sábado, 17 de outubro de 2020

[Diário de uma caminhada] Obscurantismo e ignorância acachapantes de Ana Gomes, Marisa Matias, Marcelo e «tutti quanti»


Gabriel Mithá Ribeiro 

Na idade média dominava o dogma do geocentrismo. Copérnico e Galileu vieram impor a custo o que, para eles, era a hipótese verificável: o heliocentrismo. Era a pequena terra que girava em torno do gigante sol, não o contrário. 

Séculos passados impôs-se um novo dogma, o minoria-centrismo. Assegura o dito que as maiorias brancas e heterossexuais do Ocidente, de matriz civilizacional judaico-cristã e greco-romana, atingirão a perfeição funcional quando girarem harmoniosamente em torno das minorias sociais, alienígenas e não só (ciganos, africanos, asiáticos, sul-americanos, islâmicos), dos seus valores, identidades, egoísmos, crenças, hábitos, atitudes, vícios, comportamentos, interesses, gostos, limitações, abusos. 

Contra a sábia academia, o quotidiano vivido pelas maiorias indígenas europeias faz crescer a certeza de nenhum sistema sobreviver dessa maneira, do sistema astronómico ao sistema social. Pelo contrário, têm de ser os menores a girarem em torno do maior, o maior a regular os menores, sob pena do sentido da vida se esfrangalhar. Essa é a regra da integração e da funcionalidade dos sistemas. O contrário conduz necessariamente à desintegração, à anomia, à perda de lógicas agregadoras, ao regresso ao caos.  

Só cabeças obscurantistas no seu medievalismo – como as de Ana Gomes, Marisa Matias, Marcelo Rebelo de Sousa e tutti quanti – revelam dificuldades em entender um princípio tão óbvio. Cabeças desse tipo podem exibir mil e um conhecimentos, mas porque o princípio dos seus raciocínios está errado, as consequências da sua ignorância prolixa são ainda mais profundas e nefastas. 

Próximos do desespero face a quem os tem governado, portugueses e europeus comuns vão reassumindo a sua fé no maioria-centrismo contra o minoria-centrismo. Nada mais prudente, avisado, democrático, justificável, inteligente. Basta terem saído à rua numa das capitais da Europa Ocidental nas décadas recentes para terem colhido evidências empíricas irrefutáveis. Isso se admitirmos, como Copérnico e Galileu, que a ciência e o conhecimento, do qualificado ao de senso comum, têm de se sustentar em evidências empíricas verificáveis contra meras crenças, dogmas, ideologias, determinações de comités centrais. 

Talvez suportados em visões colhidas nos supertelescópios esconsos dos seus observatórios subsidiados, os doutos cientistas sociais e compadres esquerdistas-progressistas amofinam-se com os compatriotas europeus brancos, heterossexuais, de matriz civilizacional judaico-cristã e greco-romana: Egoístas! Eurocêntricos! Ignorantes! Xenófobos! Racistas! Islamofóbicos! Homofóbicos! Fascistas! Populistas! Extrema-direita! 

Debaixo do sol não há nada novo. A atual dona da verdade, a academia progressista ocidental, volta a recusar Copérnico e Galileu. O tribunal do santo ofício esquerdista-progressista, a imprensa, mais o seguro de vida do regime, a classe política, encarregam-se do resto. 

Para humilhação de milhões de portugueses e de milhões e milhões de europeus, nem os mais iletrados dos africanos de África, dos asiáticos da Ásia ou dos islâmicos do Mundo Árabe acreditam hoje na intrujice do minoria-centrismo nas suas sociedades e, inteligentes, adoram-no nas sociedades dos outros, nas sociedades dos europeus. 

Caro concidadão, votar no único Candidato e no único Partido que, em Portugal, comprovam saber que é a pequena terra que gira em torno do gigante sol será livrar o país da atual casta elitista terceiro-republicana (pior que terceiro-mundista) cujo obscurantismo e ignorância são acachapantes. 

Título e Texto: Gabriel Mithá Ribeiro, 17-10-2020

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3 comentários:

  1. MB!
    Relevante artigo!
    Apesar de sua respeitável matiz, acadêmica, que nos exige uma maior intelecção, em prejuízo do prazer da leitura.
    Minha ignorância, me fez sentir como um indígena a quem é servido uma cuia com “strogonoff” de camarão.
    Sabe que é de comer, se sente na obrigação de comentar, provando ser aculturado,mas desconfortável, para defini-lo!
    É assim, como... uma posição política limitadora, excludente,
    e não digerível, por “africanos iletrados”, ou seus pares terceiro- mundistas!
    Resta saber se o camarão é branco e heterossexual!
    Em sendo, é fechar os olhos e engolir, sem permitir que as expressões faciais nos denunciem!

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  2. GABRIEL...
    Rosa de Luxemburgo já havia escrito e discursado sobre candidatos únicos em partidos únicos, e Hitler mandou matá-la.
    Quanto ao obscurantismo e ignorância, isso é próprio da religiosidade promíscua e dos governos religiosos fanáticos.
    Religiosidade promíscua é trivial no Brasil, cada brasileiro tem no mínimo três religiões.

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  3. O QUE SE ME DÁ, SE A POLÍTICA EM PORTUGAL É “APATRALHADA” ?
    A DO BRASIL É “APATRALHADA EM MEIA”!
    PAÍSES COMO O BRASIL E PORTUGAL, QUE FICAM EM SEGUNDA POSIÇÃO
    NOS ASSUNTOS DE IMPORT NCIA MUNDIAL,E QUE TEM RELEV NCIA APENAS MEDIANA ,NO CONTEXTO GERAL, SERÃO PERMANENTEMENTE “ENGOLIDOS IDEOLOGICAMENTE”.
    O FATO DE SEREM GOVERNADOS POR DIREITA OU ESQUERDA ,SEJAM ESTAS INDEPENDENTES OU SUBSERVIENTES, POUCO SE ME DÁ!
    LOGO ALI NA ESQUINA DOS 8 ANOS ,TUDO MUDA, O BANDIDO VIRA HERÓI!
    E O HERÓI SOBE AO CADAFALSO.
    A TEORIA HELIOCENTRISTA, POLITICAMENTE, INCENTIVA A SUBMISSÃO, DO POVO, A FALSOS E TEMPORÁRIOS, LÍDERES ,SERVIDORES DE IDEOLOGIAS ALIENÍGENAS,E QUE ‘PRIVILEGIAM’ O CAPITAL, SEUS SACERDOTES, OU A PSEUDO INTELECTUAIS.

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