quarta-feira, 24 de junho de 2026

23-6-2026: Oeste sem filtro – Flávio dá nó tático em Lula e vai aos EUA defender Brasil do Tarifaço + Justiça americana autoriza a AGU a defender M

A Justiça da Flórida dá um passo decisivo e aceita o Brasil na ação movida pelo Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes.

Enquanto isso, o clima ferve no STF: Gilmar Mendes critica André Mendonça por "erro crasso", rejeita código de ética e Dino suspende a devolução de milhões da Camargo Corrêa aos cofres públicos.

Para completar o cenário de tensão, a Polícia Federal deflagra operação que mira o Banco Digimais, ligado a Edir Macedo, por fraudes semelhantes às do Banco Master.

Acompanhe a análise completa e sem filtros de todos os bastidores da política de hoje!

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Um comentário:


  1. Caso Moraes muda de fase nos EUA e expõe desgaste que o regime não controla

    O caso contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos mudou de fase, mas não no sentido simplista que muita gente tenta vender. A Justiça Federal da Flórida autorizou a AGU a fazer sua defesa, reconheceu o Brasil como interessado na causa e suspendeu o processo até a análise do pedido de extinção. As empresas terão prazo para reagir. Isso fortalece, sem dúvida, a tese de soberania invocada pelo governo brasileiro. Mas não apaga o ponto central.

    O ponto central é a anomalia.

    A ação é contra Moraes, pessoa física. Quem entra em campo para blindá-lo é o Estado brasileiro, com estrutura pública, dinheiro do contribuinte e o peso institucional da União. Na prática, o regime admite o que passou anos tentando negar: a conduta do ministro foi tratada como política de Estado. E isso, por si só, já torna o caso mais grave, não menos.

    Mesmo que a ação termine arquivada, o dano não desaparece. O simples fato de um ministro da mais alta corte brasileira ser alvo de uma ação pessoal numa corte americana já representa desgaste institucional raro. Não se trata apenas de um litígio técnico. Trata-se do comportamento de um integrante do Supremo atraindo atenção internacional pelos motivos errados.

    E esse episódio não está isolado. Itália, Espanha, Argentina e Estados Unidos, por caminhos diferentes, já produziram sinais de desconfiança em relação ao devido processo legal brasileiro em casos politicamente sensíveis. Quando isso acontece uma vez, ainda se pode falar em ruído. Quando começa a se repetir em tradições jurídicas distintas, o ruído vira um diagnóstico.

    O caso da Flórida importa mesmo que não produza vitória imediata para quem processa Moraes, porque o efeito real não está em anular ordens do Supremo dentro do Brasil. Está em outra coisa: pela primeira vez de forma mais visível, a conduta de Moraes começou a ser pesada num foro que ele não controla, sob uma régua que ele não escreve. O custo da censura, que por anos foi praticamente zero, começou a aparecer na conta.

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