terça-feira, 26 de junho de 2018

O pior que Moro pode fazer

Ricardo Balthazar, da Folha de S. Paulo, diz que “o pior que Moro pode fazer é ignorar os seus críticos”, ao abordar a história do caseiro do sítio que teria sido intimidado por procuradores.


Errado: o pior que Moro pode fazer é não fazer Justiça como vem fazendo.         
Título, Imagem e Texto: o antagonista, 25-6-2018

Discurso do vereador Cesar Maia na votação da absurda contribuição dos aposentados

Cesar Maia

1. Primeiro, a questão política. Ninguém vai imaginar – a cidade do Rio de Janeiro, os seus servidores – que a votação aqui é uma votação municipal. Não é municipal. Em 2018, temos eleições em nível estadual. Não tenham dúvida. A manifestação contrária aos servidores, de partidos ou futuros candidatos, terá projeção em nível estadual. Se amanhã sair uma listagem dos que votaram a favor e dos que votaram contra, é importante levá-la para as eleições de 2018 – para governo de estado, senador, deputado federal.

2. Este é um projeto de lei triste, porque atinge a liga municipal, principalmente, aqueles que são o capital da Prefeitura, e não o custeio. Isso eu aprendi com o meu pai e venho dizendo há muitos anos. Qual é o ganho que o município vai ter? Eles dizem R$ 70 milhões; isso é troco, Presidente. Mas não são R$ 70 milhões, é muito menos que isso. Poxa, nós estamos votando coisas aqui de forma sistemática. Aumenta-se o IPTU, vendem-se imóveis. Agora mesmo vai ter o tal de puxadinho, ou seja, um desastre urbanístico para Cidade do Rio de Janeiro, que se votou em 1ª discussão ontem. Uma calamidade! Eu já vi governos e iniciativas que afetassem a nossa cidade e a administração pública, mas igual à atual gestão, francamente, eu nunca vi. E, mais ainda, Presidente: do ponto de vista econômico, não vou entrar em tecnicalidades, mas essa besteira de dizer que as reservas técnicas num fundo de pensão são de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões... “Ah, isso é um fundo público, portanto, a massa dos servidores contribui”. Há garantia de que o empregador contribui também. É um besteirol, mas, não vamos tratar disso.

Vamos tratar de coisa mais grave. É verdade que a economia brasileira vive uma crise nos últimos anos. No Rio de Janeiro menos; no Estado mais, por uma gestão desastrada. Agora, isso, Presidente, é uma curva. Na medida em que as receitas diminuem, não diminui para o resto da vida. Diminui por quanto? Três anos? Quatro anos? Agora, o arrocho em cima dos servidores, em cima de aposentados, em cima de pensionistas, paridade, esse arrocho é definitivo.

3. Há uma crise econômica e há uma perda de receita e, por causa, disso se aplica um arrocho contra os servidores, contra aposentados, contra pensionistas para o resto da vida. Isso é um massacre! Eu não consigo imaginar que num ato de reflexão, cada um de nós possa olhar a repercussão disso tudo no serviço público, nas famílias e coonestar com seu voto.

Argentina saved

Com gol de Marcos Rojo, aos 86’, a Argentina classificou-se para os oitavos de final.

Foto: Reuters
Hoje foi a Argentina, ontem foi Portugal, que, quase diziam adeus à Rússia...

Está demonstrado, na minha modesta opinião, que não mais existem jogos fáceis ou seleções mais fáceis, portanto, é temerário ou brincadeira, apontar seleções favoritas!

A ver continuaremos.

Parabéns às seleções apuradas! Que são:

Uruguai
Rússia

Espanha
Portugal

França
Dinamarca

Croácia
Argentina

Mente e corpo

Nelson Teixeira

Tudo o que pensamos e sentimos age diretamente no nosso corpo físico.

Quando nos sentimos tristes, desanimados, sem esperança e sem fé, nosso corpo enfraquece, nossas defesas se vão e doenças oportunistas passam a nos atacar. O pior é que muitas doenças que começam no emocional acabam se tornando crônicas.

A depressão é uma dessas doenças que pode tomar conta da mente de uma pessoa, levando-a a tamanho desgosto e desespero, que esta pode até mesmo vir a praticar atos contra a própria vida.

