segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Copa do Mundo, hora de cair na real



Fernando Gabeira
Numa das raras incursões pelo futebol, afirmei aqui que o jogo Santos e Barcelona seria um importante, embora não único, parâmetro para avalisar nossa situação internacional.
Mostrava alguns indícios de que a hegemonia no futebol tinha nos abandonado. Um deles era a análise das partidas da seleção brasileira, derrotada pelos grandes européias, França e Alemanha.
O outro era a trajetória do Universidad de Chile que acaba de se tornar campeão da Copa Sul-Americana. Esse time derrotou os brasileiros com muita facilidade e, no caso do Flamengo, aplicou uma goleada à Barcelona, no Rio de Janeiro.
O Vasco da Gama, um dos candidatos ao titulo, conseguiu um empate aqui e, em Santiago, perdeu de dois a zero.
O teste com o Barcelona não era o único porque uma partida não é tudo. Mas daria uma ideia do estágio do futebol brasileiro, que hoje vive das glórias do passado e muito, muito mesmo, marketing. Marketing de clubes, jogadores e até da própria CBF.
Faltam dois anos e meio para a Copa do Mundo. Estamos gastando muito dinheiro na suposição de que teremos uma grande performance, talvez conquistemos o título.
O dinheiro, já se viu, está sendo gasto de forma muito generosa: o aluguel de uma cadeira no espetáculo do sorteio custou o preço de uma cadeira nova.
Era hora de começar um debate sobre o futebol brasileiro. O campeonato foi muito emocionante não tanto pela qualidade, mas sim pelo equilíbrio de forças.
Campeonatos com equilíbrio de força são emocionantes até na Finlândia. O problema é a qualidade que se perdeu, com a modernização do futebol.
Ter ou não ter centro avante é uma questão. Ter ou não ter um time de qualidade, que, através da entrega dos seus jogadores, está presente em todos os cantos do campo é outra questão.
Com a revelação da mediocridade do futebol brasileiro, quem sabe diminua a tolerância com a corrupção nas gigantescas obras da Copa?
Título, Imagem e Texto: Fernando Gabeira, 19-12-2011

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