domingo, 17 de novembro de 2019

O assalto final

Rui A.

António Costa prepara o assalto final aos portugueses que ainda trabalham e produzem alguma coisa nesta chafarica: o orçamento de estado de 2020 englobará as rendas de imóveis e de capital (juros, ações, etc.) no IRS, de modo a aumentar os escalões de quem paga impostos e a agravar os que incidem já sobre esses rendimentos.

Alguns bonzos que por aí andam dizem, em defesa desta verdadeira (nova) vigarice, que as rendas dos imóveis são rendimentos como os outros, logo, não devem ter tratamento autónomo. Só que os outros, que já pagam muito, não pagam IMI, não pagam IMT, não pagam o infame “imposto Mortágua”.

A atitude revela um evidente desespero de tesouraria, e só pode ser causada pela urgente necessidade de obter receita para segurar a falência do estado, disfarçada, nos últimos anos, pelo “Ronaldo das finanças”, cuja única coisa que soube fazer foi aumentar impostos e cativar despesa. Porque, a não ser assim, seria uma medida de uma idiotia profunda, e Costa, por defeitos que tenha, o de idiota não terá.

É que, de uma assentada só, o governo rebentará com o sector da construção e do imobiliário, ao qual se deve a modesta recuperação económica recente do país, e com a banca.

Na verdade, que pateta investirá num sector onde os seus rendimentos serão taxados em dobro de um ano para o outro, por uma simples decisão governamental?

E quem estará disposto a pôr o dinheiro em produtos de bancos portugueses para aumentar o seu escalão de IRS e pagar, com isso, mais impostos ao estado? Não se julgue, contudo, que António Costa enlouqueceu: ele tem é o estado falido e precisa de sacar mais e mais dinheiro aos contribuintes para tentar tapar um buraco sem fundo, que ele agravou nos seus anos de governo.

Já agora, no meio disto, onde andam o PSD e o CDS? Quem defende os contribuintes portugueses?



Título, Imagem e Texto: Rui A., Blasfémias, 16-11-2019

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