sábado, 23 de outubro de 2021

[Dossiê: A Democracia] Capítulo 1: legenda e agenda

Haroldo Barboza


No meu entender, a definição está resumida e clara. Ótima para ser usada em slides e discursos de formaturas de advogados e sonhadores que imaginam uma igualdade inalcançável no planeta.

Na prática, em comunidades pontuais (e reduzidas) ela funciona bem até que um (ou pequeno grupo de) participantes(s) se enxergue como mais qualificado ou “mais esperto”. E possua um montante financeiro excedente que possa ser investido nas atividades iniciais para “remunerar” (subornar sob pressão) os que por desconhecimento (mal entendimento) ou premidos por necessidades básicas (fome/doença/vício) sejam “democraticamente convencidos” pelo discurso bem articulado deste manipulador das fraquezas mentais dos que o cercam.

A exemplo das “religiões” (onde inverdades repetidas milhões de vezes através de séculos tornaram-se dogmas), esta ferramenta de governo foi usada para tranquilizar plebes insatisfeitas que eram acalmadas com votações “democráticas e limpas” (hein?) que contemplavam 15% da demanda popular por um período entre dois e três anos. Tais práticas foram eficazes até o início do século XX, quando rádios e jornais começaram a efetuar alguma pressão na busca do quinhão justo a ser repartido entre os que realmente suavam para a produção gerar as riquezas que cada vez mais abarrotaram as contas dos gestores do planeta. Com o advento da TV, foi preciso fazer uso de qualificadas técnicas de propaganda subliminar para acalmar o “rebanho” insatisfeito. Novos atrativos (festejos) foram aprimorados para desviar a atenção para longe do ponto crítico, até que as medidas danosas fossem adequadamente (em prestações) incorporadas ao cotidiano social.

Título e Texto: Haroldo Barboza, 23-10-2021

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