quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Com ágio de 231%, grupo espanhol leva Congonhas e mais 10 terminais em leilão de aeroportos

Célio Yano

O grupo espanhol Aena Desarollo International arrematou o bloco de 11 aeroportos que inclui Congonhas (SP) no leilão da 7ª rodada de concessões de terminais aéreos realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira (18).

Já responsável pela administração de seis aeroportos no Nordeste – Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PA), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PA) –, a empresa foi a única a apresentar proposta para o bloco, com lance de R$ 2,45 bilhões, um ágio de 231% em relação ao mínimo exigido de R$ 740,13 milhões.

Além de Congonhas, o grupo passará a administrar pelos próximos 30 anos os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Paraupebas (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Montes Claros (MG) e Uberaba (MG).

“Este é um dia muito especial para a Aena. Estamos muito felizes de estar aqui hoje”, disse a diretora da Aena, Marian Rublo, na cerimônia de batida de martelo.

O grupo espanhol Aena Desarollo International arrematou o bloco de 11 aeroportos que inclui Congonhas (SP) no leilão da 7ª rodada de concessões de terminais aéreos realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta quarta-feira (18).

Já responsável pela administração de seis aeroportos no Nordeste – Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PA), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PA) –, a empresa foi a única a apresentar proposta para o bloco, com lance de R$ 2,45 bilhões, um ágio de 231% em relação ao mínimo exigido de R$ 740,13 milhões.

Além de Congonhas, o grupo passará a administrar pelos próximos 30 anos os aeroportos de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Paraupebas (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Montes Claros (MG) e Uberaba (MG).

“Este é um dia muito especial para a Aena. Estamos muito felizes de estar aqui hoje”, disse a diretora da Aena, Marian Rublo, na cerimônia de batida de martelo.

O contrato, ainda a ser assinado, prevê um investimento total de R$ 5,8 bilhões no conjunto de terminais ao longo do período. A receita estimada ao longo da concessão é de R$ 11,6 bilhões.

XP leva Campo de Marte e Jacarepaguá

Ainda no leilão realizado nesta quarta pela Anac na sede da B3, em São Paulo, o fundo de investimentos XP Infra IV FIP-IE, gerido pela XP Asset Management, levou o bloco formado pelos aeroportos de Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ), voltados à aviação executiva.

Também único a manifestar interesse, o fundo arrematou o bloco com a oferta de R$ 141,4 milhões (ágio de 0,01%). O investimento que terá de fazer será de R$ 552 milhões. A receita estimada ao longo da concessão é de R$ 1,71 bilhão.

Trata-se da estreia do grupo XP na gestão de aeroportos. “A gente já vem investindo no setor através de dívida. Agora, finalmente, a gente consegue ser também parceiro operando aeroportos”, disse Túlio Azevedo Machado, head de infraestrutura da XP Asset.

“Nosso compromisso pelos próximos 30 anos é prestar, sem dúvidas, um serviço de qualidade, de eficiência operacional. A gente vai trazer bastante renda e geração de empregos com todos os investimentos que vamos fazer”, afirmou.

Bloco Norte II fica com consórcio brasileiro

Já o chamado bloco Norte II, formado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), foi disputado por duas empresas: a francesa Vinci Airports e o consórcio Novo Norte Aeroportos, formado pela pernambucana Dix Empreendimentos e a paulista Socicam.

Na disputa de lances por viva-voz, saiu vencedora a Novo Norte Aeroportos, que pagará R$ 125 milhões pela concessão (ágio de 119,78% em relação ao lance mínimo de R$ 56,87 milhões). O investimento previsto pelos 30 anos de contrato é de R$ 874 milhões nos dois terminais, e a receita estimada é de R$ 1,93 bilhão. 

“Ganhar dos europeus é difícil, mas neste ano de Copa do Mundo, dá até um ânimo maior para nós brasileiros”, brincou Vanderlei Galhiego, diretor de Novos Negócios da Socicam.

“Queria dizer para a população de Belém e de Macapá que podem ter certeza de que vão contar com uma ótima infraestrutura, com os melhores serviços que poderão ser fornecidos em um curto prazo de tempo neste novo contrato”, acrescentou.

Juntos, os 15 aeroportos leiloados nesta quarta responderam por 15,8% do fluxo de passageiros pagos no setor de transporte aéreo em 2019, o que equivale a mais de 30 milhões de embarques e desembarques, segundo dados da Anac.

Entre os investimentos obrigatórios para o vencedor de cada bloco, estão adequações na capacidade de processamento de passageiros e bagagens, incluindo terminais, estacionamentos e vias terrestres associadas.

Também são previstas adaptações de infraestrutura que habilitem os aeroportos a operar, no mínimo, com uma pista de aproximação de não precisão, sem restrição, nos períodos noturno e diurno.

“A gente fala muito de Congonhas, do valor da outorga, da joia da coroa, mas tem muito mais coisa por trás disso”, disse o diretor-presidente da Anac, Juliano Norman.

“Esses valores que estão aqui hoje vão para o Fundo Nacional de Aviação Civil e voltam para o setor na forma de investimento nos aeroportos regionais, apoiando aqueles que estão com os estados e municípios. Tudo dentro de uma grande estratégia para, de fato, levar infraestrutura para todos”, explicou.

Segundo ele, o Brasil tem hoje a segunda maior infraestrutura aeroportuária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.  “É o único país do mundo que pode se dar ao luxo de dizer que tem todos os maiores operadores globais de infraestrutura atuando aqui”, afirmou. Com a estreia da XP no setor, segundo ele, agora são 11 operadores de aeroportos concedidos no Brasil.

Com a realização da 7ª rodada de concessão, já são 59 aeroportos concedidos à iniciativa privada desde 2011. Desses, 49 foram entregues a partir de 2019.

Até o fim do ano, o Ministério da Infraestrutura espera garantir a contratação de pelo menos mais R$ 100 bilhões em concessões e arrendamentos de ativos de transportes.

Veja como ficou a distribuição dos aeroportos no leilão realizado nesta quarta:

Bloco Aviação Geral

Vencedor: XP Infra IV Fundo de Investimentos em Participações em Infraestrutura

Lance: R$ 141,4 milhões

Investimentos previstos: R$ 552 milhões

Receita estimada: R$ 1,71 bilhão 

Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo (SP)

Aeroporto de Jacarepaguá - Roberto Marinho, no Rio de Janeiro (RJ)

 

Bloco Norte II

Vencedor: Novo Norte Aeroportos

Lance: R$ 125 milhões

Investimentos previstos: R$ 874 milhões

Receita estimada: R$ 1,93 bilhão 

Aeroporto Internacional Val-de-Cans - Júlio Cezar Ribeiro, em Belém (PA)

Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá (AP)

 

Bloco SP/MS/PA/MG

Vencedor: Aena Desarollo International

Lance: R$ 2,45 bilhões

Investimentos previstos: R$ 5,8 bilhões

Receita estimada: R$ 11,6 bilhão 

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP)

Aeroporto de Campo Grande (MS)

Aeroporto de Corumbá (MS)

Aeroporto Internacional de Ponta Porã (MS)

Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (PA)

Aeroporto João Corrêa da Rocha, em Marabá (PA)

Aeroporto Carajás, em Parauapebas (PA)

Aeroporto de Altamira (PA)

Aeroporto Ten. Cel. Aviador César Bombonato, em Uberlândia (MG)

Aeroporto Mário Ribeiro, em Montes Claros (MG)

Aeroporto Mario de Almeida Franco, em Uberaba (MG)

Título e Texto: Célio Yano, Gazeta do Povo, 18-8-2022, 15h45

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