segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz Ano Novo!


Perdoar a si mesmo

Nelson Teixeira

Aquele que não perdoa a si mesmo não consegue perdoar ao próximo.

A falta do perdão é um fardo muito pesado para se carregar. E o pior é que ninguém na face da Terra pode ajudar alguém a carregar esse fardo.

Quem não perdoa a si mesmo vive envolvido em sentimento de culpa. Sente remorso pelo erro cometido e vive alimentando esse sentimento que consome todo o seu ser.

É inútil ficar remoendo o que já passou. Temos que olhar para frente e prosseguir, procurando não cometer os mesmos erros.

Errar faz parte do aprendizado, mas não se perdoar é falta de amor por si. Para que tenhamos condições de perdoar e amar o próximo temos que começar por nós mesmos.

Quando nos entendemos como seres falíveis que somos passamos a encarar com maior compaixão os erros do outro. 

Aprenda a amar-se e a perdoar-se. Só assim será capaz de compreender o próximo e a perdoar.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 31-12-2018

Charada (710)

Quatro profissionais, Horácio, Pires,
Bernardo e Casimiro, reuniram-se
para discutir um novo projeto.
Analisando as relações de amizade
entre eles, descubra as profissões
de cada um e a participação
que terão no projeto:

a. Bernardo e o engenheiro não têm um bom relacionamento com o Horácio;
b. Casimiro é amigo do topógrafo;
c. Horácio não se relaciona bem com o arquiteto;
d. O paisagista é amigo do Pires e do topógrafo.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Qual a palavra do ano de 2018?

Na sua opinião (ou querer) qual foi a palavra do ano de 2018?

Responda nos comentários, por favor. 

Obrigado!

A sul algo de novo

Diogo Prates

Um povo que em nada beneficia com as constantes greves dos serviços públicos de transportes começa a perceber o logro do discurso do PCP. É o povo que também sabe comparar a Transtejo com a Fertagus.


Dia 9 de junho de 2016: “PS, BE, PCP PEV e PAN votam no parlamento a revogação dos diplomas do anterior governo que previam a fusão e reestruturação dos transportes coletivos de Lisboa. Segundo este diploma, fica estabelecida a autonomia jurídica do Metropolitano de Lisboa, da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa, cuja reestruturação tinha sido aprovada pelo governo de Pedro Passos Coelho”

Dia 29 de junho 2018: ”A CP é líder das queixas nos transportes registadas durante o ano passado. Só no livro de reclamações, a CP registou 3800 queixas, um “acréscimo acentuado no segundo semestre” face ao primeiro com mais 572 queixas, segundo a AMT”.

Dia 11 de dezembro de 2018: “A circulação de barcos entre Lisboa e o Seixal esteve suspensa devido a episódio de “rebelião” no terminal do Seixal. Um passageiro contou que chegou à estação fluvial do Seixal antes da 7h45, que o barco das 8h10 foi suprimido e quando chegou a embarcação das 8h30 já estavam pessoas de dois barcos no seu interior”.

É inegável, as reversões nos transportes públicos efetuadas por este governo, nunca é demais referi-lo, suportado no parlamento pelo PS, PCP, BE, PAN e Verdes, não contribuíram para melhorar o serviço prestado aos seus utentes, antes pelo contrário. As queixas com os serviços da CP, Metro, Soflusa e Transtejo aumentaram consideravelmente na mesma proporção da degradação do serviço.

Agora é com Bolsonaro

José Augusto Filho

Assombrado pelo imbróglio envolvendo seu filho, Jair Bolsonaro inicia mandato tendo que se esquivar dos obstáculos lançados no caminho pelos adversários para minar seu governo.

Em sua única visita ao Brasil, em 1994, a ex-primeira-ministra Margaret Thatcher [foto]justificou o epíteto de Dama de Ferro. Madame Thatcher, convicta da relevância do legado deixado para seu país e o mundo, cravou frases que marcaram sua célebre passagem pelo país: “Parece-me bem claro que o Brasil não teve ainda um bom governo, capaz de atuar com base em princípios, na defesa da liberdade, sob o império da lei e com uma administração profissional”, disse para uma seleta plateia de políticos e empresários em São Paulo.


Passados quase 25 anos, a governança do Estado brasileiro parece estacionada na mesma conjuntura trágica diagnosticada por Thatcher. Isso faz com que o grande desafio de Bolsonaro seja reestruturar o país, ao mesmo tempo em que administra a mais grave crise econômica da história. Em certa medida, situação similar àquela deixada pelos trabalhistas ingleses em 1979, quando assumiu o cargo de primeira-ministra: um país destroçado pela incompetência das mentes imprudentes socialistas.

Contudo, a depender dos adversários, Bolsonaro não terá vida fácil na presidência. Por si mesmo, recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento econômico e social depois da tragédia lulopetista requerer esforço redobrado. A sabotagem pelo estamento burocrático encastelado no poder visando manter privilégios alargou um pouco mais a missão de Bolsonaro. Num verdadeiro salve-se quem puder, muita casca de banana foi lançada no caminho para desestabilizar o futuro governo.

