segunda-feira, 25 de julho de 2022

Tiros (bolsonaristas) curtos

Rodrigo Constantino

Bolsonaro lançou sua candidatura à reeleição neste domingo, num Maracanãzinho lotado. Descobrimos que Tabata Amaral é melhor como promoter do que deputada. O evento contrasta com o lançamento inexistente da campanha do ex-presidiário Lula, que não contou nem com sua própria presença. Mas as pesquisas insistem em colocá-lo como grande favorito, com chances de levar quase no primeiro turno!

No evento bolsonarista, o destaque ficou para a primeira-dama, que fez um comovente discurso patriota e cristão. Levou o marido às lágrimas. O presidente aproveitou para comunicar alguns feitos de seu governo, e essa deverá ser a tônica daqui até a eleição: usar a máquina de campanha para desfazer narrativas falsas da imprensa de oposição, e acenar mais para o público feminino.

Enquanto isso, o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, participava de um evento em Miami, do qual fui palestrante. Aproveitei a ocasião para reconhecer que errei ao subir demais as críticas quando ele foi apontado para a embaixada americana. Não tenho compromisso com o erro e hoje admito que Eduardo seria um bom embaixador, pela costura de acordos importantes que tem feito ao redor do mundo entre conservadores.

Antes disso, assisti ao documentário "Investigações Paralelas", produção do Brasil Paralelo, sobre o caso Mariana Ferrer. O filme é simplesmente imperdível. E fico lisonjeado de ambas das principais entrevistadas ostentarem meu livro na estante, em destaque. Isso não passou despercebido. O tempo é amigo da razão e inimigo, portanto, da esquerda.

Na Argentina dos amigos de Lula, onde as empresas não conseguem ter acesso a dólares e uma hiperinflação se aproxima, mais duas multinacionais deixaram o país nesta semana. Pesquisa nova revela que menos de 20% dos argentinos querem que o peronismo continue governando em um país em que a miséria dispara e a hiperinflação se aproxima. E tem gente que quer ver o Brasil neste caminho ao votar em Lula…

É que esquerdista não aprende nem quando parece ter concluído o óbvio. É o caso do ambientalista disfarçado de jornalista André Trigueiro, da Globo. Ele constatou que a Cedae só foi capaz de fazer o que tinha de ser feito após sua privatização, mas em vez de concluir a favor da privatização, ele insiste no modelo estatizante e diz que agora sabemos o que precisa ser feito: "é só não jogar esgoto no lugar errado que a natureza cuida do resto". Por que a empresa não fez antes, quando era estatal? Eis a pergunta que não quer calar, segundo o militante. Os esquerdistas realmente não conseguem entender os mecanismos de incentivos! Na pergunta dele já temos a resposta: privatize já!

Mas a lacração, tal como o show, precisa continuar. É por isso que Nando Reis tentou lacrar e atacar Bolsonaro num show; e foi "lacrado" com gritos de “mito” pela plateia. Que coisa chata, não? Já Bebel, filha de João Gilberto, achou adequado pisotear a bandeira brasileira no exterior. As imagens circularam o mundo, mostrando como nossos "artistas" - ou filhos de artistas - desprezam o patriotismo. Depois precisam que juízas desocupadas tentem impedir o uso da bandeira durante as eleições, pois está muito associada a um dos lados. Claro! O outro quer trocar nosso verde e amarelo pelo vermelho comunista...

E quem tenta acenar para comunista sempre se dá mal. O ex-presidente Temer foi elogiar Dilma, insinuando que ela é honesta - apesar de só andar com bandido - e a ex-guerrilheira partiu para o ataque, acusando Temer de golpista. Mas os isentões nunca aprendem. Eles tentam ficar bem na foto com petistas, ignorando que petistas são uma tribo - ou quadrilha - totalitária, arrogante e egoísta. Quanto tempo até Geraldo Alckmin, que sabe que Lula só quer voltar à cena do crime, mas agora parece desejar ser seu cúmplice no butim, ser novamente defenestrado pelos novos companheiros?

Quem nasce para tucano nunca chega a bolsonarista. Perguntem ao Sergio Moro! Parece que viram o ex-juiz por aí, meio perdido, sem rumo. O povo paranaense tem alternativas melhores para o Senado, como o deputado federal Paulo Eduardo Martins. É preciso ser firme na defesa dos valores conservadores, coisa que Moro nunca foi. O recado virá nas urnas. Para todos eles!

Título e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 25-7-2022, 11h38

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