Mário Florentino, 26-9-2021
domingo, 26 de setembro de 2021
[Observatório de Benfica] Apresentação
Insécurité et immigration : les liaisons dangereuses
D’après toutes les enquêtes d’opinion, et ce depuis au moins 1945, les Français ont tendance à considérer que les immigrés commettent davantage d’actes délictueux que le reste de la population. Connu pour ne pas pratiquer la langue de bois, le criminologue Xavier Raufer nous aide à démêler le vrai du faux à ce sujet.
D'abord, permettez-moi de
noter que vous ne faites sans doute allusion ici qu’aux infractions de voie
publique. Aucun des actes délictueux auxquels on pense quand on parle
d’immigration ne concerne les autres domaines de l'illicite que sont par
exemple les fraudes financières ou les atteintes à l'environnement. Ensuite,
j’attire votre attention sur le fait que les immigrés sont, à l'origine du
moins, pour la plupart d’entre eux des hommes jeunes venus « vendre leur force
de travail ». On trouve rarement dans de telles aventures, forcément durables
et pénibles, de vieilles dames ou des femmes enceintes. Or, la criminalité de
voie publique est bien sûr principalement le fait d'hommes jeunes. Chez ces
migrants économiques, à distinguer donc des familles qui fuient une guerre ou
un cataclysme, les jeunes mâles sont surreprésentés par rapport à la population
locale, dont la pyramide des âges, elle, est complète. Quelle que soit
l'origine de ces migrants, la proportion de malfaiteurs potentiels en son sein
est donc mathématiquementsupérieure à celle de la population
autochtone comparable, comprise entre bébés et vieillards.
Voyez les Irlandais à New
York : leur première génération se comporta de façon si agitée qu'aujourd'hui
encore, la camionnette de police (« panier à salade » à Paris) y a toujours
pour surnom argotique Paddy Wagon(en français : « fourgon des
Irlandais »). Idem pour les juifs ou les Italiens dans la mafia new-yorkaise
des années 1930, qui se sont assagis dès la deuxième génération. Le problème,
en France, c’est que ça ne se calme pas, du fait d'incessantes vagues
migratoires peu ou pas intégrées.
Enfin, je remarque que tout
phénomène massif, mais incompréhensible à première vue, « s’explique » d'abord
socialement en mode conspiratif. Du XVIIIe au XIXe siècle, l'économie villageoise devient nationale puis
internationale ? Complots juifs ou francs-maçons ! Attentat du 11
Septembre ? Complot de la CIA ou du Mossad ! Et cetera.
Vos contempteurs vous
accusent régulièrement d’être le père du concept d’ensauvagement. Est-ce le
cas ?
Le sociologisme est à la
sociologie ce que l'islamisme est à l'islam : dans les deux cas, d'ignares
fanatiques maudissent leurs contradicteurs, faute de pouvoir convaincre.
Évitant les termes emphatiques, j'ai parlé une seule fois d'ensauvagement dans
la préface du superbe France, orange mécanique de Laurent
Obertone (éd. Ring, 2013), qui fit exploser le réel criminel à la face de la
bienséance médiatique. Or bien sûr, le terme avait déjà servi. Dès 1950, dans
son Discours sur le colonialisme, Aimé Césaire dénonçait
« l'ensauvagement de l'Europe » ; en 2005, la politologue Thérèse Delpech
publiait L’Ensauvagement : le retour de la barbarie au XXIesiècle (éd.
Grasset). Creusons plus
profond. La décennie 1970 révèle la passion gauchiste pour ce « sauvage », cet « ensauvagement »
sans cesse invoqué. En 1970, Bernard Kouchner signe avec Michel-Antoine
Burnier La France sauvage sur les violences politico-sociales
dans la France post-1968. À l'époque, Jean-Paul Sartre dirige chez Gallimard la
collection La France sauvage, qui publie dix-sept ouvrages anars-maoïstes.
Pauvres sociologues-gauchistes : ils ignorent même leur propre histoire.
Est-ce un invariant anthropologique que de
considérer l’étranger comme un potentiel facteur de troubles au sein d’une
société d’accueil ?
