quinta-feira, 21 de julho de 2022

‘Inflação será duradoura em Portugal’, admite premiê

O primeiro-ministro atribuiu a alta à invasão russa à Ucrânia

Artur Piva

O primeiro-ministro português, António Costa [foto] (Partido Socialista), admitiu que a inflação será duradoura em Portugal. A fala ocorreu na quarta-feira 20, ao parlamento do país.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Costa atribuiu o efeito prolongando do aumento dos preços à invasão russa à Ucrânia. “Hoje é claro que, com o prolongar da guerra, o efeito da inflação será mais duradouro que o previsto”, disse Costa. “Por isso, no final desse trimestre, em setembro, iremos adotar um novo pacote de medidas para apoiar o rendimento das famílias e a atividade das empresas.”

O premiê também admitiu que “o país está pior” que em 2021. De acordo com a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE), a inflação acumulada em 12 meses bateu 9% em Portugal em junho. Ao mesmo tempo, O Banco Central de Portugal confirma o dado.

Em média, a inflação na UE bateu 9,6% no mesmo mês. O maior índice foi registrado na Estônia: 22%. A menor em Malta: 6,1%. Na Alemanha, que têm a maior economia do bloco, o aumento dos preços ficou em 8,1%.

Conforme o boletim da Eurostat, o grande vilão da inflação europeia em junho foi o custo da energia. Os preços do setor contribuíram com 4,19 pontos porcentuais para a leitura geral anual.

Título e Texto: Artur Piva, Revista Oeste, 21-7-2022, 10h20

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