domingo, 8 de maio de 2022

Bom dia, campeões!

Estádio da Luz, Lisboa.
7 de abril de 2022, 19h54.
94 minutos de jogo. Zero zero.

Canto para o Benfica. Renova-se a esperança dos que sonham travar o que já sabem ser inevitável.

Grimaldo coloca a bola na área, mas a partir desse momento só jogadores do FC Porto lhe tocam. Acontece tudo em 14 segundos: Pepe corta-a de cabeça, Pepê recebe-a, condu-la de uma ponta à outra do campo e serve Zaidu, que, sobre a marca de penálti, a remata de primeira e fá-la entrar junto ao ângulo superior da baliza de Vlachodimos.


Lisboa treme e, dois minutos antes do apito final de Luís Godinho, confirma-se: o FC Porto é o campeão nacional de 2021/22.

Herói (talvez para muitos) improvável, Zaidu foi o protagonista de um momento que fica associado a diversos factos históricos relevantes:

1. O FC Porto somou o 30.º título de campeão nacional no atual formato da competição.

2. Foi igualado o recorde de pontos numa edição do campeonato – 88, marca atingida pelo FC Porto em 2017/18 e pelo Benfica em 2015/16 –, que poderá batido na receção da próxima semana ao Estoril.

3. Jorge Nuno Pinto da Costa consolidou o estatuto de presidente mais titulado da história do futebol mundial: tem agora 64 troféus no palmarés, entre eles 23 títulos de campeão nacional. São 40 anos disto.

4. Sérgio Conceição juntou-se ao restrito lote de treinadores do FC Porto que foram tricampeões: antes dele, só Artur Jorge e Jesualdo Ferreira o conseguiram.

5. Foi alcançada a centésima vitória da história sobre o Benfica – e a terceira em três jogos realizados nesta temporada.

Num plano mais simbólico, este triunfo também não deixa de ser especial. No século XXI, o FC Porto teve duas oportunidades para ser campeão nacional no Estádio da Luz – teve sucesso em ambas. No mesmo período, o Benfica também teve duas chances de se sagrar campeão no Estádio do Dragão – falhou as duas. Ironias do destino.

A verdade é que têm sido frequentes ao longo das últimas quatro décadas. Jorge Nuno Pinto da Costa explicou este sucesso com a capacidade do clube para traçar “uma meta para atingir” e “um rumo”, que corporizam uma “comunhão de ideias” que envolve os “obreiros” do título: Sérgio Conceição, os jogadores e os adeptos.

Agradecido a todos os elementos que com ele colaboram, o treinador assinalou que “é difícil conquistar títulos no FC Porto”, tendo em conta a “força” e o “peso” dos rivais, mas salientou que a equipa que dirige foi “a melhor durante todo o campeonato”. O segundo técnico mais titulado da história do clube, apesar de reconhecer ser “mais efusivo no banco a viver o jogo do que a festejar”, partilhou “uma alegria enorme” pela conquista deste título, “principalmente pelos jogadores e também pelos adeptos”.

Título e Texto: Texto: Dragões Diário, 8-5-2022

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