domingo, 25 de maio de 2014

O jogo

Jogo eletrizante entre Real Madrid e Atlético de Madrid!...

Nós também, velhinhos e velhinhas do Aerus, estamos atuando num jogo decisivo...

Valdemar Habitzreuter

O jogo crucial de vida ou morte iniciado há muito tempo entre nós, velhinhos e velhinhas, e o todo-poderoso favorito time governamental, parece não ter previsão de terminar. O primeiro tempo do jogo - de 1993 a 2010 - fomos implacavelmente massacrados pelo adversário (diria, por um placar de quatro a zero) sem perspectiva, à primeira vista, de poder reverter a situação. Teremos forças para enfrentar o segundo tempo?

Sem querer relembrar todos os detalhes dos momentos e episódios fatídicos do primeiro tempo, faz-se oportuno rever alguns lances desagradáveis que nos torturam sem cessar pela deslealdade do time do governo, resultando em gols suspeitos do adversário.  

O jogo iniciado em 1993, quando pleiteamos na Justiça os bilhões de reais devidos ao nosso time (Varig) pelos estragos que o governo Sarney fez na economia do Brasil em geral, atravessou o governo FHC sem alarde e sem jogadas importantes devido à dedicação deste governo em rearranjar e aprumar a esfacelada economia brasileira. Já aí sofremos o primeiro gol pela falta de ataque perspicaz de nosso time desde o início. Portanto, um a zero para o governo.

Mas, mesmo depois de rearrumada a economia do país e a vida seguindo seu ritmo normal para a maioria do povo brasileiro, o primeiro tempo do jogo prosseguiu e estendeu-se ao longo do governo seguinte quando entrou em cena (2002) um medíocre e malicioso jogador, de nome Lula, que, com deslealdade e entradas criminosas, interrompia nossas jogadas de gols certeiros, deixando-nos em situação difícil, sem que pudéssemos esboçar reação alguma. Assim, de lances em lances criminosos, o time adversário marcou o segundo gol que praticamente quebrou nosso time: dois a zero. Com este placar a torcida do governo começou a gritar entusiasticamente TAM, TAM, TAM (???!!!). Turba insana e fanática, esta torcida vermelha diabólica!   

O tempo regulamentar desta primeira etapa foi ardilmente prolongado, pois o juiz queria jogo e quanto mais jogadas desleais e golpes baixos, mais percebia-se o favoritismo do time governamental. E em 2006, já no início dos acréscimos, mais um gol do adversário: três a zero. Nosso time desmoronou qual castelo de areia com a perspectiva do sumiço do nosso apoio logístico (o Aerus) para podermos continuar o jogo da nossa própria existência. E em 2010, nos finalmente dos acréscimos, o golpe final, mais um gol adversário: quatro a zero, prenunciando a falência total do nosso time (Varig). Haverá segundo tempo?  

Por aí, podemos ver, meus velhinhos e velhinhas, o quanto se prolongou este primeiro tempo e a dificuldade nossa de superar as muitas jogadas desleais do adversário, sem força e reação para podermos impor nosso jogo. Simplesmente foram ignoradas as regras legítimas do jogo para que pudéssemos jogar um jogo limpo.  

Mas no intervalo do jogo algo aconteceu, houve muita conversa e estratagemas para vislumbrar um jeito de penetrar na área do adversário e virar o jogo. Era preciso não entregar os pontos, mesmo que o primeiro tempo tenha sido um verdadeiro massacre. Quem sabe, nossa persistência e habilidade técnica não supere a força bruta do adversário?...  

Começa o segundo tempo, 2013 em ponto. Logo no início, numa jogada espetacular de bico, jogada denominada Carmen Lúcia, fizemos o primeiro gol. Mas, está longe ainda de podermos virar o jogo, mas o entusiasmo voltou ao time. Em lances subsequentes, quem diria, mais um espetacular gol de placa, cognominado STF (serenidade, tática e firmeza), embora alguns jogadores do time adversário tivessem contestado este gol de placa, notadamente um tal de Barbosa.

Meus amigos velhinhos e velhinhas, estamos em pleno segundo tempo desse jogo e o espetacular gol STF deve ser nossa inspiração para futuros lances que possam resultar em mais gols e virarmos de vez este jogo, não importa o quanto dure esta segunda etapa. A vida ainda vale a pena, mesmo na velhice, e, com a vitória final, podemos nos considerar heróis. Heróis e exemplos para futuras gerações que possam eventualmente enfrentar jogos sujos e antiéticos dos governos.
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 25-05-2014

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