quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma aventura no Mosteiro (de Alcobaça)


Mosteiro de Alcobaça, 29-12-2011, foto: JP
Em Alcobaça, a algumas centenas de metros da famosa real abadia, vai ser escavado um furo de 4 mil metros para encontrar combustíveis fósseis
Sónia Sapage
O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, uma obra gótica iniciada no século XII pelos monges de Cister, poderá assistir, nos próximos 50 dias, à maior descoberta da sua história: uma reserva de combustíveis fósseis que se estima ter entre cinco e seis milhões de metros cúbicos de gás natural ou mesmo petróleo. Há meses que a empresa canadiana Mohave Oil & Gas Corporation anda no terreno, entre Alcobaça e Torres Vedras. Em fevereiro de 2012, foi delineada uma área de segurança de 500 metros em torno do edifício que é Património da Humanidade, segundo a UNESCO. Em março, foram feitas análises sísmicas ao solo para estudar a existência de gás ou de petróleo. Entretanto, a câmara aprovou a realização de um furo e de trabalhos prospetivos com a duração de 50 dias. É o que vai acontecer no início da próxima semana – os terrenos foram previamente preparados para receberem as máquinas e a plataforma de exploração de gás natural, na Quinta do Telheiro, junto à Via de Cintura Interna de Alcobaça. “O fato de existir um relatório técnico que refere haver condições, consistência geológica, para se avançar com os trabalhos, e um aval da Proteção Civil quanto à segurança, deixa a autarquia com mais confiança”, assumiu o presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, na terça-feira, dia 28. As perfurações podem chegar aos 4 mil metros de profundidade, após o que se poderá verificar se existe gás natural e/ou petróleo. “Nesta fase de exploração, o contributo indireto para a economia local é de cerca de um milhão de euros (alojamento, restauração, subempreitadas), sendo que o investimento da Mohave ronda os 5,5 milhões de euros”, acrescentou o edil.
Quanto aos postos de trabalho, eles serão preenchidos por técnicos e outros funcionários de várias nacionalidades, como portugueses, alemães, brasileiros ou romenos. Antes de outubro não deverá haver novidades sobre o conteúdo da reserva que se pensa estar neste subsolo.
Título e Texto: Sónia Sapage, revista Visão, nº 1017, de 30-8 a 05-9-2012

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