quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A falácia do imposto sobre o património dos «ricos»

Rui A.


O governo da geringonça vai criar um novo imposto sobre as «fortunas» imobiliárias. O que é que você julga que vê (e que o governo vai propagandear):

Maior Justiça fiscal, porque os mais ricos pagam mais;

Melhor distribuição de rendimentos, porque quem tem muito fica com um pouco menos e quem nada tem fica com alguma coisa;

Desenvolvimento do país, porque ter mais rendimento nos bolsos dos mais pobres e nos cofres do estado permite mais consumo, mais investimento público e o crescimento das empresas.

O que realmente acontece (e que todos sentiremos, a prazo curto ou médio, de uma forma ou de outra):

O imposto incidirá sobre bens imóveis de valores inflacionados pelas avaliações das finanças, sem qualquer correspondência com a realidade do mercado;

Se você quiser vender os seu imóveis ninguém lhos comprará, porque nem eles valem o que dizem as finanças, nem as pessoas estão para comprar bens que serão altamente tributados;

Os rendimentos assim colhidos não irão para o bolso dos pobres. Eles terão como destino o pagamento das medidas que sustentam os rentistas apoiantes deste governo (os sindicatos da função pública), os caprichos ideológicos de alguns ministros (a «gratuitidade» dos manuais escolares), o sector empresarial-ideológico do estado (RTP) e, claro está, os buracos da Caixa Geral de Depósitos, gerados com medidas verdadeiramente criminosas de anteriores governos;

Os proprietários ficarão cada vez com menos dinheiro e sem expectativas de realizar lucros com o seu património, pelo que terão de cuidar pior daquilo que é seu;

Assim, o património imobiliário urbano vai degradar-se e os terrenos agrícolas e florestais vão ficar por limpar;

Donde, os incêndios aumentarão e o estado vai ter de dispor de mais recursos para os combater. O país ficará mais pobre em recursos naturais;

Os investidores estrangeiros deslocarão os seus capitais e investimentos para países mais amigos do património e com estabilidade fiscal. Portugal terá menos capital, menos investidores, menos empresas e mais desemprego;

Com menos dinheiro, os portugueses investirão e consumirão menos. Agravar-se-á o estado da economia nacional, de acordo com os próprios postulados desenvolvimentistas do costismo;

Sem capital e com uma economia cada vez mais frágil, o estado terá que gastar mais para socorrer aos desempregados e em medidas assistenciais, com receita tendencialmente crescente. O défice das contas públicas agravar-se-á. A falência do estado e um próximo resgate serão inevitáveis. Centeno sabia do que falava.
Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias, 15-9-2016

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