Por menos que tenha melhorado a situação da Venezuela, a ação que prendeu Maduro pode ter desencadeado a maior mudança geopolítica vista no mundo desde a Segunda Guerra
Nuno Vasconcellos
É muito provável que, se a
Venezuela não tivesse a quantidade de petróleo que tem, o mundo não prestaria
tanta atenção no que acontece por lá. É provável, também, que, se o país não
tivesse, nas últimas décadas, aberto tantos e tão desnecessários pontos de
atrito com os Estados Unidos, nem tivesse transformado o tráfico de drogas, sob
proteção do Estado, numa atividade central de sua economia, não teria se
tornado uma ameaça para o Ocidente, como acabou se tornando. E, nesse caso, o
governo do presidente Donald Trump, por menos que gostasse do ditador Nicolás
Maduro, jamais teria se dado o trabalho de mobilizar alguns dos mais bem
treinados soldados do mundo para levar adiante uma operação cinematográfica
como a que realizou no sábado retrasado, dia 3 de janeiro.
Só que a Venezuela se julgava
intocável e não apenas vinha lançando uma série de desafios aos Estados Unidos
como seu caudilho fazia questão de zombar de todas as propostas para normalizar
a situação política do país. O país caribenho, que no passado foi uma das
economias mais prósperas e uma das poucas democracias consolidadas da América
Latina, havia baixado à condição de uma das ditaduras mais abjetas do mundo. O
país se tornou um pária e passou a fazer questão de agir como tal. E a situação
talvez continuasse piorando se Trump não tivesse tomado a decisão de pôr em
prática um plano que, no final das contas, terá consequências não apenas sobre
a Venezuela e a América Latina, mas sobre toda a própria ordem geopolítica
global.
Desde sua volta à Casa Branca,
Trump vinha se mostrando decidido a recuperar a hegemonia econômica e
geopolítica que os Estados Unidos — mais por omissão dos próprios governos do
que por ação dos adversários — vinham perdendo na região. E, depois de uma espera
que vinha parecendo longa, resolveu agir. Numa ação precisa, soldados de elite
entraram em Caracas, invadiram o quartel onde Nicolás Maduro estava escondido,
o capturaram junto com a mulher, Cília Flores, e os levaram para Nova Iorque.
Até segunda ordem, eles permanecerão presos e responderão pelos crimes dos quais são acusados. Ainda é cedo, porém, para se especular sobre os desdobramentos do destino dos dois. É provável que o ditador passe o resto de seus dias numa prisão americana. Ou, então, que só retorne a seu país quando não passar de um tigre desdentado e incapaz de oferecer qualquer perigo. Mas, diante do alvoroço que se viu em torno desse fato na semana passada, a impressão que fica é a de que, à primeira vista, houve barulho demais para resultado de menos. Será?
A operação que levou à captura
de Maduro não parece ter abalado os alicerces da ditadura “bolivariana”. O
ditador foi levado, mas deixou a ditadura venezuelana intacta e em pleno
funcionamento, exatamente como estava antes da operação. A impressão que fica é
a de que a ausência do caudilho em nada alterou a rotina de um governo
despótico que, ao longo de três décadas, destruiu 80% da economia venezuelana e
empurrou 94% da população para baixo da linha de pobreza. Com Maduro ou sem
Maduro, a Venezuela parece seguir na mesma direção: o fundo do poço.
Pelas notícias que chegam de
Caracas, as forças de repressão “bolivarianas” continuam tratando o povo com a
mesma truculência de sempre. Críticos do regime e jornalistas seguem sendo
detidos e arrastados para as masmorras de El Helicoide — o edifício projetado
nos anos 1960 para ser um shopping center e que se tornou a mais temida prisão
política e o maior centro de torturas do país. A Justiça, que abdicou da
dignidade e se reduziu a um apêndice vergonhoso da ditadura, segue proferindo
as mesmas decisões absurdas de sempre.
