sexta-feira, 6 de novembro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Uma nova modalidade de crime pinta no pedaço: o ‘estupro culposo’

Aparecido Raimundo de Souza 

NO NOSSO BRAZZZIL existem dois tipos de justiça. A primeira delas é a 'justisssa' vadia, viciada e mundana, que usa uma máscara na fuça e carrega uma espada enterrada no rabo. É fácil de ser reconhecida pelas pessoas, porque, acima de qualquer obstáculo, acolhe com os rigores do vil metal embutidos nas calcinhas e cuecas, as verdinhas advindas dos cofres ricos e poderosos. 

A segunda, não difere muito da primeira. É outra quenga vadia que se faz presente como 'in-justisssça' mas que, antes de qualquer coisa, nunca ouviu falar na classe pobre e oprimida, ou seja, é aquela 'justisssça' fraca, boba, marota, bucólica e pastoril, que não contempla os bolsos de quem não tem um centavo para lhe comprar as regalias. Em contrapartida, vive para dar confortos e  mordomias, promover  vantagens e benefícios, bem ainda, cuidar dos privilégios e oferecer boa vida  (e vida  em abundância) a seus coleguinhas juízes e promotores, como, igualmente,  se doar aos representantes do STJ e STF. 

Lembrando, STJ, ‘Superior Tribundal de Jumentos’ e STF, ‘Suespremo  Tribundal de Falcatruas’. Estas duas siglas traduzem claramente as intenções estranhas que se desenvolvem como larvas nas casas de mãe Joana, ambas com sede na Capital do País, Brazzzilia. Temos, ainda, uma terceira corrente de justiça, a ‘justraça’. Na verdade, outra periguete mais refinada. Uma lúbrega que se entrega à libertinagem e ao meretrício. 

Uma rameira que fica deitada em cima do muro, as pernas, entre outras coisas arreganhadas, fingindo entrar em cena quando as duas primeiras tentam fazer alguma coisa para melhorar (entre aspas), o sistema judiciário brasileiro evitando que ele caia, de vez, nos buracos imundos das avacalhações e das ridicularizações descomedidas. A ‘justraça’, se presta, ainda, para, entre outros deslizes: a maquiar e a se travestir, a se repaginar para agradar a si mesma. 

De unhas e dentes, se dedica a desfalcar as duas primeiras. Nesta via de mão duvidosa, alicerça as trapaças e logros, sedimenta as mutretas e as anormalidades ímpares, de forma que possam usar de seus mais variados artifícios, entre eles, os paninhos quentes, as mãozinhas nas cabeças e a convocação das vassouras de plantão, para empurrarem as sujeiras e as merdas para debaixo das togas de certos juízes que imaginam ter nas mãos o poder do Altíssimo e, por conta desta autoridade, se acham mais evoluídos que Deus. 

Pensamos, senhoras e senhores, ser este o caso do ilustre juiz de direito-esquerda, mais esquerda que direito, um tal de Rudson Marcos (em tradução literal ao pé da letra, Ruideson Barcos), que permitiu uma série de barbaridades no caso da vítima de estupro sofrido pela jovem Mariana Ferreira Ferrer (Mariana Ferrer). O caso, apesar do segredo de ‘jus’titica’ça, vazou. 


Explodiu como botijão de gás com garantia vencida. O circo armado está em todos os jornais e noticiários. Se abrirmos uma torneira, poderemos ouvir o gotejar dos pingos do espetáculo caindo sobre as nossas cabeças. A audiência espetáculo que aconteceu nas dependências da 3ª Vara Criminal aqui de Florianópolis, teve além das bandalheiras e estroinices a céu aberto, requintes de um belíssimo show hollywoodiano. 

