quinta-feira, 11 de junho de 2020

“Parem de nos tratar como animais ou bandidos”, pediu chefe do sindicato de policiais de Nova Iorque

O desabafo foi feito durante uma entrevista coletiva em que Mike O’Meara lamentou a forma como a imprensa e  políticos estão tratando a corporação depois da morte de George Floyd

Branca Nunes



“Parem de nos tratar como animais ou bandidos e comecem a nos tratar com respeito”, pediu Mike O’Meara, chefe do sindicato de policiais de Nova Iorque. “Nós fomos deixados de lado nessa narrativa. Nos transformaram em vilões. É nojento”.

O desabafo foi feito durante uma entrevista coletiva em que O’Meara lamentou a forma como a imprensa e muitos políticos estão tratando a corporação depois da morte do segurança George Floyd, assassinado de maneira cruel por um policial de Minneapolis. Depois do crime, alguns prefeitos anunciaram planos para cortar recursos de seus departamentos, que seriam transferidos para programas sociais e de combate ao racismo.

“Ninguém fala sobre todos os policiais que foram mortos na última semana nos Estados Unidos. E foram muitos”, afirmou O’Meara. Ao lembrar da morte de Floyd, ele disse que a corporação não aceitava aquilo. “Nós rejeitamos totalmente”, disse. “O que ele (o assassino) fez é nojento. Isso não é o que nós policiais fazemos. Eu tenho orgulho em ser policial e eu continuarei tendo orgulho até o dia da minha aposentadoria”.

No Brasil, criminalizar toda a corporação pela atitude individual de determinados policiais também é comum. Nos protestos da chamada “esquerda”, são frequentes palavras de ordem que pedem o fim da PM. Nos atos “anti-fascismo” dos últimos fins de semana, por exemplo, era possível ler cartazes com os dizeres “o diabo veste farda”.


Manifestantes protestam na noite da terça-feira, 2, nas imediações da Casa Branca, em Washington, contra a morte do afro-americano George Floyd, que foi abordado e morto por um policial branco em Minneapolis, na semana passada. Em coletiva de imprensa na noite de segunda-feira, Donald Trump deu um ultimato aos governadores e disse que poderá fazer uso das forças militares federais para conter os protestos, caso as autoridades estaduais não consigam contê-los. Foto: Steven Ramaherison/THENEWS2/Estadão Conteúdo
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Título e Texto: Branca Nunes, revista Oeste, 11-6-2020, 17h50

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