Velhacarias do Supremo Tribunal Federal (STF) foram tratadas no último artigo deste escrevinhador, publicado neste Observador. Como desgraça pouca é bobagem, vale registrar ainda que, na véspera do recesso do Judiciário, um ministro do STF liberou o reajuste dos salários dos servidores federais. A benevolência pressiona em R$ 4,7 bilhões o já deficitário orçamento da União. Contudo, o Legislativo e o Executivo não deixaram por menos, cada um deu sua contribuição, em favor dos interesses de seus membros e contra o Brasil.

No Congresso, uma série de bombas fiscais foram armadas. Uma clara demonstração de que o mandato popular se converte em extensão de negócios particulares de políticos mal-intencionados. Propostas aprovadas ou que avançaram no Legislativo somam um impacto de R$ 259 bilhões nos próximos quatro anos.

A maior obscenidade, no entanto, ficou por conta do próprio presidente da Câmara dos Deputados. No exercício da Presidência da República, durante viagem de Michel Temer, Rodrigo Maia aproveitou para acenar aos prefeitos, em busca de apoio para renovar seu mandato no comando da Casa. Numa canetada, sancionou um projeto que flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por outras palavras, o gesto tresloucado de Maia liberou de punição os municípios que passarem do limite com gasto de pessoal.

Portugal é uma notícia falsa


Alberto Gonçalves

Se, conforme proclama o Indicador Supremo da Felicidade, os portugueses gastaram mais dinheiro no Natal, não é virtude de Costa, mas defeito dos portugueses. E todos sabem que não nos restam muitos.

Foi a 1 de abril de 2017, salvo o erro, que recebi o telefonema do sujeito. Eu estava no aeroporto de Orlando, a ver uma pequena tempestade cancelar sucessivos voos para Nova Iorque, e conhecia o sujeito de nome. Dias antes, o sujeito chegara a diretor, sob ordens do diretor de facto, da revista para a qual eu escrevia há treze anos. O telefonema começou com cumprimentos efusivos e terminou, um minuto depois, com o meu afastamento da tal revista.

Por isto e por aquilo, não fiquei espantado, ou demasiado aborrecido. Além de ser escusado, não me ocorreu queixar-me, ou questionar o direito de empregadores, sejam proprietários ou capatazes, despacharem empregados, sejam avençados ou “fixos”. Apenas me ocorreu responder ao funcionário da Delta Airlines que, entretanto, me chamara e, finalmente, apanhar um avião. Houve nuvens negras durante toda a viagem, mas pairavam lá em baixo. Não voltei a pensar no sujeito, e só ocasionalmente voltei a pensar nas consequências do meu breve contato com ele. A vida, ou lá o que é, continua.

E continuou até 27 de dezembro de 2018, quando pela primeira vez o Facebook me mostrou a ligação para um artigo do sujeito, publicado nesse dia no site da referida revista. Segui a ligação. Li o artigo. Cito pedaços: “António Costa vai entrar em 2019 com condições políticas invejáveis. Pode ser um ano de sonho. Termina a legislatura com uma popularidade imbatível, pode ganhar as eleições com maioria absoluta ou, no cenário menos bom, escolher o parceiro que quiser para uma nova geringonça.”; “A economia permanece numa trajetória de recuperação e os portugueses, como se tem visto nesta quadra natalícia, andam tão felizes nas compras que não nutrem qualquer simpatia pelas profissões que protestam por via da greve”; “(…) a já lendária lucidez de António Costa (…)”. O artigo, cuja parte disponível citei quase na íntegra, não terminava aqui: o resto era reservado a assinantes, coisa que não sou. 

Sou, porém, um maluquinho por contemplar as figuras a que alguns se prestam para ganhar o pão de cada dia. Pelo que decidi procurar artigos anteriores do sujeito, que jamais lera. Valeu a pena, e vale a pena insistir nas citações: “António Costa vai acelerar para o seu grande objetivo que é ganhar com maioria absoluta. Por isso, fez uma operação de remodelação e gestão política quase perfeita.”; “Costa afinou a máquina e ela promete ser diabólica na corrida até à meta. Remodelou a tempo para ganhar a sério.”; “(…) o pragmatismo e instinto político de António Costa (…)”; “Os bons resultados da geringonça são de António Costa e do PS”; “A vida de António Costa está cada vez mais fácil. O primeiro-ministro é o pêndulo essencial da política de alianças governativas à esquerda e à direita (…)”; “O primeiro-ministro sabe que, acidentes de percurso à parte, (…) o vento sopra a seu favor. Os portugueses já acabaram 2017 com mais dinheiro no bolso – que bem se viu nas compras de Natal – e vão continuar esse efeito em 2018.”; “Costa cometeu uns erros, disse uns disparates!? É certo que não foi um exemplo de sensibilidade política e social, em certos momentos. Mas é o timoneiro, tem uma enorme popularidade e é reconhecido como o homem certo no lugar certo. Enquanto as contas andarem bem, ninguém o derruba do poleiro. (…) Nas contas, não há político mais realista do que ele…”. Etc. Etc. Etc.

[A coluna do Almir] Aposentados, como atrair bons fluidos para 2019

Almir Papalardo

Amigos aposentados que há vinte e um anos servem de cobaia para os governos centrais, compenetremo-nos! O momento é oportuno. Tudo indica que teremos obrigatoriamente uma Reforma da Previdência precisando de proteção divina! Limpemos então nossas mentes desse rancor que em nada nos ajuda, ao contrário, só emperra cada vez mais a nossa tão sonhada “Carta de Alforria". Esqueçamos a raiva que nutrimos contra os governos tucanos, petistas, peemedebistas e outros mais, literalmente contrários aos sagrados direitos previdenciários dos velhos e indefesos aposentados da iniciativa privada (RGPS).

