sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trump e a guerra cultural

José António Rodrigues Carmo

Já disse várias vezes que não aprecio o estilo de Trump, nem algumas das medidas do seu programa como, por exemplo, o protecionismo económico.

Mas aprecio outras, como a cautela com a imigração islâmica, o levantar de algumas regulações excessivas e a simpatia para com Israel, em claro contraste com a triste herança de Obama.

Mas a guerra que lhe está a ser movida é impressionante.


A hostilidade e a agressividade são absolutamente inéditas. Violência fascista em campus universitários, impedindo a livre expressão de ideias por parte de conservadores , uma imprensa elitista e urbana que nem sequer disfarça que há muito deixou de se preocupar com a neutralidade e transformou algumas redacções (NYT, WP, etc) em comités de propaganda e incitamento à "resistência", uma candidata derrotada que se proclama líder da "resistência", litigância jurídica sistemática em tribunais "liberais" (isto é, nos quais a maioria dos juízes foi nomeada por presidentes "democratas"), obstrução contínua nas nomeações para a administração, filtragem sistemática de informações a partir da simpatizantes "democratas" na burocracia federal, etc.

É isto que nos chega cá, pelo trombone das nossas televisões cujos correspondentes nos EUA nem sequer disfarçam a hostilidade ao Trump e que, nas notícias que enviam, são de um facciosismo deplorável, com comentários, apartes jocosos, histórias sem contraditório, etc.

Não admira o "consenso" anti-Trump, que é visível mal se começa a trocar ideias sobre o que se passa na América. As pessoas apenas conhecem a versão "certa", a da fortíssima propaganda que lhes é martelada urbi et orbi, acompanhada por uma contínua dissecação do que o Trump terá dito, ou pensado, ou feito, ou pensado fazer, e que é SEMPRE, SEMPRE qualquer coisa muito má e muito feia. Até o Papa, que acamaradou alegremente com ditadores e torcionários como o Sr. Morales, o Sr. Castro e mais meia dúzia de comunistas e fascistas, não se exime de manifestar o maior desdém pelo Trump.

Há alguns números que explicam isto.
Há dias, no jantar dos correspondentes na Casa Branca, verificou-se que mais de 90% dos jornalistas acreditados eram simpatizantes ou declaradamente apoiantes do Partido Democrata.

Dos funcionários federais que deram dinheiro para as campanhas eleitorais, 95% apoiaram Hilary Clinton.

No Departamento de Estado (Negócios estrangeiros), foram 99%, e no Departamento de Justiça foram 97%.

Não admiram os "leaks" e o conluio com a imprensa.

Há uma guerra cultural em curso e a esquerda não olha a meios para a vencer. Desde a mentira à ilegalidade (passar informação interna para fora é crime), passando pela violência e a censura, vale tudo.

O campo de batalha desta guerra cultural é a opinião pública, e infelizmente o estilo do senhor Trump não ajuda nada.
Título e Texto: José António Rodrigues Carmo, Facebook, 19-5-2017

Relacionados:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-