Procuremos manter uma mente saudável, com bons pensamentos, bons sentimentos e boas atitudes, fazendo tudo com amor, alegria e principalmente praticando a caridade. Temos aí um antídoto contra os males que atacam a mente e a alma. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-6-2018

QUIZ: Copa do Mundo (8)


A maior goleada da seleção portuguesa em fases finais aconteceu em 2010, na vitória sobre a Coreia do Norte. Qual o resultado?

A. 4-0
B. 7-0
C. 9-1

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Portugal empata com Irã e encara Uruguai nas oitavas

Estadão Conteúdo

Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, foto: Lucy Nicholson/Reuters
Em um dia apagado de Cristiano Ronaldo, a seleção de Portugal saiu na frente contra o Irã, dominou o jogo, mas cedeu o empate por 1 a 1 no final e esteve perto de levar a virada nos acréscimos, nesta segunda-feira, em Saransk. Apesar do tropeço, que contou até com pênalti perdido pelo astro do Real Madrid, o time português avançou às oitavas de final, quando enfrentará o Uruguai.

A equipe de Portugal, que chegou a liderar a chave no decorrer da rodada desta segunda, terminou em segundo lugar do grupo, com os mesmos cinco pontos da Espanha. Os espanhóis levaram vantagem por terem mais gols marcados. Com 4 pontos, o Irã foi eliminado, assim como já estava o Marrocos, com apenas um ponto.

O suado empate português, que por pouco não virou derrota, foi marcado pelo belo gol de Quaresma, de trivela, ainda no primeiro tempo. No segundo, os portugueses caíram de rendimento, na mesma proporção da "ausência" de Cristiano Ronaldo em campo.

Cardeal Marx contra a Cruz

O governo regional da Baviera decidiu afixar cruzes em lugares visíveis nos prédios públicos. Contrariando o desejo dos católicos, e causando espanto até mesmo a ateus e anticristãos, o Cardeal Reinhard Marx [foto], Arcebispo de Munique e Presidente da Conferência Episcopal alemã, insurgiu-se contra essa decisão. Ele é um dos próceres do progressismo “católico” ecumênico e estimulador da imigração islâmica. Já vinha se opondo a símbolos católicos como a árvore de Natal e o presépio, sob o pretexto de não ferir os sentimentos dos invasores maometanos. No caso das cruzes em locais públicos, seu pretexto para a oposição foi que a ordem do governo bávaro gerou “animosidade, divisões e distúrbios”. O Cardeal Marx apoia decididamente a distribuição da comunhão a divorciados recasados e a protestantes, e não oculta sua simpatia por outro Marx — o fundador do comunismo. Recentemente recomendou o estudo do marxismo “para se entender a doutrina social da Igreja” (sic!).
Título, Imagem e Texto: ABIM, 25-6-2018

[Ferreti Ferrado suspeita...] Tocantins

Haroldo P. Barboza

Título, Arte e Texto: Haroldo P. Barboza, 25-6-2018

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Onde estava António Costa quando se discutiu a imigração em Bruxelas?

João Marques de Almeida

Costa comportou-se como o húngaro Orban. O PM não encontrou tempo para ir a Bruxelas a uma reunião sobre um tema crucial para o futuro da Europa, mas vai hoje à Rússia assistir a um jogo do mundial.

A imigração é hoje o maior problema da União Europeia. Por isso, a Comissão Europeias convidou todos os líderes nacionais para se deslocarem a Bruxelas para discutir soluções europeias para a imigração ilegal. Como disse o porta voz de Juncker, “foram todos convidados, ninguém foi excluído.” Ora, o nosso PM resolveu não ir. Com esta decisão, abandonou um princípio central da diplomacia portuguesa: nunca faltar a uma iniciativa europeia quando a Espanha está presente. O novo PM espanhol, Pedro Sanchez, não só esteve em Bruxelas como desempenhou um papel de relevo, apresentando uma proposta com o Presidente francês, Macron. Sanchez representou a Península Ibérica em Bruxelas. Os nossos diplomatas devem estar com um ataque de nervos.