La xénophobie est un réflexe universel, que seule l'éducation réduit et corrige. Pour la France de 2021, que l'essentiel de la criminalité de voie publique soit le fait d'étrangers, ou d'individus d'origine « extra-européenne » aggrave plutôt les choses. Ce n'est pas moi qui le dis, mais le ministère de l'Intérieur. En 2020, deux rapports (police et gendarmerie) sur le crime organisé en France énumèrent tous les groupes criminels à l'œuvre chez nous : excepté les bandits corses de Marseille, sur 400 pages de texte environ, plus un Français d'origine dans les listes ! C'est si criant que ces deux rapports ont été mis en « diffusion restreinte », sans doute pour ne pas alarmer le bon peuple. Mais bien sûr, ces informations nous parviennent quand même…
A genealogia do fanatismo
João Maurício Brás
Cioran, num admirável texto, A genealogia do fanatismo, explica o que sucede quando animamos as nossas ideias com os nossos delírios e estas se transformam em crenças que têm de se concretizar no tempo. Desse modo, surgem as ideologias e as doutrinas e se consumam as farsas sangrentas. As tentativas de realizar o céu na terra têm centenas de milhões de mortes no seu currículo.
Os piores episódios da nossa
história, excetuando as catástrofes nacionais e as epidemias e pestes
incontroláveis, são o resultado de ideias para salvar o homem. “[...] forcas,
masmorras e condenados só prosperam à sombra de uma fé, - dessa necessidade de
crer que infestou o espírito para sempre. O diabo empalidece comparado a quem dispõe
de uma verdade, de sua verdade.
Somos injustos com os Neros e
com os Tibérios: eles não inventaram o conceito de herético: foram
apenas os sonhadores degenerados que se divertiam com os massacres. Os
verdadeiros criminosos são os que estabelecem uma ortodoxia no plano religioso
ou político, os que distinguem entre o fiel e o cismático”.
Cada época com os seus
salvadores apresenta-se sempre como a solução final, a derradeira palavra, o
viático para a salvação, neste caso na terra. Estes salvadores não perdoam a
rejeição das suas verdades e das suas excitações.
A eventual intransigência de
um inquisidor dominicano não é menor do que a de uma ativista feminista do
século XXI, ou de um movimento antirracista, de um vegan ou de um defensor dos
animais.
A salvação desceu do céu para a terra e secularizou-se. As utopias caracterizam-se sempre como distopias, o assustador admirável mundo novo cega ao século XXI com um potencial científico e tecnológico único, o que torna tudo mais aterrador. Autores como Michel Houellebecq, George Orwell, Aldous Huxley, H. G. Wells, Yevgeny Zamyatin, ou J. G. Ballard traçam retratos factuais deste tempo.
[As danações de Carina] Um pouco da história do tango
Carina Bratt
Aliás, minhas amigas e leitoras, é bom
que se deixe esclarecido, o tango é originário de uma cidadezinha conhecida
como Rio da Prata e se tornou quase uma doença (doença, aqui, no bom sentido)
em pleno século XIX, na voz de seu maior intérprete, Carlos Gardel. Gardel, no
início do século vinte, viajou por toda a Europa fazendo com que esse ritmo se
espalhasse e explodisse, notadamente em toda a eterna Buenos Aires e
Montevidéu. Para o restante do mundo, em pouco tempo, criou uma multidão
infindável de adeptos que aderiram e se curvaram aos seus encantos e prazeres.
Os trejeitos que compõem a dança são
seguidos de compassos e cadências considerados os mais belos e charmosos. Nada
mais gostoso e adorável, vermos um sem número de pares percorrendo os espaços
de um canto a outro, ao som mavioso de uma dessas melodias tão cheias de
atrativos e pura sedução. Todas nós, nos acostumamos a chamar esse fascínio de:
‘tango argentino’. Procede, a bem de esclarecimento, que foi, de fato, lá na
Argentina, que ele se firmou, e, com o passar dos anos, se aperfeiçoou e se
notabilizou. Desde então, houve uma metamorfose inexplicável. ‘La Cimparsita’ é
uma peça, vamos colocar assim, composta por Gerardo Rodriguez, que não
envelhece, não perde a cor nem o viço, não caduca, apesar do tempo de
existência.
