quinta-feira, 28 de julho de 2022

Celso de Mello apoia carta de protesto e pede ‘insurgência’ contra Bolsonaro

Ex-ministro do STF incentiva movimento contra o presidente e conclama reação contra 'um político menor' e 'medíocre'

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello [foto] fez duras críticas ao presidente JairBolsonaro (PL) ao comunicar que não vai comparecer ao encontro da USP que lançará a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”. O magistrado aposentado alegou motivos de saúde.

Mesmo ausente do evento marcado para 11 de agosto, Celso de Mello insistiu que seu nome seja acrescido como signatário do documento,que reúne banqueiros, artistas e políticos. A mensagem do ex-ministro do STF foi endereçada ao ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo Luiz Antônio Marrey.

No texto, Celso de Mello diz que a única resposta possível do povo brasileiro diante das contestações ao sistema eleitoral por parte do Poder Executivo é “insurgir-se contra as tentações autoritárias e as práticas governamentais abusivas que degradam, deformam e deslegitimam o sentido democrático das instituições e a sacralidade da própria Constituição”.

Ainda no debate sobre a transparência eleitoral e vigor da democracia brasileira, o ex-ministro do STF ainda chama Bolsonaro de “medíocre” e “político menor”.

“Necessário, pois, reagir aos pronunciamentos de um político menor (e medíocre) que busca permanecer na regência do Estado, mesmo que esse propósito individual, para concretizar-se, seja transgressor do postulado da separação de poderes e revelador de uma irresponsável desconsideração das instituições democráticas de nosso país”, afirma Celso de Mello na carta a Marrey.

“Bolsonaro, além de sua distorcida visão de mundo, sustentada e exposta por quem ele realmente é, desnuda-se ante a nação como um político medíocre e que, além de possuir desprezível espírito autocrático, também expôs-se, em plenitude, em sua conduta governamental, como a triste figura de um presidente menor, sem noção dos limites éticos e constitucionais que devem pautar a conduta de um verdadeiro chefe de Estado.”

Título e Texto: Redação, Revista Oeste, 28-7-2022, 10h27

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