sexta-feira, 19 de março de 2021

Cláudio Castro diz que votará em Bolsonaro em 2022 e elogia Pazuello: ‘Guerreiro’

Em entrevista do ''Estadão'', governador em exercício do RJ, Cláudio Castro, falou sobre diversos assuntos relacionados ao atual momento do país

Raphael Fernandes

Em entrevista ao jornal ”Estadão” publicada nesta sexta-feira (19/03), o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro [foto], falou sobre diversos assuntos relacionados ao atual momento do país.

Foto: Rafael Campos

Em relação ao presidente da República, Jair Bolsonaro, Castro foi só elogios e revelou que votará nele em uma provável candidatura nas eleições de 2022. ”Bolsonaro é o meu candidato. Gosto dele, acredito nele”, disse.

Já sobre o agora ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, muito criticado por sua atuação durante o combate à Covid-19, o governador também teceu elogios, chamando-o, inclusive, de ”guerreiro”. ”Acho que o Pazuello foi um guerreiro nessa condução. Ele não é médico, mas cumpriu um papel de organizar essa batalha pela compra das vacinas”, garantiu Castro.

Paralelamente, porém, o chefe do Poder Executivo Fluminense ressaltou as dificuldades em relação à aquisição dos imunizantes e a batalha que está sendo para o estado conseguir comprá-los.

”Mas é uma batalha tão difícil que todo mundo disse que ia comprar e não conseguiu. Nosso país é muito grande e não somos um país produtor, então é uma compra difícil. Estamos há uma semana no Rio batalhando [para comprar vacinas], mas as respostas não são boas, dizem que já estão negociando com o ‘governo central’. A política mundial hoje é essa”, lamentou.

Ademais, perguntado sobre a possível ampliação das medidas restritivas, já cogitadas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, Castro disse que espera uma posição das esferas de saúde para decidir.

”Continuo encarando de uma forma técnica. Recebo o pessoal da saúde e ainda não me disseram que tenho que restringir mais coisas. Estamos preparando medidas, mas, como foi da última vez, vão ser 100% preparadas com a cadeia produtiva, os prefeitos e a medicina. Aqui será por meio de um processo de diálogo. Tem a questão agora de 2 feriados, temos que decidir o que vamos fazer acerca deles. Segundo o meu pessoal, cada ato que se toma demora de duas a 3 semanas para sentir o impacto. Ainda estamos para entender se o que a gente já fez deu resultado ou não”, explicou.

Sobre possíveis novos leitos, Cláudio Castro disse que o RJ tem capacidade para a abri-los, até mesmo em relação a outros estados. ”O Rio está passando pela terceira onda, somos o único estado passando por isso. Já temos um aprendizado. Não diminuímos tanto os leitos e sabemos que tem municípios ‘guardando’ leitos – estamos indo em cima deles. Voltei a conversar com a rede privada para abrir 300 vagas; o dinheiro do fim do ano que reservei para vacinas foi demais e já estou usando para a abertura de leitos”, disse.

Por fim, o governador opinou em relação à compra de vacinas no país, de maneira geral. Segundo ele, por se tratar de uma situação emergencial de saúde, erros e acertos são passíveis de existir. ”Complicado é estar sentado na cadeira do gestor. Tinha uma questão que incomodava no contrato da Pfizer, sobre a responsabilidade de quem estava aplicando a vacina, a questão da refrigeração a menos 70 graus também. É muito complexo. Ficar apontando o dedo hoje é o simples, é o fácil. Resolver o problema é tão difícil que o país inteiro está com problemas, os 27 estados. É todo mundo incompetente?”, criticou.

Reportagem: Raphael Fernandes, Diário do Rio, 19-3-2021

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