Daqui a poucas horas o ano de 2018 estará se despedindo, dando passagem para o Ano Novo de 2019. E é justamente nesse momento da VIRADA, no tradicional e mágico “Réveillon”, que milhões de brasileiros unidos, esperançosos, contritos, vestindo indumentária branca, propícia para atrair bons fluídos e sorte pessoal, fazendo toda espécie de simpatia para conquistar graças e milagres, fazem orações fervorosas por um Novo Ano melhor, pedindo que Papai do Céu seja mais receptivo no atendimento das nossas súplicas.

Somos mais de nove milhões de aposentados impiedosamente perseguidos e massacrados. Unamo-nos com fé, solicitando que pelo menos um dos nossos três projetos que jazem nos fundos das gavetas da Câmara dos Deputados, seja finalmente discutido e votado. Ou, quem sabe?, na última hora inseridos nessa Reforma da Previdência tão propalada! Serão milhões de almas ao mesmo tempo fazendo o mesmo pedido e acima de tudo justo e procedente, assim, teremos chances de sermos ouvidos, até porque, nossos corações estarão livres de sentimentos negativos e raivosos, o que agrada a Deus. O aposentado precisa urgentemente da aprovação de um projeto favorável, antes que seja de vez pregado na cruz da maldade e insensatez política!!

Que os novos líderes partidários do governo e seus apoiadores regressem do recesso parlamentar em fevereiro, mais sensíveis, liberando os projetos do senador Paim, fazendo justiça à nossa débil categoria de brasileiros que está há muito tempo tendo os seus direitos negados e obstruídos.

“O Ronaldo pedia para comprarem 15 telemóveis e distribuía pelo staff"

Notícias Ao Minuto

Foto: Reuters

Kaká deu uma grande entrevistaà SporTV do Brasil, onde abordou vários temas relacionados com a sua carreira. O antigo craque brasileiro, Bola, de Ouro em 2007, falou da sua relação com Cristiano Ronaldo, José Mourinho e dos anos em que esteve no Real Madrid.

Relação com CR7: “Cristiano é um cara fora de série, realmente. No dia a dia, é um cara nota 10, super atencioso com todo mundo. Tem o jeito dele, que todos entendiam, dentro do balneário de atletas nós sabemos como é, essa vaidade, todos brincavam com ele. Mas é um cara dez. Nós íamos fazer pré-temporada em Los Angeles, ele pedia para alguém comprar 15 telemóveis e distribuía para o pessoal que trabalhava no clube. Coisas do dia a dia muito básicas, mas que ele demonstrava muito do ser humano que ele é. [...] Ele sempre me ajudou muito, sempre que podia nas entrevistas estava a ajudar-me, a incentivar-me. Os atletas lá viam o sacrifício que eu estava a fazer para poder jogar. Nunca tive problema com nenhum. Ao longo da minha carreira nunca tive problema com ninguém”.

Seja você

Nelson Teixeira

Há pessoas que não assumem aquilo que são verdadeiramente. Tentam ser aquilo que os outros esperam dela. Não mostram sua verdadeira essência. Vivem conforme os ditames daqueles com quem convivem. Tornam-se pessoas artificiais e muito infelizes.

Devemos ser o que somos, sentimos e pensamos. Não podemos nos esquecer de que somos individualidades criadas por Deus com características que pertencem só a nós mesmos. Não existe uma pessoa, um ser que seja exatamente igual ao outro.

Aceite ser quem você é e não o que desejam que você seja. Siga a sua intuição. Esse é o seu melhor guia.

Tenha a certeza de que os afins se atraem, logo, se você é uma pessoa do bem, pratica o bem, somente age com os outros como gostaria que agissem com você, enfim, se você age dentro dos ensinamentos de Jesus não há o que temer; não há o que temer tampouco ser diferente, porque os outros assim desejam.

Lembre-se da essência Divina que há dentro de cada um de nós. Deixe que ela se manifeste sempre!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 30-12-2018

[As danações de Carina] Bonecas

Carina Bratt


Hoje falarei das filhas “patricinhas” que não gostam de ajudar as suas respectivas mães em casa. Nem por reza braba ou que chova canivetes. As minhas amigas da redação (na hora do café quentinho, servido no refeitório), reclamam e com toda razão. Diria razão de sobra, para merecerem um “sabãozinho” de leve em suas queridas princesinhas. Vamos lá, sem magoar quem quer que seja!

Os relatos:
“Minha filhota tem vinte e um – diz Mariana do café. – Fica o dia inteiro ‘enquartada’, a luz acesa, o ventilador de teto ligado a toda velocidade, ouvindo música. Faça-me o favor. Cada tipo de música que se pudesse sairia correndo e não voltaria nunca mais”.

Pausa:
Antes de prosseguirmos, uma explicação necessária. Entendam aqui o termo ‘enquartada’ como metida ou entocada, ‘dentro de um quarto’.

Seguindo com as reclamações:
“A minha Lisandra” – entra na conversa a Mary da portaria e desabafa quase aos prantos – “só sai da toca para as necessidades fisiológicas ou para comer. Celular é o dia inteiro. Não sei que tanto assunto tem para ficar com as amigas de manhã à noite”.

