domingo, 17 de outubro de 2021

Caso Bruno Graf: mãe afirma que está sendo vítima de linchamento na internet desde a morte do filho

Arlene Ferrari virou alvo de ataques depois de divulgar exames que associam óbito à vacina da AstraZeneca

Cristyan Costa

O advogado Bruno Graf [foto] não era de beber, tampouco fumar ou consumir drogas. Ao receber visitas de amigos em casa, optava sempre pelo refrigerante. Para um dia morar sozinho, estava aprendendo a cozinhar. Quando sua mãe, Arlene, chegava do supermercado, corria para ajudá-la a descarregar as compras do carro. A pedido da namorada, tirou habilitação para dar suporte à mãe quando fosse preciso. Sem comorbidades, levava uma vida saudável.

Como tantos brasileiros, Bruno esperava a chegada da vacina contra o novo coronavírus. Em 24 de agosto, ele morreu vítima de um AVC, 10 dias depois de tomar a primeira dose do imunizante da AstraZeneca. Bruno tinha 28 anos.

O caso

O rapaz sentiu desconforto no braço nas primeiras horas, evoluindo para dores musculares. A mãe do jovem, Arlene Ferrari Graf, tratou dele em casa. Após nove dias, Bruno sentiu fortes dores de cabeça. Os pais o levaram ao Hospital de Santa Catarina, onde foi medicado e submetido a exames de sangue. Detectou-se que as plaquetas de Bruno estavam baixas (quando há dificuldades para o sangue coagular). Arlene decidiu solicitar a internação do filho.

“A médica plantonista cogitou a possibilidade de ser coronavírus. Mas, no mesmo dia, saiu resultado negativo”, relatou Arlene, em entrevista à Revista Oeste. A mãe disse que os médicos levantaram a possibilidade de dengue, e o hospital deu início ao tratamento. Em 24 de agosto, Bruno teve um AVC hemorrágico e perdeu os movimentos de um lado do corpo. Encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva, ficou ligado a aparelhos até 26 de agosto, quando teve a morte cerebral oficializada.

“Meu filho não tinha doenças”, garantiu Arlene. Segundo ela, no momento em que recebeu a notícia da morte, ficou perplexa. Ela perguntou aos médicos se a razão do óbito tinha relação com o imunizante da AstraZeneca. Para responder à dúvida da mãe, o hospital ofereceu-lhe um exame chamado Anti-Heparina PF4 Autoimune, disponível na Espanha, por R$ 3.875,00 Arlene aceitou. “Não queria conviver com a dúvida”, disse. 

Última foto

Quinze dias depois, o resultado do exame relacionou a vacina da AstraZeneca com a morte de Bruno. “Fico me perguntando se o Bruno talvez teria tido mais chances de tratamento e de luta, caso tivesse sido contaminado pelo vírus”, indagou Arlene. “E pensar que as autoridades estão discutindo o chamado passaporte sanitário”, observou. Depois da morte do filho, Arlene redigiu uma carta ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em que pede providências.

Desde que Bruno morreu vítima de um AVC hemorrágico decorrente de uma Trombocitopenia Trombótica Imune, a mãe relata ter se tornado vítima de linchamento virtual.

“Não vão me impedir de mostrar a verdade”, escreveu no Twitter, no início da semana. “Vou tomar as providências”, prometeu. Ela se refere aos exames médicos que relacionaram o falecimento do jovem à vacina. “Fui acusada de adulterar os documentos”, explicou.

Outros casos

A morte de Bruno não se trata do primeiro registro de mortes associadas a vacinas. Em agosto, Oeste noticiou o caso de Lisa Shaw, de 44 anos, que foi a óbito depois de tomar a vacina da AstraZeneca. A jornalista da BBC desenvolveu trombose e trombocitopenia, segundo a legista.

Na Itália, uma adolescente de 16 anos enfartou 16 horas após tomar a segunda dose da Pfizer. Nos EUA, uma atleta de 22 anos desenvolveu coágulos sanguíneos nos pulmões depois de tomar a vacina da Moderna.

Embora até o momento as mortes em razão de vacinas sejam raras, o assunto se tornou mais um tabu na imprensa tradicional, que vem interditando o debate.

Veja os exames de Bruno Graf


Título e Texto: Cristyan Costa, revista OESTE, 17-10-2021, 9h03

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