fundo de Pensão do que um banco.

No banco, quando o alarme dispara o ladrão pode ser preso na esquina. No Fundo de Pensão, além de não ter alarme, o roubo levava meses ou anos se fosse descoberto. E assim, os dirigentes dessas entidades, a maioria indicada pelo governo, elaboravam operações de aplicações de recursos no Brasil ou no exterior, sempre lesivas aos Fundos.

No governo passado, eles operaram nos Fundos de Pensão de quase todas as empresas e bancos estatais, inclusive fundos privados.

O caso estatal mais evidente foi o Postalis, dos Correios,com 1.3 milhões de trabalhadores, onde a quadrilha tinha representantes de investimentos em Nova Iorque e chegou a desviar milhares de dólares para a conta da sogra de um dos diretores do Fundo. O gigantesco desvio de recursos foi - salomonicamente - solucionado pelo governo da Dilma ao mandar dividir o prejuízo entre a empresa e os trabalhadores que se aposentam - e continuam a pagar pelo que foi roubado!

Agora, graças aos procuradores do MP a Polícia Federal tem caçado esses ladrões - que eram protegidos pelo governo lulo-petista bolivariano - e que cometeram esses crimes contra os trabalhadores que esperavam por uma aposentadoria tranquila proporcionada pela poupança e produto do seu trabalho diário.

No fundo da FUNCEF (Caixa) a PF prendeu diretores e ex-presidentes e bloqueou R$ 8 bi em bens dos "salafras".

Recentemente, o marido de uma Senadora da República foi preso por ter se apossado de comissões cobradas dos servidores públicos que fizeram empréstimos bancários. O marido da Senadora foi libertado pela pronta intervenção do presidente do Senado!

A esperança do trabalhador é a continuidade da operação Lava Jato! 
Título e Texto: Alberto José, 6-9-2016

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