segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

[Atualidade em xeque] A verdade, um olhar que incomoda

José Manuel

A primeira semana de 2017 está aí presente no nosso cotidiano para nos lembrar que o ano de 2016 e os anteriores, com todas as cargas extremamente negativas, vão demorar para terminar.

A dramaticidade em especial desta primeira semana passada não deixa mais dúvidas sobre o que é viver a atualidade brasileira.

Estamos reféns em todos os sentidos. Reféns do Estado político e criminoso, e se a dúvida ainda era tênue encoberta pelos escândalos sucessivos da politicalha, agora é a verdade inexorável de um país em decomposição social.

E pensar que tivemos vinte e um anos de aprendizado e pós-graduação, a maioridade, para que não chegássemos a este ponto, chega a causar náuseas, arrepios de saudade e arrependimento por ter algum dia censurado.

Nunca foi verdade que tivemos apenas um período militar, pós uma revolução militar. Isso foi e é uma grande mentira forjada pelas esquerdas socialista e comunista e por uma imprensa vendida a setores econômicos, amordaçada por interesses espúrios dos mais variados, muito acima dos interesses republicanos, aliada a uma nação empobrecida intelectualmente.

A contra revolução de 1964, cujo Congresso Nacional foi o protagonista, pois essa é mais pura verdade, foi implementada por verdadeiros patriotas civis e militares, que expurgaram antes que fosse tarde demais um desastre iminente e que quase se concretizou seriamente outra vez nos últimos dezesseis anos. Tanto isso é verdade, e sem hipocrisia temos que admitir de uma vez por todas que os vagabundos e criminosos traidores da pátria à época, que foram presos e expurgados, estão sendo novamente presos, após trinta e um anos em que se travestiram de Ministros, Presidentes, Governadores e toda uma falsa aparência de falácia democrática com que logo depois de 1984 através de movimentos como diretas já, se reapresentaram como salvadores da pátria.

O movimento político-militar no Brasil nunca promoveu algo parecido como a revolução americana ou a francesa. O movimento político-militar brasileiro nunca se igualou ao das republiquetas latino-americanas. Em nenhum momento, o movimento deixou de ser amparado pelos empresários, fazendeiros, as grandes corporações estrangeiras e mesmo a Igreja Católica dominante.

Após o seu afastamento em 1985 e até hoje os militares conservam uma imagem associada ao grande salto econômico entre 1970 e 1976 quando chegamos a ter o crescimento do PIB em 12% ao ano.

Aqueles que nunca fizeram nada, sabem, mas não dizem, que o nosso desenvolvimento à época foi extraordinário suplantando em muito os atuais chamados tigres asiáticos que hoje nos sufocam com as suas pujantes economias.

O que queriam os falsos patriotas de plantão? Que o regime momentâneo de exceção não castigasse exemplarmente assaltantes de bancos e quartéis, assassinos de soldados, sequestradores de aviões e guerrilheiros financiados por Cuba, Moscou e satélites?

Se não tivessem existido, elementar, não teria sido preciso um regime saneador.

Esse é exatamente o grande problema de hoje quando dentro de uma falsa ótica, na democracia equivocada, não se castigam adequadamente os infratores de todas as áreas, permitindo aberrações em nome de direitos humanos e liberdades incondicionais. O povo não está preparado intelectualmente para esse salto, obra e graça de falsos líderes e o controle adequado sobre diversos temas sociais se faz urgente. Não adianta repetir que as instituições estão funcionando. Faz-se necessário que exerçam o seu poder adequadamente restringindo e inibindo poderes paralelos.

O desastre evitado pela ação saneadora à época acabou acontecendo nos tempos atuais sob o manto de uma falsa democracia, com corrupção sistêmica, orientada e disposta a uma política de terra arrasada em favor de suas riquezas pessoais e a vontade explícita de se eternizarem no poder à similaridade dos regimes atrasados e totalitários, que como traidores, sempre defenderam.

Desde o final do império em 1889, até 1985, portanto em 96 anos, jamais o país tinha visto tanta ordem e progresso como diz a sua bandeira.

Foi o período mais progressista, em todos os setores, principalmente em grandes obras de infraestrutura que demandavam séculos de paralisia. Sem essas obras, hoje o país estaria asfixiado, e foi a época em que se construíram grandes hospitais e universidades, com ganho social e intelectual jamais visto.

O país até então dormia à sombra do coronelismo político e espasmos históricos, como a revolução de 1930 sem encontrar o seu caminho para o futuro. Era necessário dar um basta a anos de omissão, descaso e a uma opção sindicalista que se avizinhava, adversa ao seu futuro como nação. Queriam ontem, e querem hoje, fazer do nosso país uma republiqueta sindical comunista.