O ministro da Defesa, Vladimir
Padrino López, o ministro da Justiça, Diosdado Cabello, e os outros mandachuvas
“bolivarianos” seguem cometendo atrocidades, como sempre cometeram. A vice de
Maduro, Delcy Rodriguez, assumiu a presidência com a desenvoltura de quem está
há anos na cadeira. A pergunta diante disso é: se foi para deixar tudo como
estava, por que Trump se expôs à crítica internacional e lançou seu poderio
militar indiscutível contra um país soberano? Se foi para manter a ditadura
intacta, para que ordenar uma operação de custo político tão elevado como foi a
prisão de Maduro?
As respostas a essas questões
não são óbvias nem instantâneas. O que está acontecendo na Venezuela não pode
ser visto com os olhos postos no presente — mas com uma visão de futuro. A
justificativa mais sensata para uma ação como a que foi ordenada por Trump é
que a prisão de Maduro é apenas um ingrediente de um objetivo que vai além
muito do Caribe. Por esse raciocínio, o ditador “bolivariano” não passa de um
peão secundário no tabuleiro de xadrez internacional. Mas a Venezuela é uma
peça central nesse jogo.
RESERVAS COMPROVADAS — O que aconteceu a partir da prisão de Maduro pode
ter sido um movimento que, no primeiro momento — e sem qualquer expectativa de
resultados imediatos — trará de volta para o guarda-chuvas dos Estados Unidos
uma série de países que vinham se desgarrando da sua influência geopolítica nos
últimos anos. E, no momento seguinte, promoverá a maior alteração geopolítica
na ordem implantada a partir da Segunda Guerra Mundial.
O ingrediente principal desse
realinhamento será a cotação do barril de petróleo e os movimentos serão
marcados pela recuperação do protagonismo de dois países que, por mais barulho
que possam ter feito, não passaram de coadjuvantes no cenário internacional.
Esses países são a Venezuela e o Irã.
Isso mesmo! O Irã é a outra
incógnita da equação que tem a Venezuela como uma de suas variáveis. Nas
últimas semanas, ao mesmo tempo em que Trump ordenava a operação que resultou
na captura de Maduro, as ruas de Teerã se enchiam de manifestantes que puseram
suas vidas em risco para desafiar a ditadura fundamentalista dos aiatolás. A
ditadura iraniana está por um fio, pela primeira vez desde sua implantação, em
1979.
Embora sejam membros
fundadores da OPEP — o cartel criado em 1960 para defender os interesses dos
produtores — e detenham duas das três maiores reservas comprovadas de petróleo
do mundo, os dois países estão, neste momento, praticamente excluídos do mercado
global. Livres das ditaduras, precisarão de recursos para reconstruir suas
economias aniquiladas por anos de incompetência autoritária e a forma que têm
para obter esse dinheiro é o petróleo. Isso aumentará a oferta e levará a uma
queda de preços em um mercado que já vem sofrendo os efeitos da superoferta do
produto. E afetará, principalmente, países que são adversários dos Estados
Unidos no jogo global.
Os poços já mapeados na
Venezuela e no Irã são extensos o suficiente para provocar um solavanco no
preço do óleo cru. Com reservas comprovadas de 303 bilhões de barris, conforme
os dados mais recentes da OPEP, a Venezuela tem hoje uma participação ridícula
de menos de 1 milhão de barris por dia na produção do mercado mundial de
petróleo. O mesmo acontece com o Irã. Com reservas de 208 bilhões de barris, as
terceiras maiores do mundo, o país que, nos últimos anos, usou seu dinheiro
para financiar o terrorismo contra Israel, tem uma produção modesta diante de
sua capacidade: apenas 4,3 milhões por dia — número que pode dobrar num estalar
de dedos. (O segundo lugar entre as três maiores reservas do mundo pertence à
Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris).