“Recentemente saída de um estágio de quase dois anos que fazia numa grande empresa de celulose – segreda a Benedita da redação, a minha moça, agora, só quer saber de dormir. Se deixar dorme o dia inteiro e se duvidar, emenda com a noite. Come um monte de besteiras e quando resolve dar as caras, sequer arruma a cama. E tem a cachimônia de me chamar de rainha”.

Outra amiga, a Eloísa, da segurança, cria coragem e manda bala: “A minha menina, a Bárbara, tem dezesseis anos. Pra namorar é uma beleza. Vocês precisam ver. Uma beijação, uma agarração. O rapaz, por sua vez, da mesma idade que ela, não faz nada e quando não está lá em casa, jogando vídeo game no quarto dela, passa as tardes na rua soltando pipa ou andando pra lá e pra cá com uma gaiola na palma da mão. Às vezes me dá vontade de esmagar o passarinho com gaiola e tudo”.

A Cíntia, da limpeza, não deixa por menos. Abre o jogo. “Bebel não lava um copo. Dou um duro aqui nas dependências da revista, um duro dos diabos, vocês sabem disso. À noite, enfrento dois trens lotados. Chego em casa cansada, exausta, aos peidos. Procuro manter as contas em dia, o marido se escafedeu com outra e me deu um belo de um pé na bunda. A filha das unhas não lava a calcinha que acabou de trocar. Deixa no chão do banheiro, jogada. Se eu não catar, fica a semana inteira, chega a dar bicho. Não adianta bater boca. Cansei. Meus conselhos devem entrar por um buraco do ouvido e saírem pelo olho do cu". Cíntia pede desculpas pelos palavrões e todas nós aceitamos numa boa.

Charada (709)

Um gato persegue um rato,
que, inicialmente, tem a
vantagem de 35 dos seus
saltos. Por cada salto
que o gato dá em direção
ao rato, o rato dá 5 saltos.
Considerando que os saltos
do gato são três vezes maiores
do que os saltos do rato,
quantos saltos deve dar o
gato para alcançar o rato?

sábado, 29 de dezembro de 2018

[Discos pedidos] Mireille Mathieu

Não serei conivente

José Gomes Ferreira

Estarão os principais dirigentes políticos a conduzir o país a um novo precipício? Quando as condições externas apertarem, a conjuntura interna se degradar e os portugueses perceberem que os verdadeiros problemas se agravaram, poderá não haver tempo nem condições para voltar atrás. Por mim, não estou de acordo com as atuais opções dos principais dirigentes políticos nacionais.


Não posso concordar com decisões da elite política portuguesa que, no limite, farão reverter as medidas tomadas nos anos difíceis com o objetivo de recuperar a confiança dos investidores internacionais e o pleno acesso de Portugal aos mercados financeiros.

Quando o Presidente da República veta o decreto-lei do Governo que limita a 2 anos, 9 meses e 18 dias a contagem do tempo de congelamento da progressão nas carreiras dos professores e obriga o Governo a negociar novamente, o que está a querer dizer ao país?

Que o tempo de contagem tem de ser maior, senão o veto não faria qualquer sentido. Mas se o tempo de contagem tem de ser maior, então qual é o limite? Os próprios sindicatos já o disseram, não há limite, querem todo o tempo que durou o congelamento.

Mário Nogueira nunca cedeu nem um dia dessa contagem, mostrando que não quer negociar coisa nenhuma, mas Marcelo Rebelo de Sousa obriga o ministro da Educação a chamá-lo para negociar…pondo a ridículo a posição do Estado empregador.

As contas estão feitas, o impacto da exigência dos sindicatos no orçamento do Estado vai ser de 635 milhões de euros por ano.

Mas se assim vai ser, então porque não começar também a exigir a devolução dos cortes de salários da função pública desde 1 de janeiro de 2011, decididos por José Sócrates em 29 de setembro de 2010?

E os trabalhadores do setor privado, porque não começam a exigir os cortes de salários que direta ou indiretamente suportaram durante os anos da crise e que ainda hoje muitos continuam a suportar porque perderam os empregos e tiveram de procurar outros mais mal pagos?

Acreditar no Pai Natal

João Pereira Coutinho

Parece que existe um consenso de que o populismo vem a caminho. São as aventuras “fora do sistema” de que fala Marcelo.
É a extrema-direita de que fala toda a gente, como se a dita cuja tivesse uma real existência. Não tem.
O que espanta é que as condições típicas para a emergência do populismo (ainda) não aterraram no quintal

A CRISE FINANCEIRA atirou Portugal para o tapete. Mas, ao contrário do que aconteceu noutras paragens, a crise não atirou os portugueses para os braços de partidos populistas, extremistas ou nacionalistas. Haverá quem discorde. E trate logo de acusar o Bloco (e o PCP) de representar esse papel de protesto e ruptura. Não creio – e por três razões. Primeira: durante a crise, as esquerdas limitaram-se a reclamar “direitos adquiridos”, não a reinventar uma nova ordem política ou social. Enquanto o Syriza incendiava Atenas, o Bloco e o PCP lutavam pelo subsídio de férias.

Segunda: nas eleições de 2015, nem o Bloco, nem o PCP tiveram a sorte grande nas urnas. A vitória, ainda que temporária, caiu no colo dos partidos da austeridade.