Naquele período de vinte e um anos, nunca no país, os cidadãos tiveram tanta segurança em seus direitos civis e tranquilidade para trabalhar. Só não os teve quem transgrediu, quem traiu a pátria. Na minha juventude e como estudante fui molestado seriamente por vagabundos da UNE, ali na praia do Flamengo onde estudava em escola nos arredores. Nunca fui molestado pelo regime vigente à época, porque trabalhava, estudava e não transgredia nem política, nem socialmente. Podíamos sair para nos divertirmos voltando para casa nas madrugadas festivas, sem que fôssemos sequer ameaçados.

E hoje em dia?

Estamos presos em nossas próprias casas, reféns da nossa própria existência pois o trabalhar, o sair, o passear, o se divertir tornou-se sinônimo de tragédia anunciada.

Muralha’ na Rua Rainha Guilhermina, no Leblon: no bairro, raros são os edifícios que estão livres dos gradis. Foto: Carlo Wrede/Agência O Dia

A República exige mais atitudes e menos conversa fiada.

É essa democracia que o país almeja? Estamos na fronteira da barbárie descontrolada e nem mais notícias sobre o Estado Islâmico nos assustam, pois decapitações à moda por aqui já são rotina.

Enquanto isso o laissez-faire econômico, político e social continua navegando pacificamente rumo a Miami, Paris e paraísos fiscais. Será que o cidadão quer mesmo consertar tudo isso que aí está?
Verificando as estatísticas do Banco Central à disposição para consulta, percebemos que não.
Título e Texto: José Manuel, precisam-se com urgência de Homens como os de 64, não precisam ser militares, mas patriotas acima de tudo. 9-1-2017

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4 comentários:

  1. Vamos colocar para sempre os pingos nos iis.
    Não dá para aturar mais essa cantilena, esquerdista sindicalista e amoral
    Se ainda houver alguma dúvida é só ler o excelente artigo de Francisco Lacombe, aqui mesmo nesta página em " artigos relacionados - A verdadeira história do regime militar no Brasil ".
    Chega de papagaiadas, chega de sindicalismos de ocasião, chega
    Que tal trabalhar ?

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  2. Sem falar o que os " coleguinhas " sindicalistas receberam como "anistiados políticos", mamata oferecida pelas hostes petistas "salvadores da pátria ". Eta país indecente.
    É indecente até para com a sua própria história.
    José manuel

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  3. Realmente, grandes verdades!
    É assim que o País se encontra!
    Um grande retrocesso Intelectual, uma enorme insegurança social, uma proliferação de vagabundos, como dissestes se "travestiram" de 1964 para cá, de Presidente, Governadores, de Artistas, Prefeitos, Políticos e muitos de Marginais mesmo, em todo o País!
    Se no Brasil não tivermos escolas com Período Integral, urgentemente, para a médio prazo, termos um desenvolvimento intelectual maior, muitos Presídios terão que ser construídos, alguns já são de necessidade imediata, e o custo deles é muito maior que Escolas Integrais.
    JM, muito bom texto!
    Abs,
    Heitor Volkart

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  4. É preciso que as pessoas (todos nós) se esforcem para aceitar os tempos atuais como reais e verídicos, e dar início a transformação a começar pelo próprio indivíduo.
    Os episódios passados já nos escaparam das mãos e do controle, exceto tudo aquilo vivenciado que permanece ainda na lembrança. Os “anos de chumbo” foram duros e cruéis para muitos, mas não para todos. Os que foram para debaixo da tempestade arriscaram-se a grandes inundações e fortes descargas elétricas sobre as cabeças. Um risco presumido. Há, contudo, os que estudaram, se divertiram, arranjaram emprego e seguiram seus caminhos sem participar de “lutas armadas” contra o “sistema”. Graças aos intrépidos militares, o Brasil não se transformou em uma república popular comunista.
    Mas aquela época vivida está longe de repetir-se nos dias de hoje. As forças armadas, pela Constituição, tem duas funções precípuas dentro do pais: defender a nação contra ataques externos e garantir o cumprimento da Constituição. Naquele tempo, o Brasil experimentava um outro modelo sócio- político; havia mais homens sérios no comando. Houve uma espécie de mudança de paradigma, e a ganância desenfreada por dinheiro, riquezas no exterior (uma vez que a taxação no Brasil é maior que em outros lugares) provocou o “status quo”, ainda que para isso o erário público fosse dilapidado, o povo ficasse à míngua e a economia do país rumasse “ladeira abaixo”. O bom exemplo demonstrado pelos pais aos filhos implica na boa formação de um cidadão voltado para o bem de si e da sua Pátria. Mas o que se presencia é exatamente o contrário. O esterco vem daqueles que deveriam demonstrar civismo, patriotismo e ética. O povo brasileiro miscigenado acredita ser inferior aos europeus e norte -americanos. É a síndrome do cachorro vira-latas. Temos grandes personalidades, destacados talentos e gente disposta a transformar o país em “primeiro mundo”. Somos evidência nos projetos de combate à AIDS e programas sociais contra a fome entre outros não menos importantes, por exemplo.
    Talvez se avance mais se acendermos uma vela, em vez de amaldiçoarmos a escuridão...

    Uma boa semana a todos.

    Sidnei Oliveira

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