O juiz que presidiu o caso, a nosso ver, deve ser um tremendo mal amado. Simplesmente absolveu o réu André de Camargo Aranha, por falta de provas, culminando o ato desse filho da puta, como ESTUPRO CULPOSO. Certamente, este ‘onesto maugistrado’, não deve ter mãe. Possivelmente carrega entre seus pecados, a imagem de um tremendo mala sem alça. De contrapeso, não deve ter filhas. 

Caso fosse pai de meninas, condenaria o estuprador imediatamente, lhe aplicando, nos costados, todas as barbáries e os rigores que a nossa Lei de bosta, conhecida como Código Penal elenca e o faz, bem sabemos, para ingleses verem -, desculpem, para ricos se banquetearem e se vangloriarem de suas sandices mais apimentadas. Com certeza, o ilustre capa preta deve ter levado uma boa grana por debaixo dos panos. 

De outro modo, se fosse um homem decente, honesto, de visão... Se tivesse um pouco de brio e vergonha, sobretudo temesse as Leis (não as que dispõe nas mãos, estas são compradas e frias... Fazemos referências às leis do Criador), claro que condenaria o Aranha com todas as suas teias. Entretanto, pensamos que as tais 'teias do Aranha' pesaram mais alto em sua cabeça, e numa decisão inédita e tonta, ou melhor, tola, o crápula simplesmente deu a coisa por encerrada, ou seja, o pobrezinho do Homem Aranha, não dopou ninguém, nem estuprou tirando a virgindade da Mariana. Foi o contrário. 

Merece, este bandido, o André, sem mais delongas, ir para casa, voltar para as ruas, sair livre e desimpedido para à sociedade que o ama do mais profundo do coração. Bem sabemos, tal fato acontecerá, porque, senhoras e senhores, daqui a pouco, quanto os medíocres do submundo da pobreza esquecerem, ele voltará a atacar outras e novas marianas e fim de papo. Que venham as proximas marianas para ele repetir a dose. 

Não devemos esquecer que o estuprador, o menininho e inocente André de Camargo Piranha -, desculpem pela gafe, o poderoso Aranha, têm muitas balas na agulha, é empresário e comanda o cascalho. Reparem. O Aranha não é um qualquer, não se enquadra no rol dos assalariados... Seu nome pesa na balança. Se fosse um fodido, um pé descalço, um zero à esquerda, um João Sem Eira Nem Beira, temos plena convicção que o doutor Rudson Marcos já o teria mandado para purgar seus dias vindouros atrás das grades. 

Todavia, mais uma vez, a nossa amada querida e justa 'justisssça', se entrega de corpo e alma, sem pensar duas vezes, dando o que tem de melhor. Se vende barganhando a sua racha para que nela seja colocado um amontoado de dinheiro vivo. Grana fácil. A bufunfa que faz milagres mirabolantes e muda todas as regras das leis. Em face disto, é que batemos na tecla de que existe dois pesos e trocentas medidas. 

Normas estas que pendem o fiel da balança, para aquele réu brindado, seja ele ladrão, matador, homicida, latrocida, estuprador e outros nomezinhos bonitos e simpáticos elencados no poderoso Código Penal. Neste Brazzzil de flibusteiros, sempre o ‘faz me rir’ falará mais alto. Percebam, no mesmo saco de gatos, o mais engraçado e cômico: o sujeito que a ‘justraça’ chama excelência e se traveste de Representante do ‘Mistério Público’, Thiago Carriço de Oliveira, ou (Trago Carniço de Oliveira), entendeu (R$R$R$R$) que o André, empresário, ‘não teria como saber, durante o ato sexual, que a vítima não estava em condições de consentir a relação’. 

Baseado nesta ótica deturpada, não existiu, portanto, a intenção de estuprar, ou dito de forma mais amena, ‘aconteceu uma modalidade nova e recém chegada no direito que conhecemos: o ‘estupro culposo’. Dentro, ainda do saco de vermes, não podemos esquecer do cultuador do justo e perfeito: o juiz Rudson Marcos. A bem da verdade, o sujeito amarelou. 