Por último, não é possível ser, ao mesmo tempo, um partido de protesto e um partido de governo, exceto na cabeça alucinada dos camaradas. E hoje?

Hoje, parece que existe um estranho consenso de que o populismo vem a caminho. São as aventuras “fora do sistema” de que fala Marcelo. É o “mau cheiro” de que fala Ferro Rodrigues. É a “extrema-direita” de que fala toda a gente, como se a dita cuja tivesse uma real existência entre nós.

[Aparecido rasga o verbo] ELE

Aparecido Raimundo de Souza

Para todos os meus leitores e amigos e, em especial, à família “Cão que fuma”.

Tinha (apesar nos olhos meigos e abonançados) um brilho diferente, uma claridade que parecia cegar a quem o fitasse por muito tempo. Naquele rosto de plácida complacência, a vida se apresentava de uma forma bastante acentuada. Talvez fosse a sua personalidade marcante, ou o seu modo de ser e de agir que faziam da sua comparência figural, um encanto único e abrangente, um enfeitiço único e jamais sentido.

A todos —, como a mim —, em particular, essa criatura benevolente e nobre, me envolveu com uma esfuziante simpatia. Uma afeição caridosa que se espalhou, de imediato, por todo o resto do corpo. Era como se a ternura tivesse saído de seu habitat natural e, naquela figura repleta e primada de mansuetude e brandura, erigido a sua morada perpétua.

Ao falar usava no timbre da voz uma tranquilidade inebriante, sopesada, uma calma colossal que encerrava e transmitia uma segurança ímpar vinda do céu. Só podia ser do céu. Seus gestos meticulosos, finos e educados, cativavam o mais profundo dos corações.

Meu primeiro contato com Ele aconteceu exatamente algumas horas antes de se comemorar a ceia oficial de natal - e só esse encontro bastou para lhe dedicar uma atenção maior – além de perceber a benignidade da sua fausta e suntuosa fascinação e supremacia. Até então, perfeito idiota, eu me considerava um sujeito vil e infame. Um cara de concepção mesquinha e perversa. Minha vida tinha sido escura, triste e melancólica. Na verdade, por viver na carne esse abatimento consternado, passava por sérios embaraços e dificuldades.

Meus caminhos (a contar de passos longínquos) sofriam funestos de enfurecimentos e agonias, desgraças e incertezas. O negror das nuvens da infelicidade parecia não querer se afastar de sobre a minha cabeça. Entretanto, algo mudou em mim. Alguma coisa me transformou a partir daquela proximidade.

Da minha conexão direta com Ele. Sem intermediários.  Sem meios termos. Um juvenil alento tomou conta da minha alma. Na verdade, minha consistência inteira se desprendeu de uma carga muito pesada e enfadonha. Parecia que um encosto maléfico me sobrecarregava os costados. De repente, como num passe de mágica fiquei flexivo, leve, dobradiço e meneável.

Projeto de Bolsonaro prevê leiloar Congonhas e Santos Dumont em 2022

Aeroportos em São Paulo e no Rio, considerados as joias da coroa da Infraero, devem ser privatizados em blocos que vão incluir também terminais de outros Estados

Lu Aiko Otta

BRASÍLIA - Joias da coroa da Infraero, os aeroportos de Congonhas e Santos Dumontdevem ser leiloados no primeiro trimestre de 2022, para contratos de concessão de 30 anos, segundo a programação feita pela equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro. Serão os últimos a sair da administração da Infraero que, ao final do processo, será extinta, como antecipou ao “Estado” o futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Com a entrega dos aeroportos à iniciativa privada e a permissão para que empresas aéreas brasileiras tenham até 100% de capital estrangeiro – prevista numa medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer no último dia 13 –, o futuro governo pretende “revolucionar” o mercado de serviços aéreos no Brasil, afirmou o futuro secretário de Aviação Civil, Ronei Glanzmann.

O governo Bolsonaro quer oferecer ao mercado 44 aeroportos que, juntos, mobilizarão investimentos estimados em R$ 8,7 bilhões ao longo dos 30 anos do contrato de concessão. Não estão nessa conta os 12 aeroportos no Norte, Nordeste e Centro-oeste cujo leilão já está marcado para o dia 15 de março de 2019. A expectativa é que haja muitos grupos interessados.

As concessões de Congonhas e Santos Dumont foram cogitadas pelo governo Temer, que igualmente pretendia acabar com a Infraero. Os planos, porém, foram abandonados por pressões políticas. Funcionários da empresa e o PR, partido que domina a estrutura do Ministério dos Transportes, foram contra.

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
“A modelagem brasileira de concessão de aeroportos está sendo considerada a melhor do mercado”, disse o futuro secretário, que hoje já cuida do processo de concessão de aeroportos como diretor de Políticas Regulatórias da Secretaria de Aviação Civil. Ele conta que a equipe brasileira foi “assediada” por investidores no Global Airport Development, o maior evento de concessões de aeroporto do mundo, realizado em novembro, na Alemanha.

O tempo

Nelson Teixeira               

Não queira viver fora do tempo. Ele passa rapidamente. O que ficou para trás não volta e o que vem pela frente é incerto.

O tempo certo é o momento presente.  O tempo presente é o mais importante para nós. Aproveitemos as oportunidades que aparecem para nós no presente.

Há pessoas que no presente vivem no passado e aquelas que se esquecem de viver o dia de hoje pensando somente no futuro.