Em Buenos Aires, surgiu uma avalanche de compositores e cantores como Carlos Gardel que chegou até mim através de meus pais (que tinham todos os seus álbuns) que me deram o prazer de conhecer esse cantor-músico e suas canções maravilhosas em pleno glamour de sua carreira. Carreira, por sinal, vitoriosa que, infelizmente, veio a ser interrompida em face de um desastre de avião até nossos dias considerado inexplicável. Carlos Gardel nasceu em 11 de dezembro de 1890, em Toulouse, na França e nos deixou em 24 de junho de 1935, aos 44 anos, em Medellín, na Colômbia, depois de uma turnê fabulosa que fazia por aquelas paragens.
A BBC vai atacar a Brasil Paralelo?
RESPOSTA OFICIAL
A Brasil Paralelo será alvo
de uma reportagem da BBC.
De "lavagem
cerebral" a possível proibição em escolas, a Brasil Paralelo é tema de
matéria sobre canais de Youtube que influenciam politicamente pessoas no
Brasil.
A emissora entrou em contato
conosco para saber nosso posicionamento sobre o tema.
...Veja
tudo o que temos a dizer ⬇
sábado, 25 de setembro de 2021
Alexandre Garcia é demitido da CNN Brasil
Decisão foi tomada após o jornalista voltar a defender o tratamento precoce contra a covid-19
Afonso Marangoni
A CNN Brasil demitiu nesta sexta-feira, o jornalista Alexandre Garcia. “A decisão foi tomada após o comentarista reiterar a defesa do tratamento precoce contra a covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada”, afirmou a emissora.
Mais cedo, Garcia falava sobre
as denúncias contra a operadora de saúde Prevent Senior quando afirmou que os
“remédios sem eficácia comprovada salvaram milhares de vidas”.
Em seguida, foi rebatido pela
apresentadora Elisa Veeck: “A CNN ressalta que não existe um tratamento precoce
comprovado cientificamente para prevenir a covid-19. O que a ciência mostra é
que a prevenção, com o uso de máscaras e a vacinação são as únicas maneiras de
combater a pandemia”.
Nota da CNN Brasil
“A CNN Brasil comunica que
rescindiu o contrato com o jornalista Alexandre Garcia nesta sexta-feira (24).
A decisão foi tomada após o
comentarista reiterar a defesa do tratamento precoce contra a covid-19 com o
uso de medicamentos sem eficácia comprovada.
O quadro Liberdade de
Opinião continuará na programação da emissora, dentro do jornal Novo Dia.
A CNN Brasil reforça seu
compromisso com os fatos e a pluralidade de opiniões, pilares da democracia e
do bom jornalismo.”
Título e Texto: Afonso
Marangoni, revista
OESTE, 24-9-2021 20h30
O quadro em que Alexandre
Garcia comentava chama-se “Liberdade de opinião” (!?!?)
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"Tratamento sem eficácia comprovada"?
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Girão: ‘A sua parcialidade, senador Renan, o Brasil todo está vendo’
Decisão autoritária’, afirma Fiuza, sobre proibição de propaganda relacionada a tratamento precoce
Paulo Freire no banco dos réus
Seu grande “mérito” foi justamente esse: transferir para as escolas a velha "luta de classes" marxista, que enxerga apenas "oprimidos" e "opressores" em tudo que é lado
Rodrigo Constantino
Paulo Freire voltou ao centro das atenções nesta semana, com o centenário de seu nascimento. Freire é o Patrono da Educação Brasileira, título que lhe foi conferido postumamente pelo Congresso Nacional, conforme noticiado pelo site da Câmara dos Deputados, em junho de 2012, por iniciativa da deputada Luíza Erundina. A solenidade contou com a presença das deputadas Luiza Erundina (PSB-SP) e Erika Kokay (PT-DF); do deputado Newton Lima (PT-SP); dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF); do reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Júnior; e do professor da UnB Venício de Lima.
