quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Os gigantes, os nanicos e os medíocres

José Manuel  

A paraolimpíada, assim mesmo escrito e não como deliberaram os mágicos do comitê internacional, fato linguisticamente condenado pela maioria dos gramáticos, mas baseados em que no idioma inglês é paralympics, amputando assim uma palavra derivada de olimpíada e, acentuando para menos, com esta medida mais do que idiota, a condição de uma competição entre pessoas com algum tipo de deficiência física, o que é absolutamente condenável.

O pior é que essa globalização descarta a língua portuguesa exatamente no momento em que os jogos são realizados no maior país de idioma luso.

Como dizia, a paraolimpíada ora realizada no Rio de Janeiro nos faz não só vibrar, pois estamos presenciando a superação de verdadeiros gigantes do atletismo, mas acima de tudo refletir, baseados em medalhas, como os cinco primeiros países colocados, estão se portando e gerenciando com louvor a inclusão social de pessoas deficientes mostrando que todos são iguais, independente de suas condições físicas. São verdadeiramente gigantes em ação, superando marcas até oficialmente registradas nas olimpíadas recentes.

Ao contrário do que vemos nas arenas, os nanicos privados não conseguem entender o alcance social esportivo e nacional e, ao invés de transmitirem em suas redes de televisão privadas o esporte mundial preferem no lugar exibir programas ridículos de auditório, novelas e transmissões políticas.

Por sua vez os nanicos governamentais, não se impuseram a esta estupidez intelectual, não deliberando de cima para baixo, como deveria ser porque afinal são concessões governamentais.
Lamentavelmente ambos, nanicos.

Agora, a medalha de ouro em mediocridade internacional sem dúvida vai para um jornalista português de nome Joaquim Vieira [foto], da RTP, canal (público) de televisão portuguesa.


É de uma estupidez assombrosa e nos mostra que a nanicagem é mais contundente ainda, permitindo que uma besta destas vomite pérolas como estas por exemplo:

1º) "os jogos paralímpicos criam nos seus participantes a ideia de que podem ser campeões (ou como os campeões) olímpicos. Não podem. Lamento desiludir muita gente, mas só há um Usain Bolt e um Michael Phelps. Não existe o Usain Bolt nem o Michael Phelps dos paralímpicos. Por muito que alguns nos queiram convencer do contrário."

Pelo visto, este jornalista idiotizado não tem acompanhado com atenção as competições em que recordes estão sendo quebrados, inclusive os olímpicos por aqueles que segundo ele não podem ser atletas. E continua a sua verborragia:

2º) "A competição é um espetáculo grotesco e um número de circo."

Tais afirmações escritas, faladas e em redes sociais, precisam ser urgentemente rebatidas pelo governo de seu país, para que não venham a ser consideradas uma afronta ao ser humano, ao esporte e à sua cidadania.

Por enquanto, ainda esperamos uma justificativa do governo português e ao mesmo tempo vamos vendo como esse mesmo governo traduz a inclusão de seus semelhantes no esporte como um todo, para ou olímpico.

No momento e estamos já no meio da competição, Portugal ocupa o septuagésimo oitavo lugar com apenas duas medalhas.
Título e Texto: José Manuel - sou brasileiro e nasci em Portugal, 14-9-2016

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