Um dos temas principais da reunião foi a segurança e a proteção das fronteiras externas da União Europeia. Portugal constitui uma das fronteiras externas, mas António Costa achou que não era necessário ir a Bruxelas. Além disso, Costa resolveu imitar os líderes que recusam políticas europeias e adoptam soluções nacionais, como o PM húngaro e o Presidente polaco. Em relação à reunião de Bruxelas, Costa comportou-se como Orban. O PM não encontrou tempo para ir a Bruxelas a uma reunião sobre um tema crucial para o futuro da Europa, mas vai hoje à Rússia assistir a um jogo do Mundial. Entre o futebol e a política europeia, Costa escolhe o que lhe dá mais popularidade. Espero que os socialistas pensem duas vezes antes de atacarem o populismo.

A ligeireza com que o PM trata estas questões também mostra a falta de escrutínio da oposição, nomeadamente por parte da nova liderança do PSD. Se Passos Coelho fosse ainda o líder da oposição, Costa teria muito provavelmente ido a Bruxelas, e não trocava a Europa pelo futebol. Esperemos que Rui Rio diga alguma coisa de relevo. Aliás, o PSD e o CDS deveriam chamar o PM ao Parlamento para explicar a sua ausência da reunião de Bruxelas.

Red Hen Go Cluck Yourself

Ben Garrison

President Trump’s press secretary, Sarah Sanders, was asked to leave the  “Red Hen” restaurant in Lexington, Virginia.

The far left owner, Stephanie Wilkinson, said she told Sanders (and only Sanders) to go and then said her party of seven could stay. (How classy)


Wilkinson then claimed she had to tell Sanders to leave because her restaurant had “certain standards of honesty, compassion and cooperation”. Sarah received none of those standards and was treated like a monster to be driven from the village with pitchforks and torches.

Wilkinson also said some of her servers were “gay” and Sarah made them “uncomfortable”. A person with any common sense would say, well, just don’t have the gay servers wait Sanders table. But we have no common sense here, only Trump Derangement Syndrome.

A photo from Wilkinson’s Facebook page revealed a selfie with her husband and son from the Women’s March, all three sporting lovely Pink Pussy Hats. The picture becomes clearer. The Red Hen’s owner Stephanie Wilkinson is a Trump hating, pussy hat wearing virtue signaler that can’t deal with the fact that Trump is President and Hillary Clinton is on her way to the prison mental ward.

Melhor Copa de Cristiano Ronaldo pode ter desfecho dramático

Um dos artilheiros da Copa, Cristiano lidera Portugal em jogo decisivo que pode mudar a bela história que o atacante está escrevendo em 2018

Danilo Monteiro

Cristiano Ronaldo abre o placar para Portugal na partida contra o Marrocos em Moscou, 20-6-2018, foto: Christian Hartmann/Reuters

Cristiano Ronaldo e Portugal terão um jogo crucial contra a seleção do Irã nesta segunda-feira, a partir das 15h de Brasília), no Estádio Kaliningrado. Um dos artilheiros da competição, o atacante português é até o momento o melhor jogador desta edição da Copa do Mundo de 2018, mas um fracasso contra iranianos pode dar fim precoce ao belo voo do craque.

A estreia de Cristiano Ronaldo em Copas foi em 2006, na Alemanha, quando tinha 21 anos de idade, ainda na sombra de Luís Figo, ex-jogador do Real Madrid. O atacante marcou um gol e a seleção portuguesa foi eliminada na semifinal pela França por 1 a 0.

Na segunda participação, em 2010, na África do Sul, Cristiano chegou já com o rótulo de melhor do mundo, porém a situação física do atacante e o esquema extremamente defensivo de Portugal ofuscaram seu jogo e os portugueses caíram nas oitavas-de-final para a Espanha, por 1 a 0.

Em 2014, no Brasil, o roteiro de Ronaldo foi semelhante ao de 2010: físico abaixo do esperado, vindo de lesão no joelho. No entanto, a participação de Portugal foi ainda pior do que em 2010, perdendo a vaga nas oitavas para a modesta seleção dos Estados Unidos. Os portugueses foram, por fim, humilhados pela Alemanha na estreia com um sonoro 4 a 0.