O tempo certo para nos modificarmos, nos melhorarmos, praticarmos o bem e sermos felizes é agora, ou seja, o presente.

Passado não volta nem há como mudá-lo. O futuro, ah o futuro… nem temos a certeza de que o teremos. Só Deus sabe o que a vida nos reserva. Portanto viva hoje, agora!!!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 29-12-2018

Charada (708)

Qual é o
próximo
número
da seguinte
sequência?

5, 11, 19, 29, 41, ...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O meu cabrito

Rafael Marques de Morais

Em vésperas do Natal, recebi um presente especial – um cabrito – acompanhado de um enorme saco de batatas. Inferi logo tratar-se de uma sugestão para a ceia natalícia: caldeirada de cabrito.


Sou vegano. De repente, coube-me a responsabilidade de decidir sobre a vida e a morte deste cabrito, proveniente de Malanje. Tinha as quatro patas amarradas pela mesma corda, que lhe passava pelo pescoço, ao ponto de lhe causarem feridas. Estava tão assustado.

Por alguma razão inexplicável, sempre pensei em ter um cabrito como animal de estimação. Este tem o tamanho ideal. Mas a sorte do cabrito tornou-se o meu dilema.

O pequeno animal é de uma voracidade insaciável. Está sempre a comer. Onde o amarrei, no quintal, já se foi todo o verde. Em casa, por incúria minha, são poucas as plantas. E agora, o cabrito a quem concedi a liberdade de circular à vontade quer comê-las todas. Tenho-o alimentado com bananas verdes, e até as batatas que serviriam para o prato em que ele seria o ingrediente principal foram parar ao seu bucho.

Depois há o problema das caganitas e do cheiro. O Dédé sugeriu castrá-lo, para reduzir o mau cheiro. Não faço a mínima ideia se esta é uma sugestão científica ou um mito popular. O Dédé parece ser o único amigo, na presença do cabrito, a vê-lo como um animal de estimação e a procurar uma solução que o salve.

Um pastor amigo explicou-me, depois, que o cabrito exala um odor pungente como forma de atrair fêmeas. Ou seja, quanto mais malcheiroso, mais sexy se torna o macho. Parece ser esta a tese. Entretanto, observou os chifres do cabrito e disse-me que era já velho, sugerindo uma forma de tornar a sua carne mais suculenta: eu devia queimar-lhe o pelo, e em seguida cozê-lo ou assá-lo com a pele. “Tem mais gosto assim.” Manifestei o meu desânimo. Então, o bom pastor ofereceu a quinta do seu pai como santuário para o meu cabrito.

Mal tive tempo de pensar no assunto, porque os meus amáveis conterrâneos entretiveram-me com uma prolongada discussão filosófica sobre o papel das oferendas na cultura dos Njingas, em Malanje, e as fabulações sobre o cabrito.

PT comunica que não participará da posse de Bolsonaro

o antagonista

O PT divulgou em seu site uma nota oficial, assinada por Paulo Pimenta, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann [foto], para comunicar que o partido não participará da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro como presidente da República no dia 1º de janeiro, em Brasília.


Os petistas alegam “que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”.

Leia este trecho, se tiver estômago:

“O devido respeito à Constituição também torna obrigatórios a denúncia e o protesto contra as ameaças do futuro governo de destruir por completo a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil. Da mesma forma denunciamos o aprofundamento das políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas.

O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios.

O ódio do presidente eleito contra o PT, os movimentos populares e o ex-presidente Lula é expressão de um projeto que, tomando de assalto as instituições, pretende impor um Estado policial e rasgar as conquistas históricas do povo brasileiro.

Não compactuamos com discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. E não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política. Por tudo isso, as bancadas do PT não estarão presentes à cerimônia de posse do novo presidente no Congresso Nacional. (…)”

Ninguém dará falta. É o velho caso da ausência que preenche uma lacuna.
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 28-12-2018

[Versos de través] A magia do Réveillon

Almir Papalardo


Mais alguns dias a expectativa de vida renova. É espetáculo na Terra.
O Ano Velho se extingue. O ANO NOVO prometendo mais luz já se anuncia.
2018 cabisbaixo se despede, nada mais oferece, para ele tudo se encerra!
2019 nascendo, promete melhor qualidade de vida, com mais cidadania.

A Terra revigorada jura a seus habitantes mais amor e prosperidade.
Mais saúde, melhor bem-estar com vivência mais tranquila e  amena.
Um ANO mais razoável, menos violento e entre nações, só felicidade.
A aura do Planeta ficará mais leve e abençoada! Deus assim ordena!

Na VIRADA, estrondosa queima de fogos! Espetáculo há muito ansiado!
Fogos de artifício com pirotecnia clareia à noite para encanto do povo!
Braços estendidos, mãos apertadas, boas vindas 2019, sejas louvado!

ANO NOVO é festa da humanidade! É da Margarida, é do Isaac, é do Eron...
A viva voz todos entoam os segundos para seu nascimento! Eis o Réveillon!
Num único tom com beijos e abraços todos bradam:  Um FELIZ ANO NOVO!

Que o ANO NOVO de 2019 nos dê 365 dias de paz, amor, segurança, saúde, confiança e todas as demais necessidades de que o Brasil precisa para enxugar suas lágrimas! A nação há muito chora golpeada pela trama sorrateira da maioria dos nossos traidores, golpistas e oportunistas políticos, que esmagam aposentados!

