Renato Santos
Eleito pelo povo grego para
travar a austeridade que varre o país, pelo menos, há cinco anos, Alexis
Tsipras acaba de rasgar a confiança que lhe foi dada.
Quase todas as promessas
caíram por terra. Os gregos terão de suportar mais oito mil milhões de
austeridade para receberem já 7,2 mil milhões de euros, mais 10,9 mil milhões
destinados à recapitalização da banca e ainda 35 mil milhões de fundos do plano
Juncker.
Este é o valor do sabre
japonês oferecido pelos credores para que Tsipras convença o seu governo de que
mais austeridade até é bom. Uma lição para a oposição em Portugal, em
particular para o PS, que vende a ideia de que a austeridade vai terminar com a
mudança de Governo. Já Passos Coelho nunca se deve esquecer que a Grécia faz
parte do maravilhoso mundo do euro.
Bruxelas apoia acordo com a
Grécia - até circula no corredores uma reestruturação de dívida no futuro -,
mas o sonho do Syriza pára ao fim de cinco meses e o ‘haraquiri' (suicídio de
honra) de Tsipras coloca-o como líder do governo a prazo. A confiança ficou na
lâmina do sabre.
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