Diferentemente das últimas duas edições do Mundial, Cristiano Ronaldo chegou à Rússia 100% fisicamente e ainda no auge, apesar dos 33 anos de idade. A mudança de postura dentro de campo, atuando mais como um camisa 9, os dias e jogos de descanso dados por Zinedine Zidane, seu ex-técnico no Real Madrid, contribuíram para esse rejuvenescimento de Ronaldo – que declarou, no último mês, ter idade biológica de 23 anos.

Mudar o outro

Nelson Teixeira

Conseguimos ver todos os defeitos dos outros e tentamos de todas as maneiras fazer com que o outro se modifique.

Queremos que o mundo se modifique para nós, conforme a nossa vontade. Como se isso fosse possível.

O que vai determinar a forma como os outros agem conosco é a nossa forma de agirmos com os outros.

Como podemos concluir, quando enxergamos muitos defeitos nos outros, na verdade somos nós que precisamos mudar. A nossa mudança pode influenciar uma multidão. Cada um de nós precisa aprender que antes de apontar os defeitos alheios devemos olhar os nossos e procurar nos modificar.

A única forma de modificarmos uma situação e a forma de agir de outras pessoas é reconhecendo nossos próprios erros e nos modificando, procurando crescer e evoluir sempre.

Lembremo-nos do nosso Mestre Jesus que influenciou multidões com os seus exemplos de bondade, paciência e abnegação.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-5-2018

QUIZ: Copa do Mundo (7)


Que instrumento musical ficou diretamente associado ao Mundial de 2010, realizado na África do Sul?

A. Bombo
B. Vuvuzela
C. Caxirola

domingo, 24 de junho de 2018

A política da miragem

Helena Matos

Nos anos 70 trauteavam “A África é dos africanos." Agora se pudessem despovoavam essa mesma África para através da imigração alimentarem o ativismo do ressentimento.


Aquarius já foi. Agora temos o Lifeline: a bordo do navio que está nas proximidades de Malta e tem capacidade para 50 pessoas estão 230. As provisões esgotam-se nas próximas horas.
À espera de porto de destino está nas proximidades da Sicília o Alexander Maersk: a bordo estão 113 pessoas.


… A lista está em permanente atualização. As palavras também. Ora lhe chamamos refugiados. Ora migrantes. Ora imigrantes. São na sua maioria pessoas transportadas por traficantes até à costa do norte de África. Aí novas máfias embarcam-nos com destino à Europa. Em seguida, navios das ONG e equipas de salvamento dos países europeus resgatam essas embarcações e trazem para solo europeu os seus ocupantes. (Sim, as máfias sabem que não precisam de se preocupar com o resto da viagem: alguém há de recolher a carga de que se desembaraçaram.)

Sendo certo que do ponto de vista do acolhimento é muito diferente que sejam considerados refugiados ou imigrantes, essa destrinça é cada vez mais difícil. Seja como for, como portuguesa não me surpreende nem choca, antes pelo contrário, que se veja na emigração económica uma saída para a vida de cada um e das suas famílias. Aliás se deixarmos de lado as questões associadas aos traficantes, o problema não está na emigração nem nos emigrantes. Está sim naquilo que se espera deles. E aí chegamos a um dos momentos charneira nesta questão: quando na Europa o muro de Berlim foi deitado abaixo pelo povo, o sonho da sociedade sem classes foi substituído pela utopia do multiculturalismo. Consequentemente a imigração deixou de ser a circunstância de uns milhões de portugueses, turcos, espanhóis, gregos e italianos tão falhos de consciência política que em vez de combaterem o capitalismo migravam para os países onde ele mais se tinha desenvolvido, para se tornar na gesta de sudaneses, iraquianos, nigerianos, sírios, paquistaneses, senegaleses, marroquinos… a que há que acudir, resgatar, esclarecer sobre os seus direitos e, não menos importante,  excepcionalizar nas suas diferenças culturais.

[Discos pedidos] Lisboa

El País BRASIL tuíta matéria de 2015, com as intenções que lhes conhecemos

Comece prestando uma baita atenção na foto. Repare nas pessoas fotografadas. Atente para o idioma do cartaz brandido pelo sem-abrigo...
A matéria foi publicada originalmente em novembro de 2015...