Para todos os brasileiros deste imenso país que ainda "Dorme em Berço Esplêndido, mas prontinho para despertar, "UM FELIZ, APAZIGUADO E PRÓSPERO ANO NOVO".
Almir Papalardo, 28-12-2018

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[Aparecido rasga o verbo] De novo, o doce veneno do escorpião

Aparecido Raimundo de Souza


SÃO PEDRO ORDENA A UM DE SEUS ANJOS (aliás, o mais bonito de toda a falange, pertencente à linhagem da Segunda tríade, esta trinca composta pelos príncipes da corte celestial), que vá até o prédio (uma construção moderna, com várias salas, ar condicionado, água gelada, cafezinho e televisão, erigida à entrada principal do paraíso), receber as novatas que acabaram de chegar da terra. Estas almas estão no que o Pai Maior batizou com o nome de Centro de Triagem. Neste espaço as criaturas que morreram recentemente estão à espera para a entrevista temerosa – e, a partir dela, serem aceitas junto ao Eterno, ou recambiadas para as profundezas de Lúcifer.

O galã saradão e queimado de sol (assim, grudadinho com Jesus Cristo, filho do homem), adentra no recinto e se senta pomposo, num trono quase todo encoberto por nuvens brancas como flocos de neve. Ao lado esquerdo dele, se posta Sara, uma querubina sumariamente vestida deixando entrever, por debaixo de um baby-doll transparente, um sutiã recheado com seios fartos e uma calcinha minúscula, cobrindo uma maçã adocicadamente perfumada e saborosa.

O sutiã e a calcinha (é bom deixar explicado) são azuis. A beldade traz nas mãos uma caneta e várias folhas de papéis presas numa prancheta cor de rosa. Algumas destas folhas são pretas e as outras, em igual número de páginas, vermelhas. Quem tiver o nome gravado nas folhas vermelhas, estará a salvo. Gozará da bem-aventurança. Contudo, a infeliz que for grafada nas pretas, descerá diretamente para as profundezas. A prestimosa traz, ainda, uma pequena arca toda trabalhada em madeira de lei, repleta de chaves. Deposita todo este conjunto de bugigangas sobre uma mesa redonda também à esquerda do sólio. Após este pequeno ritual, faz um sinal com o indicador para que a cabeça da fila se levante e dê um passo à frente.

Antes que a primeira mulher apontada abra a boca, o charmoso se adianta e cumprimenta a todas:
- Bom dia, amadas. Sejam bem-vindas. Meu nome é Michel sem o Teló claro, e esta aqui ao meu lado é Sara a Prometida. Não sei a quem, mas não importa. Passemos ao que, de fato, viemos fazer aqui.  Serei breve. Atenção. Apenas duas perguntas. A seguir, ditarei a sentença e Sara entregará a chave correspondente a cada uma de vocês, rumo à eternidade, ou não. Muito bem. Posto isto, você aí, que acabou de se levantar. Como é seu nome e o que a senhorita fazia na terra?
- Bom dia. Meu nome é Wanda. Era vendedora de sapatos num shopping.
Imediatamente o anjo emite uma ordem a Sara que é atendida de pronto:
- Dê a ela a chave da fábrica de sapatos.

Irritação

Nelson Teixeira

A irritação é um sentimento que prejudica a quem o sente e acaba por contaminar aqueles que estiverem ao redor.

É um sentimento perigoso, porque a irritação pode gerar outros sentimentos negativos, como a raiva e o ódio.

Uma pequena irritação no trânsito pode levar a uma tragédia, se uma das partes não mantiver a calma e a paciência.  Portanto, não dê asas à irritação. Respire fundo e encha-se de calma.

Tenha a certeza de que só terá a ganhar com isso. 

Manter a calma constantemente nos ajuda a evitarmos situações difíceis e complicadas na vida, bem como o remorso e o arrependimento posteriormente.

Pensemos nisso!
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 28-12-2018

Charada (707)

Se dezembro
só tiver
quatro
domingos,
o dia de Natal
não poderá ser:

a. Quarta-feira;
b. Quinta-feira;
c. Sexta-feira;
d. Sábado;
e. Domingo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

[Viagens, Produtos e Serviços] Uber Eats

Experimentei e gostei. Do serviço. Quanto ao restaurante, sabe cumeéquié, o hamburgão chega parecendo “mistura urbana de carne sintética amassada com massa suburbana que se diz pão”. Não é culpa do entregador, é de quem encomenda, well...

Reconheço que não é fácil embalar comida para viagem; o restaurante que me serviu não sabe.

Me lembro de dois restaurantes no Rio de Janeiro: La Mole e um restaurante de comida chinesa que não lembro o nome. Ambos perfeitos nas entregas em domicílio. Do La Mole o filet au poivre chegava inteirinho.

Ops! Estou divagando, pois que o escopo deste apontamento não é o de escrever sobre um restaurante, mas sobre um serviço. Do qual gostei. Chegou para ficar – e continuar!

Os dois restaurantes que citei acima tinham (não sei se ainda têm) um grupo de entregadores exclusivos. Passo pelo “Bibi Sucos”, na Olegário Maciel, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, mais ou menos pelas 18h40, vejo umas vinte caixas “Bibi Sucos” esperando a azáfama que irá começar dentro de mais uns minutos... Com o Uber Eats, o “Bibi Sucos” não mais precisará de entregadores exclusivos, deu para entender?

