sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Casos de covid-19 batem recorde na França

Número permaneceu acima da marca recorde de 18 mil casos pelo 2º dia 

Benoit Van Overstraeten

Foto: Charles Platiau/Reuters

As novas infecções diárias por covid-19 na França permaneceram acima da marca recorde de 18 mil pelo segundo dia consecutivo nessa quinta-feira (8). O número de pessoas doentes sendo tratadas em hospitais também aumentou. 

Os números foram divulgados pouco antes de o ministro da Saúde do país, Olivier Veran, anunciar, em entrevista coletiva, novas restrições para conter a doença. 

Os hospitais da região de Paris entraram em situação de emergência, cancelando os feriados da equipe e adiando operações não essenciais, uma vez que os pacientes com o novo coronavírus representavam quase metade de todos os pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs). 

Veran anunciou que as cidades de Lyon, Lille, Grenoble e Saint-Etienne ficarão em alerta máximo para a covid-19, nível alcançado por Paris e Marselha, a partir de sábado (10), o que desencadeará novas medidas para conter a circulação do novo coronavírus nessas cidades. 

Ele disse que a situação em Toulouse e Montpellier também é preocupante e que essas cidades também podem ir para o alerta máximo a partir de segunda (12). Dijon e Clermont-Ferrand podem ir para um nível maior de alerta a partir de sábado, acrescentou. "Infelizmente, a situação na França continua a deteriorar".

O número de pessoas internadas com a doença na França atingiu seu maior patamar em três meses, de 7.624, um salto de 88 casos em 24 horas. Esse total ainda é menor do que o pico de 14 de abril, de 32.292, mas está acima da mínima de 29 de agosto, de 4.530. 

Havia mais 11 pacientes em UTIs com a doença, totalizando 1.427, uma contagem quase quatro vezes maior do que a mínima de 31 de julho, de 371. 

O número de pessoas que morreram de covid-19 na França aumentou em 76, número superior à média móvel de sete dias, de 73, e que agora totaliza 32.521 óbitos. 

Título e Texto: Benoit Van Overstraeten, Reuters, via Agência Brasil, 9-10-2020, 8h04

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Um comentário:

  1. Importante lembrar que na França – que não é uma Federação de Estados – a responsabilidade de administrar/contra-atacar o vírus chinês é do governo central, que fica em Paris e cujos representantes (e responsáveis) são o presidente da República, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro.

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