A volta da Venezuela e do Irã
ao mercado internacional de petróleo, livres das sanções que dificultaram seu
acesso aos principais clientes nos últimos anos, deverá alterar a lógica dos
negócios e dos interesses mundiais nos próximos anos. Mas, antes de prosseguir
com esse raciocínio, um alerta! A mudança na ordem global que está em curso não
pode ser discutida a partir das observações rasteiras feitas na última semana
nem ser determinada pelos raciocínios primários da esquerda, que procuram
reduzir o interesse de Trump na Venezuela à busca de acesso privilegiado ao
petróleo do país.
Maiores produtores de petróleo
do mundo, com uma extração diária de 13,2 milhões de barris, os Estados Unidos
não necessitam de óleo venezuelano para seu próprio consumo. Tudo que as
petroleiras americanas extraem de suas jazidas abundantes no Texas, no Alaska,
no Colorado, no Golfo do México — que Trump rebatizou como Golfo da América — e
em outros estados é mais do que suficiente para suprir todas as necessidades do
país pelas próximas décadas.
Além de autossuficientes na
produção, os Estados Unidos foram responsáveis pelo avanço tecnológico que
permitiu o refino do xisto (um dos menos nobres entre os hidrocarbonetos) e sua
transformação em combustíveis leves e eficientes. Em tempo: a introdução dessa
nova tecnologia na indústria de óleo e gás é apontada como a grande responsável
pela queda do preço do petróleo nos últimos 20 anos. O barril do Brent — que é
o petróleo de referência no mercado mundial — chegou a ser negociado a US$ 147
em julho de 2008. Hoje, é vendido a mais ou menos R$ 60. (Um estudo do banco
americano Goldmann Sachs aponta que, mantidas as atuais condições de mercado,
em que a produção mundial supera o consumo em cerca de 3,8 milhões de barris, o
barril do petróleo, que já perdeu cerca de 20% de seu valor ao longo de 2025,
deve baixar mais e ficar entre US$ 50 e US$ 52 nos próximos meses).
BANDEIRA RUSSA — Os Estados Unidos não precisam do óleo da Venezuela.
Mas a China precisa. Mais do que precisar, depende dele — e, nos últimos anos,
levou vantagens enormes ao ignorar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao
governo de Caracas e negociar com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo,
em condições mais do que favoráveis. Algumas das refinarias chineses,
construídas recentemente na província de Shandong existem apenas para processar
o óleo pesado que a Venezuela extrai na bacia do rio Orenoco.
Se o interesse fosse apenas
pôr a mão no óleo venezuelano, Trump não precisaria ter dado a demonstração de
força que deu ao deslocar para o mar do Caribe o maior navio de sua frota, o
porta-aviões USS Gerald Ford e ter dado as demonstrações de força que deu a
partir dessa decisão. Se o interesse se limitasse a isso, bastaria para a Casa
Branca aceitar as condições que o próprio Maduro propôs em troca de sua
permanência na cadeira de presidente.
Isso mesmo: em novembro
passado, o ditador ofereceu aos Estados Unidos acesso irrestrito às jazidas de
petróleo de seu país, desde que pudesse permanecer no Palácio de Miraflores até
completar o mandato que conseguiu com as eleições fraudadas de julho passado.
Trump não quis conversa. Maduro já havia dado demonstrações de que não merece
confiança. Qualquer acordo que permitisse a permanência do ditador no poder
seria visto como sinal de fraqueza.
Com Maduro preso em Nova York,
a sucessora Delcy Rodriguez — cujo mandato é tão ilegítimo quanto o do tirano —
deixou claro que seguirá todos os passos da cartilha de Trump. A nova ocupante
de Miraflores, a despeito de recitar o mesmo credo “bolivariano” de Maduro, já
deixou claro que não se desviará um centímetro do roteiro que a Casa Branca
traçou para ela seguir.
