sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Japoneses e muçulmanos

Otacílio Guimarães
Os japoneses não têm nenhuma posição com relação aos muçulmanos ou qualquer outro tipo de idiota do gênero. Eles têm um país pequeno, complicado pois formado por muitas ilhas, uma cultura milenar e um comportamento moldado por esta cultura e pelo sofrimento provocado por seu militarismo que culminou na 2ª guerra mundial e nos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, além de ser um país super populoso, por isto não abrem as portas para a imigração estrangeira. Aliás, para um estrangeiro viver no Japão tem que ser possuidor de uma cultura muito avançada e de uma capacidade de compreensão invulgar, coisas que os árabes não têm. Afinal, trata-se de um país que conserva e preserva sua cultura milenar e tradições que remontam à época dos samurais sem entretanto abrir mão da modernidade. O Japão tem hoje uma da melhores indústrias do planeta em diversas áreas, como a automobilística, a indústria naval, siderúrgica, química, mecânica, de informática, ótica e vários outros setores que dependem de tecnologia de ponta. Os japoneses investem muito em educação e pesquisa e possuem várias universidades colocadas entre as melhores do mundo. 

Apesar disso e de sua riqueza, o povo japonês é muito simples e conserva uma filosofia de vida baseada no respeito ao próximo e à natureza, pois entendem que são filhos da natureza. Em função disso, é um povo muito educado e leva a vida com uma impressionante serenidade e alegria natural. As piores crises no Japão são enfrentadas com estoicismo, coragem e serenidade, como bem demonstrou os terremotos e o tsunami que os atingiu há dois anos atrás. Apesar de toda aquela destruição, um ano depois estava tudo recuperado, menos a usina atômica que será fechada.
Não se trata, portanto, de um povo preconceituoso e muito menos fanático. É apenas um dos povos mais civilizados do planeta. O grande problema do Japão foi o militarismo herdado da época samurai e que prevaleceu por cem anos mas que hoje está plenamente superado.

Você sabe que a necessidade gera a excelência. Como o Japão é um país pobre em recursos naturais, aprendeu a aproveitar tudo nos mínimos detalhes. Lá não se desperdiça nada, nem o lixo. E os políticos ganham menos do que os operários de fábricas como a Mitisubishi ou Honda. Política no Japão não é encarada como profissão, mas sim, como vocação e missão. Eles não têm vastas extenções de terras cultiváveis, por isto desenvolveram a melhor tecnologia de produção agrícola do planeta. 

Eu já estive no Japão em três ocasiões e vou passar o mês de janeiro lá, em férias. Gosto muito de sua gente, de sua cultura, sua excelente culinária, considero Tokyo tão magnífica quanto New York, e a única coisa com o que não me familiarizei foi com o seu idioma, que é muito complicado. Mas, felizmente, quase todos os japoneses falam inglês. Outra coisa que me fascinou no Japão: lá não existem ladrões. Os poucos que tentaram fazer carreira, estão na cadeia.
Veja este vídeo sobre o Japão:
Grande abraço,
Otacílio Guimarães

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