terça-feira, 5 de maio de 2020

[Aparecido rasga o verbo] O Bêbado e a Equilibrista, Entre o Torresmo e a Moeda, nos deixa Dois Bombons E Uma Rosa. Só podia ser coisa de Blanc

Aparecido Raimundo de Souza

QUANDO MORRE MUITA gente famosa, costuma-se dizer, entre as celebridades, que a bruxa está solta. De fato. E está mesmo. Num só dia, senhoras e senhores, perdemos dois grandes nomes do cenário artístico nacional, e, igualmente internacional. O primeiro deles, o ator Flávio Migliaccio e, logo em seguida, o cantor e compositor ALDIR BLANC MENDES, ou simplesmente Aldir Blanc. 


O músico veio à óbito, vítima do covi-19. O artista nos deixa um legado de mais de 600 obras gravadas, a maioria em parceria com um punhado de (também) famosos, o principal deles, João Bosco.  Carioca da gema, veio ao mundo aos 2 de setembro de 1946. Em setembro próximo, completaria 74 anos. Uma de suas canções, que ficou mundialmente conhecida, se eternizou na voz maviosa e inconfundível da gaúcha Elis Regina. O Bêbado e a equilibrista.


Antes ele nos presenteou com Caça à Raposa, Vida Noturna, Canibaile, Lupicinia, Simples e Absurdo, O Mestre Sala dos Mares, De Frente pro Crime, Bala com Bala, Amigo é pra Essas Coisas, Agnus Sei, Me dá a penúltima, O Caçador de Esmeraldas, Cabaré e Comadre, e Dois Pra Lá, dois prá Ca.


Aldir Blanc não ficou preso só às músicas. Embrenhou-se nos caminhos da literatura. Publicou Rua dos Artistas e Arredores, Porta de Tinturaria, Brasil Passado a Sujo, Vila Isabel – Inventario de Infância e Um cara bacana na 19ª, entre outros. Inéditos, ficaram na gaveta, e essa informação nos chega em primeira mão, ficaram na gaveta e deveria sair ano que vem, O Bêbado e a Equilibrista, contando a história dessa canção e como ela surgiu e Recreio das meninas.

Com relação ao Recreio das meninas, além de três crônicas inéditas escritas antes de sua internação, no Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, o livro  traria uma coletânea de artigos publicados nos os jornais O Dia, O Estado de São Paulo e O Globo.

Aldir vivia solitário, se refugiou em seu cantinho particular, na Muda (um bairro calmo do Rio, colado à Tijuca) e praticamente vivia em reclusão quase total. Com certeza, o compositor deixará órfão uma legião infindável de pessoas que o admiravam.   Que Deus Pai, na sua infinita ternura, o receba em sua Glória e lhe conceda o descanso Eterno. Por aqui, ficamos tristes e enlutados com as Nossas Saudades.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha,  Espírito Santo. 5-5-2020

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