segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Violência no Rio: governo e parte da imprensa enganaram a população

Paulo Ricardo Paúl

Prezados leitores, as denominadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), projeto que reelegeu o governador Sérgio Cabral (PMBD) com o apoio quase que integral da imprensa, são um fracasso gigantesco.

Um conjunto de erros que nos fez denunciar desde 2009 que as UPPs eram insustentáveis, o que hoje é incontestável.

Até a parte da imprensa, antes aliada do governo, se viu obrigada a mudar de opinião.

Nem os confrontos entre facções de traficantes na disputa sangrenta pelo domínio do território, as UPPs conseguem evitar.

A violência se espalhou por todos os cantos do Rio de Janeiro.

Acuada pelo medo a população está sofrendo com os erros na gestão da segurança pública.

Hoje mensagens na internet dão conta do medo instalado e recomendam não circular nas proximidades das comunidades "pacificadas" do Centro:

"Atenção aí rapaziada que mora no Rio Comprido Tijuca e adjacências... ADA tomou essa noite o Turano e a Chacrinha e estão partindo hoje para tomar o Salgueiro... quando a noite cair evitem passar por essas localidades porque o bagulho é sério hein ... colega da UPP Turano disse que tem mais de 30 corpos espalhados pela mata da Raia ... Comando da UPP Salgueiro informou que há enorme concentração de traficantes armados de fuzil na parte das Casinhas acima do campo e que não está sendo possível patrulhar a comunidade... GAT do 6 BPMERJ BOPE e CHOQUE se preparando pra ocupar as 3 comunidades P2 do 4 BPMERJ divulgou informações de que traficantes do Fallet, Fogueteiro e Prazeres planejam a retomada apartir das 17hs (sic)".

A população do Rio de Janeiro foi enganada pelo governo e por parte da imprensa.

Essa gente tem sangue nas mãos.

Juntos Somos Fortes!
Título e Texto: Paulo Ricardo Paúl, 12-9-2016

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Um comentário:

  1. O enfrentamento contra a bandidagem tem que ser a nível estratégico. O governo não pode colocar PM's sentados nas UPP's para serem alvejados como patinhos na lagoa. As tropas tem que ocupar as entradas e saídas das favelas, digo, "comunidades" e revistar quem entra e quem sai, 24 horas por dia. Então, as ONG's vão protestar: "Vai constranger o morador; vai parecer que todo mundo é criminoso!" É melhor fazer isso e o trabalhador poder chegar em casa sem levar tiro!

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