domingo, 2 de maio de 2021

Mais um prédio é invadido em Copacabana

As invasões a imóveis se intensificaram após uma decisão do STF que proíbe a remoção dos ocupantes ilegais e até mesmo despejos por falta de pagamento no Rio de Janeiro. O prédio, que tem uma história trágica, está ocupado por moradores de rua, e uma ação de reintegração de posse já estaria em curso

Diário do Rio

DIÁRIO DO RIO tem sido voz solitária na luta contra as gangues de invasores de imóveis que vêm atuando nas zonas Sul, Norte e Centro da Cidade. Com pretextos tão diversos quanto “movimentos por moradia”, “direitos LGBTQ” ou mesmo a exploração de comércio no local ou a depredação para venda de ferragens, gradis, madeiras nobres e louças sanitárias, a verdade é que a invasão de imóveis no Rio de Janeiro virou uma indústria, como diversos casos que noticiamos aqui. Agora, a invasão ocorreu em plena Avenida Copacabana.

O velho prédio em estilo art déco, de número 911, entre as ruas Barão de Ipanema e Bolívar, foi invadido por um grupo de moradores de rua. O prédio fica localizado ao lado do Burger King, e está fechado há muitos anos. Segundo informações obtidas no Fórum do Rio de Janeiro, o imóvel seria objeto de uma disputa judicial entre herdeiros do empresário Wagih Murad, assassinado anos atrás pela chamada “viúva negra”. Fontes do mercado imobiliário dizem que o predinho estaria também à venda por 14 milhões de reais, valor considerado muito alto para o momento atual.

Segundo informações dadas pela Sociedade Amigos de Copacabana, os proprietários já teriam ingressado com ação possessória para retomar o imóvel, que aparenta estar em mau estado de conservação, dos invasores. A entidade afirma também que notificou a prefeitura do ocorrido, temendo consequências ruins até para os invasores, face ao estado do imóvel.

As invasões a imóveis não param, e às vezes são muito lucrativas“, disse ao DIÁRIO o gerente da Sergio Castro Imóveis, Adriano Nascimento. “Os casos se multiplicam, e por vezes os invasores ganham valores vultosos até mesmo alugando o imóvel invadido, como fizeram com o prédio da antiga Hermes Macedo, na Avenida Brasil, onde mais de 20 pequenas lojinhas dizem pagar aluguéis a chefes da invasão”.

As invasões no Rio de Janeiro se intensificaram após a polêmica decisão do STF que proibiu as reintegrações de posse no Rio de Janeiro, durante a pandemia, conforme noticiamos aqui.

Título, Imagem e Texto: Redação, Diário do Rio, 1-5-2021

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