Freire é reverenciado por uma
legião de professores e pedagogos como uma espécie de mentor, ou mais, um santo
homem que dedicou sua vida à libertação dos fracos e oprimidos. Mas será que
foi isso mesmo? Será que sua famosa “pedagogia do oprimido” fez ou faz bem aos
mais pobres? É Freire, sem dúvida, o maior responsável pelo sucesso da
estratégia gramsciana que disseminou a mentalidade esquerdista por todo o
sistema educacional. Seu grande “mérito” foi justamente esse: transferir para
as escolas a velha “luta de classes” marxista, que enxerga apenas “oprimidos” e
“opressores” em tudo que é lado.
Os alunos deixam de ser apenas
alunos, com diferentes características, entre elas a classe social, e passam a
ser representantes ou da classe dominante ou da oprimida, num sistema binário,
simplista e equivocado. Exatamente da forma com a qual o marxismo destruiu o
indivíduo, que passa a ser ou patrão explorador ou empregado explorado,
deixando de lado toda a real complexidade da vida. Contra o “fatalismo
pragmático” dos “neoliberais”, Freire oferecia a “conscientização”, ou seja, os
professores deveriam mostrar as “injustiças” do sistema capitalista, da
globalização, conscientizando os alunos da necessidade de luta, de revolta
contra os ricos, já que, para ele, a riqueza era fruto da exploração da
pobreza, era uma “agressão” contra os desvalidos.
Postura minimamente neutra do professor, que oferece ao aluno diferentes pontos de vista, dá espaço ao contraditório, deixa o próprio jovem desenvolver um pensamento crítico e tirar suas conclusões por conta própria? Isso é uma ilusão que atende somente às elites opressoras. A prática educativa, diz Freire, é política por definição, não pode ser neutra — já que a neutralidade não existe —, e por isso o professor “progressista” pode, deve levar todo seu viés para dentro de sala de aula.
Feito para dar errado
O método de Paulo Freire, na verdade, não é
uma proposta de ensino — é um manifesto político do começo ao fim
J. R. Guzzo
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| Foto: Acervo IPF/Divulgação |
Em
nenhum momento ficou claro por que, em termos práticos, ele deveria ser louvado
Você está cansado de saber quem são eles todos, pois os comandantes da nossa cultura vêm enfiando o nome de cada um na sua cabeça desde o curso primário — Oscar Niemeyer, o geógrafo Milton Santos, Zumbi dos Palmares e mais do mesmo. Na ofensiva feita agora, o escolhido foi o professor Paulo Freire; decidiram que o Brasil todo teria de prestar homenagem a ele pelo centenário do seu nascimento. O retratinho de Freire apareceu na página de abertura do Google. Uma juíza do Rio de Janeiro proibiu que fossem feitos “atentados contra a dignidade” do professor — pelo que deu para entender, é ilegal discordar do seu “método” de educação, embora a Constituição Federal permita, ao que parece, a exposição de mais de uma ideia sobre o tema. Os “formadores de opinião” lotaram as redes sociais e as mesas-redondas de televisão com uma maciça ofensiva de cânticos em louvor a Freire. Em nenhum momento ficou claro por que, em termos práticos, ele deveria ser louvado — o que, no fim das contas, o homem fez de útil para a educação brasileira, ou para qualquer outra coisa? Nada que alguém tenha conseguido saber até hoje. Mas, como acontece com todos os heróis da esquerda nacional, isso é um detalhezinho à toa; basta dizer que o sujeito é um dos educadores “mais importantes” do país, e mesmo do mundo, e pronto. Importante por quê? Não interessa.
Paulo Freire, segundo o evangelho da esquerda brasileira, é um educador essencial para a alfabetização e para os demais campos da atividade didática neste país. De acordo com os nossos arquiduques culturais, ele criou um “método” de educação — o “método Paulo Freire”, que, por aquilo que nos dizem, é o mais decisivo avanço da cultura humana desde a invenção da escrita. Quando se olha a coisa de perto, porém, não é nada disso. O método de Freire, na verdade, não é uma proposta de ensino — é um manifesto político do começo ao fim. Não se destina, não para valer, a transmitir aos estudantes, de alguma forma mais eficiente que outras, conhecimentos de português básico, de ciência ou das quatro operações matemáticas; serve apenas para socar na cabeça das crianças e adolescentes as crenças políticas do autor.