Da parte dos Estados Unidos,
não existe qualquer intenção de aliviar o cerco à Venezuela só porque Maduro
está fora do jogo. A captura de um petroleiro venezuelano, que navegava sob
bandeira russa pelo mar do Caribe provavelmente com destino à China na quarta-feira
passada, é prova suficiente de que o governo de Washington não está disposto a
baixar a guarda em relação à ditadura. O recado a Delcy Rodrigues, a Padrino, a
Cabello e todos os demais não poderia ser mais claro. Ou seguem o que Trump
deseja ou terão o mesmo destino de Maduro.
PETELECO NA DITADURA — A estratégia de Trump não se baseia, como a de
seus antecessores, na ideia de sufocar a Venezuela. Pelo contrário: nos últimos
dias, já ficou clara a intenção de restabelecer as relações diplomáticas entre
os dois países. E, também, de recuperar as instalações petrolíferas paralisadas
nos últimos dias e elevar a produção para 4 milhões de barris por dia — uma
oferta superior aos 3,5 milhões de barris diários que o país produzia quando
Hugo Chávez chegou ao poder.
Quando o trabalho estiver
concluído, é provável que a volta de um grande fornecedor ao mercado empurre
para baixo a cotação do barril e desencadeie o processo que, no final das
contas, ajudará na recuperação da hegemonia econômica e geopolítica que os Estados
Unidos vinham perdendo diante da expansão de interesses antiamericanos na
América Latina e no mundo.
Trump não quer o petróleo
venezuelano. Mas faz questão de saber para quem o óleo será vendido. Para isso,
sua estratégia se baseia na volta para a Venezuela das petroleiras americanas
que foram expulsas por Hugo Chávez, em 2007. No novo cenário, está fora de
questão, como se tornou comum nos últimos anos, o uso do petróleo venezuelano
para favorecer adversários dos Estados Unidos. Sem poder usar sua riqueza para
disseminar o antiamericanismo, como fez nas últimas décadas, a ditadura na
Venezuela perderá as garras e cairá por si mesma.
No que diz respeito à
Venezuela, essa deverá ser a principal consequência de médio prazo da ação de
Trump. É mais do que evidente que a ditadura “bolivariana” está em frangalhos e
que bastaria um peteleco para que o castelo de cartas que ainda mantém Delcy
Rodriguez no poder viesse abaixo. Com um esforço ligeiramente maior do que foi
feito para prender Maduro, as forças americanas poderiam ter jogado por terra
toda a cúpula “bolivariana” e aberto espaço para que Edmundo González — que, na
prática, foi o vencedor das eleições usurpadas por Maduro em 2024 — assumisse o
poder. Ou para que uma nova eleição fosse convocada e desse a vitória a Maria
Corina Machado, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025. A pergunta é: o que
os Estados Unidos teriam a ganhar com isso? A resposta é: nada.
Depois de trinta anos
controlando o país e usando a ideologia como critério de seleção para os cargos
do serviço público, dos mais básicos aos mais elevados, qualquer governante que
chegasse agora, de cima para baixo, seria triturado pela máquina viciada que
controla o Estado venezuelano. Para ser eficaz, a transição na Venezuela terá
que partir das instituições locais. Esse processo levará tempo. Para os
objetivos imediatos de Trump, é melhor ter no poder alguém que faça o que ele
manda do que esperar por alguém que precise esperar por anos para pôr o país
para funcionar direito.
PAÍSES HOSTIS — A estratégia dos Estados Unidos, além de controlar o
comércio de petróleo da Venezuela com a China, também impedirá que a mercadoria
seja utilizada em benefício de países latino-americanos que se tornaram
especialmente incômodos para as posições americanas. A Venezuela vem sendo, nos
últimos anos, o único fornecedor de combustíveis para países hostis aos Estados
Unidos, como é o caso da Nicarágua e, especialmente, de Cuba.
