sexta-feira, 11 de outubro de 2019

[Atualidade em xeque] Encíclica da loucura

Adriano Nunes da Costa

Sendo os três poderes autônomos, mas parte indivisível da União, chegamos à conclusão que: A União, em fatídico momento, faltou com a Varig.

Depois de muito convencimento, a União se convenceu que a União havia faltado em seu papel de União para com a Varig, e aceitou levar adiante um processo em que a União culpava a União pela sua (auto?) irresponsabilidade.

Depois de muitas idas e vindas, a União julgou contra a União, dizendo que a mora da União na resolução da questão Aerus estava prejudicando diretamente os impetrantes do processo.

Tutela cedida! Até o momento que a União decidiu que a União estava errada em ceder o dinheiro que previamente a União havia antecipado aos pleiteados pelo processo, por considerar que a União se precipitou em achar que a União estava errada.

Ou seja, a União achou errado que a União estivesse certa em achar que União em algum momento errou com os participantes do Aerus envolvidos nesse caso – além de considerar que a União já havia quitado aquilo que a União devia aos participantes por erro da própria União (conforme, vale lembrar, comprovado anteriormente pela União; mas agora, ignorado pela União).

Tutela sustada. Uma vez feito isso, a União prensou a União contra parede – como raios a União poderia achar que estava correta em acreditar que União estivesse errada nesse momento, do pagamento das tutelas? Quando a União já tinha admitido, antes, que estava correta em acreditar que a União havia errado para com o Aerus anteriormente?

União volta novamente a impetrar que não, a União estava novamente errada em achar que a União já tinha cumprido seu dever de pagar pelos erros que a União cometeu quando achou que a União estava correta, mesmo tendo sido refutada posteriormente pela própria União sobre esse respeito.

10 de outubro de 2019. A União, após reconhecer que a União errou em suspender a tutela – que havia sido dada depois que a União reconheceu que a União errou em demorar tanto com um processo em que já estava claro, para a própria União, que a União estava correta no atual presente em achar que a União errou no passado –  e impetrar que a União voltasse a pagar aquilo que a União havia dito que a União não deveria mais pagar...

Faz um vídeo dizendo que a União, agora, estava errada em achar que a União deveria continuar pagando aquilo que a União achou procedente que a União continuasse a pagar, certa de que estava - essa sim! - errada a União quando achou-se no direito de gerar o imbróglio no qual meteu Varig, TransBrasil et caterva.

E ainda pede consulta popular para respaldar seu ponto de vista.

Kafka e Borges, mesmo juntos, jamais chegariam aos pés do Brasil em qualquer quesito.
Título e Texto: Adriano Nunes da Costa, 11-10-2019

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