Ontem, quase onze mil acessos!
[Versos de través] Nunca mais
Auta de Souza
...Il n'est plus dans mon coeur
Une fibre que n'ait résonné sa Douleur.
LAMARTINE - Harmonies
Que é feito de meu sonho, um sonho puro
Feito de rosa e feito de alabastro,
Quimera que brilhava, como um astro,
Pela noite sem fim do meu futuro?
Que recebia as gotas de meu pranto,
Bagas de orvalho, folhas de amaranto,
Perdidas na solidão de meu deserto?
Ele passou como uma nuvem passa,
Roçando o azul em flor do firmamento...
Ele partiu, e apenas o tormento,
Sobre minh'alma triste, inda esvoaça.
Meu casto sonho! Lá se foi cantando,
Talvez em busca de uma pátria nova.
Deixou-me o coração como uma cova,
E, dentro dele, o meu amor chorando.
Nunca mais voltará... Pois, que lhe importa
Esta morada lúgubre e sombria?
Não pode agasalhar uma alegria
Minh'alma, pobre morta!
Título e Texto: Auta de Souza
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Súplica
[Versos de través] A uma senhora que me pediu versos
Amavisse
Tipos de pele
O Gondoleiro do amor
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
Mais vale tarde do que nunca
Só agora?
Fra Diavolo
Confesso que foi com alguma surpresa que ouvi Manuela Ferreira Leite [foto] afirmar há dias que o entendimento governativo do OS com a “esquerda radical”, nomeadamente com o Bloco de Esquerda, “é o caminho da ruína do país”.
E acrescentar: “Numa política
de esquerda como aquela que tem estado a ser seguida não se pode esperar apoios
para a redução de impostos, nem para as empresas nem para a classe média.
Portanto, é contra isto que temos de lutar”.
É difícil não concordar com a
antiga presidente do PSD. O que é menos fácil de entender é a profunda mudança
no seu discurso.
Será esta a mesma pessoa que
passou todo o mandato de Pedro Passos Coelho a criticar as políticas de direita
e tudo aquilo que o governo PSD/CDS fazia?
Seja como for, saúde-se a nova
orientação política de Ferreira Leite, que constitui um verdadeiro ato de
contrição depois de uma inexplicável deriva de “centro-esquerda”.
Mais vale tarde do que nunca.
Título e Texto: Fra Diavolo,
o Diabo, nº 2334, 24-9-2021
Amizade com categoria
Aristóteles Drummond
Um olhar sobre as relações do Brasil com Portugal no século passado mostra a força da união dos dois povos e a qualidade de seus homens públicos e dos seus contemporâneos que passaram pelo poder. Estadistas de qualidade e uma elite que não se aproveitava da proximidade com o poder.
Os anos Vargas, no Brasil,
coincidiram com os de Salazar, em Portugal. Nunca se falaram, mas
respeitavam-se e admiravam-se. E, nos dois países, os embaixadores eram a nata
da diplomacia. Quando Plínio Salgado, líder integralista e intelectual
brasileiro viveu em Portugal, exilado, de 1938 a 1945, apesar das afinidades
ideológicas e até religiosas – é o autor da mais editada “Vida de Cristo” em
português –, nunca foi recebido por Salazar, que não queria eventualmente
contrariar Getúlio Vargas. Este, por sua vez, fez o Brasil presente com grande
pompa na Exposição do Mundo Português, em 1940.
No governo de Juscelino Kubitscheck, deu-se a maior recepção popular da história a um governante estrangeiro, na visita do Presidente General Craveiro Lopes ao Brasil, com mais de cem mil pessoas para o saudar na Avenida Rio Branco, no centro do Rio. E visitar Portugal tornou-se uma rotina dos presidentes, desde Café Filho.