Sem o óleo venezuelano para
abastecer suas usinas térmicas e para mover sua frota sucateada de veículos,
Cuba ficará sem eletricidade e sem transporte. Isso enfraquecerá ainda mais o
inimigo histórico de Washington e deixará o Secretário de Estado Marco Rubio
(um descendente de cubanos que nunca escondeu a intenção de aniquilar o regime
implantado na ilha caribenha pelos irmãos Castro) mais próximo de seu objetivo.
Pelo que se viu até agora, já
ficou claro que o movimento que Trump desencadeou a partir da prisão de Maduro
terá impacto direto sobre a China, sobre Cuba e sobre a Nicarágua. Afetará mais
algum país? Claro! Falta mencionar, por exemplo, a Rússia. Assim como os
Estados Unidos, o país de Vladimir Putin não precisa do petróleo da Venezuela
nem do Irã. Mas será afetado pela volta deles dois ao mercado.
As reservas comprovadas da
Rússia, de acordo com a OPEP, são de 80 bilhões de barris, e, portanto, maiores
do que a dos Estados Unidos, que chegam a 55 bilhões de barris. Entre os
produtores, é o segundo maior do mundo, com 10,2 milhões de barris por dia. A
questão é que a receita obtida pela Rússia com a venda de petróleo tem sido
essencial para financiar a guerra que trava com a Ucrânia há quase quatro anos.
Para as ambições de Putin, quanto mais alto o preço do barril estiver, melhor.
A volta da Venezuela à
condição de grande produtor, capaz de atuar no mercado formal, aumentará a
oferta de óleo. Isso, muito provavelmente, forçará a queda dos preços para
valores abaixo dos US$ 50 dólares o barril. Somado ao óleo do Irã, então, o
efeito desse aumento de oferta será devastador. Alguns cálculos apressados
indicam que esse valor poderá chegar, já no final de 2026, a inacreditáveis US$
45 ou até menos do que isso. Com esse preço, a receita do petróleo será
insuficiente para bancar o esforço de guerra russo e Putin se verá em
dificuldades.
Falta mais alguém? Sim. Falta
outro país que, nos últimos anos, não tem medido esforços para se descolar da
influência americana — o Brasil. Você acertou se imaginou que uma queda nessa
proporção nos preços do petróleo acabará prejudicando, também, o esforço para o
Brasil se firmar como grande produtor e exportador de óleo. A volta ao mercado,
além de atrair para a Venezuela investidores que, em outras circunstâncias,
poderiam se interessar pelo Brasil, dificultará o financiamento do trabalho de
prospecção de novas jazidas na Franja Norte do país.
E mais, a cotação de US$ 45 o
barril, além de ser insuficiente para financiar a extração do óleo brasileiro
das profundezas do pré-sal, terá um outro impacto no qual pouca gente prestou
atenção até agora e que afeta, especialmente, os municípios do Rio de Janeiro.
Uma cotação tão baixa afetará a arrecadação dos estados e dos municípios que
têm nos royalties do petróleo uma parte generosa de seus recursos para
investimentos.
Seja como for, a pesquisa do
Brasil em óleo e gás segue a todo vapor. Com um plano de investimentos aprovado
de US$ 109 bilhões, a Petrobras até agora não deu sinais de preocupação com a
entrada desse novo competidor no mercado. De qualquer forma, muita gente na
estatal lamenta que, por razões ideológicas motivadas por posições retrógradas
que só beneficiaram concorrentes, como a Guiana Francesa, a Guiana e a própria
Venezuela, a Petrobras tenha chegado tarde à exploração do petróleo na chamada
Foz do Amazonas. E que demore muitos anos para se beneficiar da riqueza que tem
no fundo do mar. Mas ninguém pode se esquecer de que parte dessa demora
acontecerá porque, ao mandar prender Maduro, Donald Trump desencadeou uma
situação que alterou o equilíbrio de forças no mundo.
Título e Texto: Nuno
Vasconcellos, O Dia, 11-1-2025

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