sábado, 27 de setembro de 2014

Discurso de Abbas na ONU tenta sepultar todo um processo de paz entre Israel e os palestinos

COMO UM PALHAÇO, TRAVESTIDO DE LÍDER DE UM PSEUDO-ESTADO QUE SÓ SE MANTEM GRAÇAS AO DINHEIRO ENVIADO MENSALMENTE PELA COMUNIDADE INTERNACIONAL, VAI AO PLENÁRIO DA ONU E ENCHE OS OUVIDOS DOS PRESENTES COM BESTEIRAS QUE SÓ ENCONTRAM EXPLICAÇÃO NO SEU ÓDIO IRRACIONAL ANTISIONISTA E COMPROMETE QUASE DUAS DÉCADAS DE ESFORÇOS MULTILATERAIS PELA PAZ?

Francisco Vianna

Mahmoud Abbas mostrou, ontem, seu lado fundamentalista na ONU, acusando Israel de genocídio e obtendo uma reação previsível por parte do plenário, a de que o barbarismo do ISIS está dentro dos portões do mundo árabe e agora deve ditar as normas do comportamento palestino.   

O discurso de Mahmoud Abbas perante a Assembleia Geral da ONU ontem, sexta-feira, supostamente pode ser rotulado como "histórico"... 

O “líder” palestino do Fatah, discursou aparentemente com a intenção bem explícita de enterrar o "processo de paz" que os Estados Unidos têm liderado nas duas últimas décadas e traçou um novo rumo “diplomático” com a marca dos palestinos, a de mais confrontos ao invés de conciliação, e apenas nos foros internacionais, sem mediações americanas ou por negociações bilaterais.

"Foi um discurso de incitamento ao conflito e cheio de mentiras que marcam o retrocesso palestino em direção a um destino ainda mais sombrio", disse uma fonte palestina não identificada à imprensa hebraica. "Seu teor não é compatível com o seu propalado desejo de que quer a paz". 

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, disse num comunicado à imprensa, logo após o discurso de Abbas, que o presidente da Autoridade Palestina (AP) demonstrou "não querer e não poder ser um parceiro para uma solução diplomática lógica do conflito árabe-israelense". 

Em Haaretz, escreve Chemi Shalev, o áspero discurso de Abbas na ONU é um presente de ano novo para a direita israelense, e enterra o "processo de paz" patrocinado pelos EUA.

Abbas, de certa forma, enterrou o "processo de paz" que os Estados Unidos têm liderado nas duas últimas décadas e traçou um novo rumo diplomático com a marca dos palestinos, de mais confrontos ao Invés de conciliação, e nos foros internacionais, em vez de mediados pelos EUA em negociações bilaterais. Ou seja, segundo Abbas, o sangue terá que continuar encharcando o solo palestino. 

Ao contrário do discurso positivo que ele tinha feito no início desta semana para os estudantes americanos do Cooper Union College, em Nova Iorque, o público-alvo de Abbas, agora, não estava em Nova Iorque ou em Washington, mas em Gaza e em Ramallah (na Cisjordânia).

Abbas, de fato, nunca foi uma figura atraente para os defensores do processo de paz, na opinião pública ocidental, não como era no passado, mas sim a "base" dos palestinos que apoiam o fundamentalismo árabe, muçulmano e do ‘Terceiro Mundo’, assim como a Europa.

Ele tentou se livrar da sua imagem populista como uma espécie de poodle de Obama e Kerry e reformular-se como uma espécie de bulldog que pode ser tão feroz como Ismail Haniyeh ou Khaled Mashaal.

O discurso de Abbas reflete, sem dúvida, a raiva reprimida do palestino na sequência da operação militar israelense de autodefesa na Faixa de Gaza, assim como a sua própria convicção de que o primeiro-ministro israelense Netanyahu não foi, não é, e nunca será um parceiro para as negociações de paz de qualquer modo.

Mas o teor do seu discurso é também um produto de própria estratificação que o identifica como aprovando o barbarismo do Estado Islâmico (ISIS), como descreveu ao se referir à União de Cooperação contra os terroristas da Al-Qaeda, sobre os quais se sente frustrado por ter-lhe roubado o seu trovão.

Os bárbaros extremistas que já agem dentro dos portões árabes – como um jornalista árabe descreveu o ISIS e grupos semelhantes – agora são o assunto do dia. E não apenas no solo sírio e iraquiano, mas também na cabeça dos dirigentes palestinos.

[ATUALIZAÇÃO] Esta é uma declaração invulgarmente dura dos Estados Unidos: Os EUA, ontem, sexta-feira, trancaram a porta para o Presidente da AP, Mahmoud Abbas, após o seu discurso na ONU, dizendo que seu teor foi "ofensivo" e minou os esforços de paz desenvolvidos até agora.

"O discurso de hoje do Presidente Abbas induziu caracterizações ofensivas que foram profundamente decepcionantes e as quais rejeitamos inteiramente", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. "Tais declarações provocativas são contraproducentes e minam os esforços para criar um ambiente positivo e restaurar a confiança entre as partes", disse ela.

Pelo jeito, depois que o discurso inaugural se tornou um hábito em ser proferido pela presidente brasileira, o microfone do plenário da Instituição mundial parece ter se tornado um instrumento de disseminação de besteiras, inverdades e insultos ao mundo desenvolvido pela escória política do planeta. 
Título, Imagem e Texto: Francisco Vianna, (da mídia internacional), 27-9-2014

Um comentário:

  1. Mais um idiota patrocinado
    Existem tantas coisa boas e decentes para se dar dinheiro,ajuda humanitária,enfim recursos mas ainda se perde tempo em doar para esses vagabundos camuflados de gente
    José Manuel

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