Em 1972, foi o presidente
Américo Tomás quem levou, num barco da Marinha de Portugal, os restos mortais
de D. Pedro I do Brasil, por ocasião dos 150 anos da Independência. Foi
recebido pelo presidente Emílio Médici, o mais popular da República, quando fez
o Brasil crescer a mais de 10% ao ano.
Marcelo Caetano, que desde sempre teve amigos e admiradores no Brasil, onde já havia feito mais de uma viagem de carácter particular, quando primeiro-ministro, em 1969, foi ao Rio de Janeiro receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em solenidade que contou com a presença do ministro da Justiça e eminente jurista professor Gama e Silva, que mais tarde veio a ser embaixador em Lisboa. Marcelo estava acompanhado do ministro Franco Nogueira e foi recebido ainda pelo governador do Rio, Negrão de Lima, antigo embaixador em Lisboa e que, anos depois, o acolheu quando do exílio. O embaixador de Portugal era José Manuel Fragoso que, depois do 25 de Abril, veio morar no Rio. E houve um grande almoço no Iate Clube do Rio de Janeiro.
FMI: economia brasileira está melhor que o esperado
Organismo internacional debitou na conta de
'medidas energéticas das autoridades' parcela do salvo positivo
Cristyan Costa
O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que o desempenho econômico do Brasil tem sido melhor que o esperado. Em relatório divulgado na quarta-feira 22, o organismo avaliou que a melhora do Produto Interno Bruto (PIB) se deu “em parte devido à resposta enérgica das autoridades”. A previsão do FMI para o PIB do país este ano é de expansão de 5,3%, inalterada em relação à estimativa de julho.
“A incerteza em torno das
perspectivas é excepcionalmente alta, mas os riscos para o crescimento são
vistos como amplamente equilibrados”, observaram técnicos do Fundo, ao
alertarem para desafios de longa data para um maior crescimento e inclusão socioeconômica
devido à pandemia. “O mercado de trabalho está atrasado em relação à
recuperação da produção e a taxa de desemprego é alta, especialmente entre
jovens, mulheres e afro-brasileiros.”
Título e Texto: Cristyan Costa, revista OESTE, 24-9-2021, 7h06
Costa não está bem
Costa e outros responsáveis políticos do Governo e do PS interiorizaram uma ideia de impunidade, de que são os ‘donos disto tudo’, que podem dizer tudo, fazer tudo, e os outros têm de se agachar perante o seu poder.
José António Saraiva
Eu via e não acreditava. António Costa, muito exaltado, muito inflamado, muito suado, vociferava contra o encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos, dizendo que era «difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta irresponsabilidade, tanta falta de solidariedade, como aquela de que a Galp deu provas em Matosinhos».
E ia mais longe dizendo
esperar um castigo exemplar «para servir de lição» a outras empresas que
queiram fazer o mesmo.
Houve quem dissesse que
parecia Hugo Chávez; a mim fez-me lembrar Vasco Gonçalves em Almada no Verão
Quente de 1975.
A mesma exaltação, a mesma
arrogância, a mesma hostilidade à iniciativa privada.
Pensei: ‘António Costa não
está bem!’
Confesso que já tinha ficado
chocado há uns meses ao ouvir os ataques feitos por Pedro Nuno Santos à
anterior administração da TAP e depois aos acionistas da Groundforce.
Mas de Nuno Santos já
esperamos tudo, após ter ameaçado com voz grossa os banqueiros alemães.
Agora António Costa é
primeiro-ministro de um país da União Europeia, é o principal representante do
Governo de um país democrático, que supostamente respeita a iniciativa privada
e a sua autonomia.
Como poderia estar a falar
daquela maneira?
Como podia atacar tão
violentamente uma empresa?
Como podia negar-lhe a possibilidade de fazer as suas opções estratégicas?
