domingo, 10 de novembro de 2019

[As danações de Carina] Algumas “kuriozidades” às vezes fazem bem. Parte dois

Carina Bratt

Dos “Sete pecados”, passaremos pelos arreios e lembraremos Cacilda Becker.

PERGUNTA:
Quando foram definidos os Sete Pecados capitais?
RESPOSTA:
Os sete pecados capitais (inveja, gula, ira, soberba, luxúria, avareza e preguiça, não necessariamente nessa ordem) são citados na Bíblia Sagrada, tanto no Velho Testamento quanto no Novo, e o mais importante com o nome de suas capitais (entendam aqui “capitais” como por exemplo, a fome de lucro, o individualismo, o consumismo, o complexo de inferioridade etc.) em suas mais variadas situações.

A preocupação em organizá-los em uma lista única surgiu durante a Idade Média, no Concílio de Trento (na Itália). O Concílio que se desenvolveu de 1945 a 1563 teve como cabeça de frente, em sua convocação o rei Felipe II, da Espanha, e coordenado, na época, pelo papa Paulo IV. Seu objetivo não era outro senão o de fixar com lealdade e clareza os dogmas da igreja Católica, preocupada com o avanço do protestantismo na Europa.

O Concílio de Trento criou um sistema didático para que os fiéis memorizassem com facilidade os reais valores da Igreja Católica. 

PERGUNTA:
Quais são as principais peças que compõem os arreios?
RESPOSTA:
Os arreios ou os aperos formam o conjunto dos acessórios utilizados para encilhar um cavalo e deixá-lo pronto para uma boa montaria. Em outras palavras, com eles, se encadeiam os preparos necessários para governar a cavalgada e adorná-la com o devindo alinho.

O gaúcho (notadamente o tropeiro do Rio Grande do Sul) sempre usou seus arreios para dormir (ou somente descansar) quando em viagens longas. Coberto pelo poncho, a criatura deita a cabeça na cela e seu corpo sobre as xergas. Xergas são os atributos ou os componentes dos arreios, como também fazem parte o baixeiro, o enxergão, a xerga, o suadouro, a corona, o lombilho, o serigote, os bastos, o socado, a cincha, os pelegos, o coxonilho, a badana, a sobrecincha, o peitoral, o rabincho, o freio, as rédeas, a cabeçada, o bucal, o buçalete, o cabresto, a maneia e a mala de poncho. Devo lembrar às minhas amigas leitoras, que os vocábulos “arreios” ou “aperos” são utilizados somente na sua forma pluralizada.

PERGUNTA:
Quem foi Cacilda Becker?
RESPOSTA:
Cacilda Becker [foto] foi uma das mais importantes atrizes do teatro brasileiro. Nascida em Pirassununga, interior de São Paulo, em 6 de abril de 1921, começou a carreira em 1940 no Teatro do Estudante do Brasil. Oito anos depois, ingressou como profissional no Teatro Brasileiro de Comédia, no qual alcançou rapidamente a posição de primeira atriz. Nessa fase, seus trabalhos mais importantes foram “Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Luigi Pirandello, “Antígona”, de Sófocles, com destaque para as várias participações no programa “Pinga Fogo” da extinta TV Tupi Canal 4 de São Paulo.


Em 1958, formou a sua própria companhia, montando e estrelando textos imbatíveis: Notoriedade igualmente importante para o longa metragem “Floradas na Serra”, de Dinah Silveira de Queirós, e a depois, para “Longa Jornada Noite Adentro”, de Eugene O’Neill,  “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?”, de Edward Albee, e “Esperando Godot”, de Samuel Beckett.

Interpretando a personagem Estragon (por sinal a derradeira de sua vida), Cacilda sofreu, aos 14 de junho de 1969, uma embolia cerebral, morrendo pouco depois.

Cacilda se casou com o também ator Walmor Chagas, com quem teve dois filhos, Clara Becker e Luiz Carlos Becker.

Essa personagem importante para a história da cultura, desempenhou um importante papel no reconhecimento e na valorização da profissão de ator e, sem dúvida alguma, se tornou   uma das mais combativas na luta contra a censura do regime militar.
Título e Texto: Carina Bratt, de Curitiba, no Paraná. 10-11-2019

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