Meteu o rabinho entre as pernas, aceitou as argumentações do promotor, e tudo voltou à normalidade. Se o réu, mil desculpas, se o empresário não fosse filho de um advogado famoso, qual seja, o intocável e venerável Luiz de Camargo Aranha Neto, e se o filho do calhorda não ostentasse a bandeira de empresário de jogadores de futebol e os repórteres de plantão não o tivessem clicado ao lado de altas figuras da sociedade, como Neymar, Ronaldo Nazário, Gabriel de Jesus, e pasmem, no dia do estupro (perdão, mais uma vez, do suposto estupro), a figura se fazia acompanhar de Roberto Marinho Neto, um dos herdeiros da Rede Globo, a conversa seria outra. 

De novo, caríssimos leitores, pensem e repensem. Dois pesos e trocentas medidas. O resto é resto e a 'justisssça' em toda a sua majestade, que vá para a casa do caralho. A nosso entendimento, repetindo o óbvio, o povo deveria pegar o juiz, o promotor e o advogado, e aplicar neles uma boa surra. Uma coça memorável, até deixá-los com as partes fudetórias em pandarecos. Lembrem que o juiz se omitiu, o promotor se fez de mudo e surdo, e o advogado Claudio Gastão da Rocha Filho se prestou a fazer uma defesa meia boca, se atendo unicamente a humilhar com requintes masoquistas, a pobre e indefesa vítima. 

Nesta ‘punhetação’ toda, algumas perguntas ficarão bailando no ar. Quem punirá esses malfeitores? Esses falsos representastes da vadia da 'justisssça?'. O que a OAB fará com o advogado? E os grandalhões do Conselho do Ministério Público, tomarão alguma medida drástica para tirar, de circulação o promotorzinho comprado? Duvidamos!. E o juiz? Acaso o Conselho de Magistratura, ou o próprio CNJ (Conselho Nacional de Geringonças) moverá céus e terras para lhe dar um castigo merecido e a altura da sociedade?! 

Igualmente duvidamos. Senhoras e senhores, em resumo, todos se deram bem. Todos estão com dinheiro nos bolsos, curtindo as lindas praias aqui de Santa Catarina. Somente a pobre e linda Ferrer, se ferrou de verde amarelo. Meditemos naquela frase famosa de Rui Barbosa: ‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto...’ Podemos, outrossim, gargalhar até o cu fazer bico. Vamos rir?! Riam todos... Kikikikikikikikikikikikikikikiki... 

Título, Imagens e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Florianópolis, Santa Catarina, 6-11-2020 

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3 comentários:

  1. A moça era virgem aquando do acontecimento julgado?

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  2. Oje já não existe lei voltamos no tempo manda quem tem dinheiro desta forma como se diz quem tem a boca maior engole o outro se na guerra o crime de estrupo era julgado e muitos foram pressos mas hoje está normal entre os magistrados vale mais o dinheiro fique a integridade fizica da pessoa indefesa este caso e um soco na barriga de todas as mulheres e de seus familiares já não podem sair porque se depender destes crápulas qualquer mulher .idosa .ou criança poderá ser estrupada por meliantes infelizmente com certeza não irá dá em nada pois são de pezo os verdadeiros capa preta na realidade estamos na mão do capeta é uma vergonha até de falar que sou brasileiro pensei que éramos guerreiros mas somos verdadeiros covardes ipocrita cadê a população que sempre fala mal da sala da injustiça não justiça sinto muito pôr está menina foi estrupada e ainda teve que passar por constrangimento praticamente nacional vergonha para o povo brasileiro .Ass.Erivaldo Alves

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  3. Justiça cega? Não está mais pra banda de injustiça corrupta, agora abriu mais um atalho pra os estupradores serem inocentados e a vítima culpada. Que País é esse, até quando vamos ver e ouvir tanta barbari de supostas autoridades. Ass. Josiane Neves Silva

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