E quem fala em “Bibi Sucos”, fala do La Mole, Telepizza, Domino’s Pizza, Gambrinus, Tavares, etc...

Mais uma inovação deste belo mundo – capitalista, por supuesto. A serviço dos consumidores, que são cidadãos.

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Os “coletes-amarelos” convocam para os sábados de janeiro


Na página do Evento, no Facebook, o Movimento Coletes Amarelos Portugal está convocando manifestações para o próximo dia 5 de janeiro e para os sábados seguintes: dia 12, 19 e 26.

Os protestos estão marcados para as 10h e terão como palco, em Lisboa, a zona do Marquês de Pombal; no Porto, a Avenida dos Aliados; em Faro, a Avenida 5 de Outubro; em Viseu, na Praça da República e, em Vila Real, a Avenida Carvalho Araújo. Na lista surgem outras cidades, mas ainda sem local detalhado.


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O dia em que Costa se engasgou com a austeridade

José Manuel Fernandes

De repente Costa omitiu a palavra-fetiche: austeridade. E até descobriu que passámos "anos difíceis". É um sinal de que o blá-blá-blá da "reposição de rendimentos" se tornou a bomba-relógio da geringonça.

Entre um filhó e um cálice de vinho do Porto, é possível que alguns portugueses até se tenham engasgado. Ora ali estava ele, em pose quase humilde, a falar dos seus sucessos – poderia lá deixar de fazê-lo? –, mas ao mesmo tempo a alertar para o risco das ilusões. O ano passado, por causa da tragédia dos incêndios, também tivera de se apresentar pelo Natal sem a habitual arrogância, pelo que a novidade da sua modéstia não era coisa de monta, algumas das frases que se iam ouvindo até eram quase iguais, nada parecia justificar que se interrompesse a refeição.

Até que António Costa deixou cair um sibilino sinal de mudança de discurso:
Como? “Anos difíceis?” Então onde foi parar a austeridade? Continua? Ou afinal nunca existiu?
O primeiro-ministro não é dado a grandes inovações retóricas – bem pelo contrário, é mais comum ser enfadonho na repetição do mesmo cassete – e há quatro anos que lhe ouvíamos o mantra do “virar a página da austeridade”. Fazer a agulha para “anos difíceis”, uma fórmula muitas vezes preferida pelos que tiveram de aguentar o barco quando os tempos eram mesmo tempestuosos – esses tais “anos difíceis” –, é uma inflexão que trai um estado de espírito pois a humildade não é só pose, é também alguma inquietação.

Creio que António Costa, como de resto todos nós, não acreditou que a geringonça durasse toda a legislatura. Se tivesse acreditado tinha sido mais prudente e menos inventivo nos orçamentos que fez os seus parceiros aprovar. É que se à primeira qualquer cai, à segunda só cai quem quer, à terceira quem insiste e à quarta só mesmo quem não tem alternativa – e foi isso que se passou com estes sucessivos Orçamentos do Estado que, de acordo com a avaliação do Conselho de Finanças Públicas, se revelaram documentos mais fictícios do que reais (eu chamar-lhes-ia mesmo mentirosos), já que os deputados aprovavam uma coisa no Parlamento e depois o Governo executava outra, com gigantesco sacrifício do investimento e dos serviços públicos.

Durante algum tempo foi possível ir disfarçando, e repetindo ad nauseum o slogan de que se tinha “virado a página da austeridade”, só que a verdade vem sempre ao de cima e, conforme foi ficando mais difícil dizer que todas as culpas eram do governo anterior, as demissões em cadeia nos hospitais do SNS, a degradação dos serviços ferroviários, a diminuição da ação social escolar, até a diminuição do investimento em ciência, só para dar alguns exemplos, foram tornando evidente o que alguns teimosos andavam a dizer desde o início. Por um lado, a recuperação econômica que houve não serviu para aliviar a carga fiscal, antes pelo contrário, pois esta nunca foi tão elevada – os portugueses pagam hoje é mais impostos indiretos e menos impostos diretos, o que cria a ilusão do “devolução de rendimentos” e nos deixa um sorriso amarelo nos lábios quando ouvimos o primeiro-ministro a alertar para que não nos iludamos com os números.

O presente de Natal do BE e do Público

Vasco Mina

O jornal Público e o BE optaram por um presente diferente neste Natal: a Eutanásia. Sim, a edição de 24 de Dezembro tem como um dos subtítulos: “BE faz da eutanásia um compromisso para as legislativas”. Nas páginas interiores uma longa entrevista com José Manuel Pureza, deputado do BE e um dos principais defensores da legislação em favor da despenalização desta prática.

No jornalismo e na política nada acontece por acaso ou, no caso, por distração de data. Assim, colocar esta entrevista, na capa do jornal, na véspera de Natal, é uma opção editorial e ideológica.

Também não deixa de ser relevante que o referido deputado não tenha sido confrontado com a opinião do Papa Francisco sobre a eutanásia; não, não foi uma distração, mas sim uma opção conveniente quer para a opinião do referido deputado quer para a opção editorial do jornal pois assim não assumiram uma rota de colisão com aquilo que o Papa defende; tal confronto não seria conveniente quer para os leitores mais distraídos quer para o desejado apoio eleitoral em ano de eleições.