[Língua Portuguesa] Afinal, Migração, Imigração ou Emigração?


Título: Paizote Marques, 24-6-2018

Colunas anteriores:

Sarah Sanders vítima da ‘democracia antifa’



Paulo Watson: a verdade sobre as crianças imigrantes


Repito como já escrevi: Trump está absolutamente certo. Trump está certo do ponto de vista legal e está certo do ponto de vista moral. Sua forma de lidar com a imigração é a forma mais eficaz de proteger as tantas crianças vítimas de tráfico humano e de "coyotes" (atravessadores) que são abandonadas para morrer na travessia. É o que os fatos demonstram.
Vitor Grando

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Charada (548)

Qual das seguintes
cores
destoa,
logicamente,
deste grupo?
Azul, Branco,
Amarelo, Verde?

QUIZ: Segunda Guerra Mundial

Segunda Guerra Mundial
1939-1945

As grandes potências do mundo agruparam-se em duas coligações militares – os Aliados e as Potências do Eixo – e protagonizaram a maior contenda bélica da História. A entrada dos Estados Unidos no conflito, em 1941, desequilibrou as forças e deu a vitória aos Aliados. Hitler suicidou-se pouco antes da queda definitiva de Berlim. Finda a guerra, os países europeus, de novo em ruínas, tiveram de se alinhar com uma das duas novas potências hegemônicas, os Estados Unidos e a URSS.

Em 1 de setembro de 1939, o exército alemão entrou na Polônia, que poucos dias depois também seria ocupada pelo Exército Vermelho. Qual a cidade polonesa por onde penetraram os nazistas?

A – Varsóvia
B – Gdansk
C – Lublin
D – Wroclaw

QUIZ: Copa do Mundo (6)


A pretexto do Mundial de 1950, que futebolista é autor da frase “Só três pessoas silenciaram o Maracanã: o Papa, Frank Sinatra e eu”?

A. Alcides Ghiggia
B. Pelé
C. Ademir Fontaine

sábado, 23 de junho de 2018

Os portugueses e a vergonha de torcer por Portugal

Ruth Manus

Se há um país onde as cores deveriam tomar as ruas, escolas e bares, era Portugal, tão verde e tão vermelho. Se há um país que não deveria ter vergonha da sua camisa, esse país era Portugal.

Era sexta-feira, 15 de junho, dia do primeiro jogo de Portugal neste Mundial. Ao vestir minha enteada para ir para a escola, perguntei se ela não queria ir com a camisa de Portugal. Ela, surpresa, me disse que não, que tinha que ir com o uniforme normalmente. Fiquei surpresa pois, crescendo no Brasil, sei que dia de jogo do meu país é dia no qual é terminantemente proibido não sair de casa de verde e amarelo. Ainda assim, quando fui prender os cabelos da miúda, escolhi os elásticos vermelhos e os ganchos verdes para representar o país. Ela ficou contente.

Ao sair para as ruas, imaginei que pelo menos os adultos estariam, senão com a camisa da seleção portuguesa, pelo menos vestidos de verde ou de vermelho - como eu mesma estava. Nada disso. Parecia um dia como qualquer outro, todos vestidos normalmente, exceto uma ou outra camisa vermelha que poderia perfeitamente ser uma coincidência.

Mais tarde, antes de buscar a miúda na escola, passei numa loja para comprar uma bandeira de Portugal e uma buzina. Esperava que o movimento de torcida fosse crescer no fim da tarde, mas nem por isso. Chegamos à casa dos amigos na qual íamos assistir ao jogo e ninguém estava uniformizado. O jogo iniciou e não havia barulho de foguetes, nem de cornetas, nem de buzinas. Eu ficava cada vez mais desnorteada.

E Portugal jogou bem, muito bem. Ronaldo, inspirado como sempre, marcou três vezes. Os amigos gritaram junto comigo e nos abraçamos. Pelo menos senti esse alívio. Mas nada de gritaria na vizinhança, nem de buzinaço após a partida. No dia seguinte imaginei que as pessoas estariam com suas camisas para comemorar. Mais uma vez fui surpreendida. Nada disso.