sábado, 16 de novembro de 2019

Evo Morales se deu mal

João Pereira Coutinho

Ao contrário da esmagadora maioria dos meus colegas de comentário, confesso que não sou um especialista em política boliviana. Mas também confesso que sei duas ou três coisas sobre raciocínio básico.

E o meu raciocínio é este: Evo Morales venceu as eleições em circunstâncias suspeitas: uma auditoria da Organização de Estados Americanos encontrou fraude em larga escala na votação eletrônica; o povo não gostou e saiu  para as ruas; o exército, para evitar o caos, indicou ao senhor Morales a porta de saída; o senhor Morales aceitou.


Perante estes factos, que ninguém seriamente contesta, não sei muito bem como é possível falar de “golpe de Estado” na Bolívia, sem referir a roubalheira eleitoral de Evo Morales e seus muchachos.

Mas sei muito bem que tipo de ética move o comentário “independente” que medra por aí: é aquela ética imunda e viscosa que nunca perde uma oportunidade para defender os seus déspotas.
Texto: João Pereira Coutinho, SÁBADO, nº 811, de 11 a 20 de novembro de 2019

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