Um hino à moderação
O projeto do governo que visa a conter as big
techs não propõe nada que possa ser considerado como um incentivo ao ódio,
à mentira ou ao totalitarismo
J. R. Guzzo
É realmente muito esquisito viver numa época em que a função de lutar pelas liberdades individuais passou a ser exercida, basicamente, pelo governo — e não, como deveria ser, pela sociedade civil, no grande leque de instituições que vai da mídia e da OAB até as entidades de representação profissional e os partidos políticos. Está acontecendo, no Brasil de hoje, o tempo todo. A última manifestação desta anomalia é a batalha, travada nos tribunais e no Congresso, em favor da liberdade de expressão. Quem está a favor da liberdade é o governo. A maior parte daquilo que se chama de “forças democráticas” está contra. Pode?
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| Foto: Antonio Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo |
É assim que o governo, depois
de tentar sem sucesso aprovar uma medida provisória, enviou ao Congresso um
projeto de lei — agora sim, com tudo direitinho no papel — para limitar a
interferência das grandes plataformas de comunicação social na publicação de
informações, opiniões ou notícias produzidas por seus usuários. Sabe-se muito
bem qual é o problema. A todo e qualquer instante, Twitter, Facebook, Instagram
e demais operadores (estrangeiros, todos eles) dessas redes eliminam o que não
querem ver publicado. Junto, eliminam os autores, que se veem perseguidos,
hostilizados e reprimidos de todas as forças pelos donos do sistema.
As plataformas chamam a isso de “moderação”. O nome real para o que fazem é censura. Ninguém trabalha, no dia a dia da vida real nas redes, num exame criterioso do material enviado para publicação — o que acontece é a proibição e punição sistemáticas de tudo o que consideram de “direita” ou politicamente errado, num arco-íris que começa no apoio aos “atos antidemocráticos” e acaba na tolerância com o “tratamento precoce” da covid. As punições não se aplicam a conteúdos específicos; o sujeito é reprimido pelo conjunto da obra, ou porque a rede não vai com a cara dele, e sempre sem explicação nenhuma. A lei, para tudo, exige que se diga com precisão porque “A” ou “B” está sendo acusado de alguma coisa. Na internet não precisa.
[Aparecido rasga o verbo] Na cumeeira do telhado
[Foco no fosso] Racha cuca
Haroldo Barboza
No
dia 18/9/2021, alguns deputados e vereadores do RJ projetaram um “racha” (*)
de futebol seguido de um churrasco. Tudo quase pronto para ser realizado na
sede social do Flamengo (**) na Gávea. No entanto, alguns sócios (***)
conscientes quanto aos riscos de aglomerações em suas instalações, efetuaram um
protesto e conseguiram evitar que tal evento fosse concretizado no local.
Louvável atitude dos que pagam as mensalidades da entidade e a desejam
higienizada.
Os
incautos que deveriam dar exemplo (****), não se deram por vencidos. Partiram para o “ninho
do urubu” (*****) em Vargem Grande, onde os atletas de futebol
realizam seus treinos regulares. E lá realizaram o arriscado evento. De certa
forma, com o aval do Governador, que deu uma passadinha no local para dar um
abraço (?) em alguns colegas.
Para
nós restritos a poucos locais disponíveis (tendo de exibir certificado de
vacinação), sobra oportunidade de entrar no site rachacuca, onde diversas
atividades lúdicas estão disponíveis para nos ajudar a esquecer que pagamos
impostos para que estes tipos de gestores definam as normas de “segurança” da
população só lembrada nas eleições.
* = melhor que “rachadinhas” nos gabinetes de muitos
pilantras.
** = autorizado pela diretoria para ficar bem com os
“parças”; vai que algum descontente dá idéia de abrir CPI para investigar
movimentações estranhas em fundo de pensão!
*** = se eles não podem desfrutar do campo por segurança
dos demais sócios, por que os aloprados não marcaram uma pelada num lixão da
zona suburbana?
**** = Se seguirmos seus exemplos, os cofres públicos
entrarão em falência em três meses.
***** = alto risco de se transformar no “ninho das
ratazanas”.
Título e Texto: Haroldo
Barboza, setembro de 2021
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Túnel às escuras
Fé demais ou fede menos?
O peso da “seriedade” Esquentando a revolta
A 4ª “onda” pode chegar em agosto
Embromações - capítulo 5 (final)
Embromações - capítulo 4























