Manuel Cândido Pimentel
As coisas familiares tornaram-se estranhas. Perderam o nome. Quero crer que existe um deus das flores a que oro,que encha de mistério as coisas,
um deus que te receba algures…
e digo para mim baixinho que é o deus da criação…
o que brinca nos prados
… o deus das margaridas…
Imponderável, ele veio no meu sétimo dia da Paixão,
desceu da copa das árvores num raio de sol fugitivo
e entrou pelas vidraças da nossa casa.
Embebi-me na luz…
Senhor das rosas e outras flores, eu creio!
Manuel Cândido Pimentel, Casa da Calçada, 8-1-2024
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